terça-feira, 22 de julho de 2014

VASCO VASQUES

Os mais jovens devem ficar intrigados com o nome do Centro de Convenções Vasco Vasques, acham que é alguma homenagem ao Vasco da Gama, pois foi construído ao lado da Arena da Amazônia – na realidade, foi uma justa homenagem que o governo do Estado do Amazonas fez a um grande empresário espanhol-português, o Senhor Vasco Vasques, um cidadão que fez história em nossa cidade na área de turismo e hotelaria.


Nasceu em 1913, na cidade de Las Palmas, nas Ilhas Canárias, na Espanha, mas, como era filho do cônsul português Fernando Vasques, foi registrado com a nacionalidade portuguesa.

Em 1939, formou-se em Administração de Empresas, na cidade do Porto (Portugal) e, nesse mesmo ano, o seu pai foi nomeado Cônsul na cidade de Belém, no Pará, mudando com toda a família para o Brasil.

Trabalhou na empresa J. Dias Paes e, em 1943, foi transferido para Manaus, na função de gerente da filial dessa empresa. Em 1945 casou a amazonense Zaira Moreira, com quem teve três filhos: Fernando, Jorge e Carlos, além de uma filha adotiva, a Maria Angélica.

O casal ainda criou a Zilda, uma jovem que veio de Autazes, no interior do Amazonas – ela teve um relacionamento amoroso com o mecânico Zezinho de Jesus, com o qual tiveram o José Roberto Pinheiro, uma grande pessoa, conhecidíssimo em Manaus como “Mestre Pinheiro”.

Em 1950, Vascos Vasques fundou a empresa V. Vasques & Cia, passando a agenciar a Panair do Brasil, em Manaus. Em 1962, o famoso Hotel Amazonas foi a leilão, sendo adquirido por ele, tendo como fiador o Banco do Estado do Amazonas. Foi dono do Bazar América Ltda., na Rua Guilherme Moreira, onde atuava como representante de famosas marcas de eletrodomésticos e colchoes. Em sociedade com o Samuel Benchimol, fundou a Gasônia Ltda. (Fogás), para a distribuição de gás de cozinha.

Para o bem estar social dos seus funcionários e familiares, adquiriu um balneário na Estrada do V8 (atual Avenida Efigênio Salles), chamava-se “Las Palmas”, em homenagem a sua cidade natal.

Criou a primeira agência de viagens do Amazonas, a Selvatur, bem como, o primeiro Hotel de Selva do Estado, a Pousada Janauarylândia, no Lago do Janauary.

Em seu famoso Hotel Amazonas foi criado o Mandy´s Bar, onde a nata da sociedade e os turistas curtiam o que tinha de bom e melhor na cidade e, em 1982, foi fundado a banda carnavalesca que desfilava no centro de Manaus no sábado gordo.

O Vasco Vasques faleceu em 1976, foi um homem visionário, uma pessoa que muito contribuiu para o progresso e bem estar do povo da nossa terra, dessa forma, o nome do Centro de Convenções Vasco Vasques, foi uma justa homenagem! É isso ai.


Obs.: para maiores informações sobre o Vasco Vasques, os leitores devem acesso o Blog Amor de Bica, cujo editor é o meu brother Simão Pessoa, no seguinte endereço:  http://amordebica.blogspot.com.br/2011/02/nasce-banda-do-mandys-bar.html

segunda-feira, 21 de julho de 2014

NOMES EXÓTICOS DOS CANDIDATOS DO AMAZONAS


“Chegou Chegou”, a “Mulher de Branco” outra vez! Será que é “Boneca” ou um “Dom Fernando”? “Pai Amado”! Ela anda de branco, parece com a “Enfermeira Monica”, mas, falam por ai que ela é igualzinha ao “Chicão do Novo Aleixo”.

Vou chamar o seu colega de profissão, o “Ilton do Táxi”, para dirimir as dúvidas: Será que é “Bonequinha”, “Bolinha”, “Café”, “Madona da Compensa” e “Paixão”, ou é “Felipe Caboco de Ferro”, “Leandro Papa Sopa”, “Melo Porto Táxi”. “Pão Torrado” ou o “Risca Faca”?

Caso haja muita confusão, acho melhor chamar o “Tenente Souza Jacaré” ou o “Guarda Sorriso”! Tudo é brincadeira, o “Tiririca do Amazonas” está na área para animar a festa!

Não entenderam patavina do que escrevi? Não esquenta! Os nomes exóticos que estão entre parênteses, foram os registrados no TRE para concorrer às eleições no Amazonas!

A Mulher de Branco, chama-se Rogocelia Costa – é taxista e concorre ao cargo de Deputado Federal, pelo Partido Republicano Progressista (PRP) - sempre está nas paradas (eleições), sem exceção!

Dizem os cientistas políticos que, esse pessoal serve apenas de escada para os outros do Partido Político, pois nunca ganham eleição. Um caso raro foi o Tiririca, pois ganhou de lavagem e, surpreendentemente, apresenta projetos de respeito!


Outros falam que, são por esses nomes que são conhecidos nas comunidades e, usam essa estratégia para ganhar eleição! É isso ai.

Ilustração: Junior Lima, Jornal D24

sexta-feira, 18 de julho de 2014

POR ESSE CHÃO

Por Rocha
 
Por esse chão,
passaram Vinicius de Moraes, Silvio Caldas, Jairzinho e Jamelão.
Por esse chão, 
pisaram gente famosa, bacana, pobre e peão. 
Por esse chão,
muita gente derramou cerveja, quebrou copos e chamou palavrão.
Por esse chão,
foi festejado velhos carnavais, aniversários, futebol e muita “bebemoração”.
Por esse chão,
muitos cantaram, brigaram e choraram de emoção.
Por esse chão,
muitos beberam e dançaram samba canção.
Por esse chão,
muita gente entrou assustada depois da explosão.
Por esse chão,
muitos comemoraram 14 de Janeiro a data da tradição.
Por esse chão,
fincou bandeira o Caldeira, o Bar do nosso coração!
Por esse chão...


Fotomontagem: Rocha

INSTITUTO DE BELEZA DA MESSODY HENRIQUES


Foi um estabelecimento que fez história em nossa cidade, ficava na Avenida Eduardo Ribeiro, entre a Rua Barroso e a Rua Saldanha Marino, era administrado pela parintinense Messody Henriques, uma senhora guerreira que atendia tanto uma mulher rica e chique, quanto àquela que frequentava o baixo meretrício.

Era filha do Senhor José Henriques e Dona Idalina – o seu genitor veio do Ceará, no início do século passado, era uma pessoa culta, muita dada a leitura de livros - abriu um comércio, a Casa Castelhana, porém, em 1910, foi à falência.

Resolveu tentar a vida no interior e, fixou residência na cidade de Parintins, no Baixo Amazonas, militou na politica durantes anos - por lá nasceram a maioria dos seus onze filhos, incluindo a Messody, uma cabocla talentosa da terra dos parintintins, depois, regressou com a família para Manaus.

De todos os irmãos, a Nobilil Messody Henriques, foi a mais famosa e de grande prestígio na sociedade local. Inicialmente, fundou a primeira escola de fabricação de flores de papel, num galpão construído nos fundos da sua humilde residência, na Rua Dr. Almino – era um artesanato feito de tanto gosto e perícia que, os trabalhos das alunas eram exibidos em concorridíssimas exposições nos salões dos clubes Rio Negro e Nacional.

Com a ajuda dos irmãos, iniciou outra atividade na sala de visita de sua casa, ao qual lhe garantiria êxito e prosperidade: o corte, penteado e pintura de cabelos e limpeza e pintura de unhas.

Por executar um excelente serviço, começou a ter uma clientela cada vez maior, o que o permitiu criar o primeiro Instituto de Beleza da cidade de Manaus, inaugurado com toda pompa na década de 40, em plena Avenida Eduardo Ribeiro, montado com tudo o que de melhor existia, na época, pela famosa Casa Miasi, de São Paulo.

O Instituto de Beleza Messody Henriques era um orgulho para a nossa cidade, com a casa sempre cheia da “fina flor feminina” da sociedade local. A sua presença era reclamada nos salões de gente “alta”, não somente pela envolvência da sua simpatia, mas, por ser também uma lançadora de moda.

Por ter origem humilde, o sucesso não subiu a sua cabeça, pois respeitava muito as pessoas simples, tanto que abriu o seu chique salão de beleza para as mulheres que frequentavam o baixo meretrício - esta decisão lhe rendeu muitas criticas pelas “dondocas” da alta sociedade, que achavam um ultraje frequentar um local onde poderia estar mulheres inferiores, que vendiam o seu corpo para ganhar a vida.

Certa vez, uma senhora da “nata” telefonou indignada para a Messody:

- Não é possível que as mesmas mulheres da Zona façam as unhas e cabelos no mesmo lugar que nós! – reclamando a madame.

A Messody respondeu:

- Minha filha, o teu dinheiro é igualzinho ao delas, isso em primeiro lugar. Se tu queres o Instituto só para vocês, paguem então o preço da exclusividade. O trabalho que dá para pentear, cortar e tingir o cabelo de vocês é o mesmo que o cabelo delas dá, e por sinal que cabelos bonitos eles têm. E mais outra coisa: que comportamento exemplar elas assumem aqui, quando chegam ao salão e ficam esperando a vez. De exemplar dignidade. Nenhuma delas me pediu o telefone para ficar de namoro ou marcar encontros escondidos com amantes.  Ficam esperando, silenciosas, lendo as revistas, e como saem felizes depois de se verem tão bonitas com o tratamento carinhoso que lhe damos.

Essa foi a nossa querida Messody, uma mulher guerreira, que somente aos quinze anos aprendeu a ler a escrever, mas, com o seu trabalho digno e exemplar, criou e educou todos os seus dez irmãos - fez muito sucesso na nossa cidade, mas, o tempo é cruel, onde tudo passa, modifica e acaba.

O Instituto de Beleza da Messody Henriques acabou, porém, continua vivo na mente dos mais antigos e, ficará para sempre, na história da nossa cidade. É isso ai.


Fonte: Livro: Manaus, Amor e Memória – Thiago de Mello

segunda-feira, 14 de julho de 2014

SECOS & MOLHADOS

E A PEIA COMENDO - O meu dileto amigo Jersey Nazareno, mais conhecido por “Naza”, é um cara polivalente: jornalista, poeta, fotógrafo, boêmio e ator. Nesse último quesito, fez poucas interpretações, mas, uma delas virou motivos de muitos risos nos botecos de Manaus. Ele sempre gostou de usar barba e cabelos compridos e, numa de suas viagens ao interior do Estado, para curtir a natureza e escrever para um Blog, foi contratado às pressas pelo alcaide da cidade, para substituir o ator que iria interpretar o Jesus Cristo, na via sacra, pois estava na Semana Santa. Ele já tinha tomadas umas cevadas, mas, topou na hora. O problema maior foi um caboco que interpretava o malvado romano, o cara achava que era “dos veras” e, começou a largar com força umas chicotadas nas costas do Naza. Ele pegou peia calado, mas pensava com os seus botões: - Assim que terminar, vou pegar esse FDP e largar a porrada! Na hora da crucificação, colocaram uma coroa de espinhos de verdade na cabeça do Naza, doía que não era brincadeira, depois, o caboco romano começou a espetar o peito do Naza com uma lança de madeira, ai não deu para segurar e, largou o verbo: - Vai zagaiar o caralho, seu caboco FDP! Foi um “Deus nos acuda”, pois as senhoras beatas começaram a fazer o sinal da cruz sem entender o porquê de tanto palavrão, saindo logo da boca do ator principal, aquilo não fazia parte do script. No final, o Naza pediu um cachê dobrado do Prefeito, pois apanhou feio. Passou mais um dia na cidade, caçando o caboco romano que foi o seu algoz! Depois dessa, nunca mais quis saber de teatro!
Obs.: Sou católico praticante, tenho muito respeito pela minha religião - essa postagem é apenas um causo.

NA HORA RANGO - Hoje, passei a manhã toda numa oficina de carro velho, consertando um golzinho já idoso. Pois bem, na hora do rango, entrei no Restaurante Bom Prato, na Cidade Nova – sentei e, o garçom veio com o cardápio e falou que o estabelecimento atendia somente a La Carte. Quando olhei os preços, quase que tive um infarto do miocárdio! Os preços variavam entre 110 e 70 reais para duas pessoas! Cruz Credo! Era comida somente para os bacanas. Para não fazer feio, pedi uma isca de pirarucu seco e frito, ao preço de vinte e cinco pilas - o garçom foi logo avisando que era “simples”, ou seja, não tinha nadinha para acompanhar, nem farinha! Sem chances, pedi desculpas e peguei o beco! Encontrei outro, era para pobre que nem eu – o dono falou o seguinte: - Pode se servir a vontade e, paga somente doze reais, caso deixe alguma coisa no prato, paga uma multa de três contos! Coloquei na medida do meio bucho e, para não pagar a dita multa, não deixei nenhum farelo no prato! Caramba, tinha uns caras que faziam “três andares” de comida, um tremendo “patarão”! Fiquei até com vergonha do meu, pois era um simples “patarinho”! Eu, hein!


FEIJOADA DA HELOÍSA – A professor Heloisa Maria Braga Cardoso da Silva(a terceira da esquerda para a direita da foto) abriu as portas de sua mansão, para receber os amigos para uma “bebemoração” do seu aniversário – foi servida uma feijoada da melhor qualidade, feita pelos familiares sob a supervisão da “Chef” Jô Joana Telu Sampaio D'antona. OCarbajal Gomes levou os músicos e cervejas. Eu entrei com a cara e a coragem, nem presente levei, ainda tive a ousadia de levar uma “vasilha” para agasalhar um pouco da feijoada para amanhã. Ainda bem que aSocorro Papoula levou um presentinho, comprado em Letícia. Ela é muito querida pelos filhos, netos e amigos – chegou a chorar quando os amigos cantaram algumas músicas dedicadas à professora. Outra coisa, a Heloísa é engenheira civil e professora de Latim da nossa UFAM - vai lecionar a matéria por quinze dias em Jutaí (Alto Solimões). A Heloísa fez aniversário e ainda deu presentes para os convidados, por exemplo, ganhei um Mapa Mundi apelidado de Zé Mundão, além de um vestidinho para a minha neta Duda. Parabéns e vida longa para a minha amiga Heloísa!

sábado, 12 de julho de 2014

ABDIAS “BODÓ”


O meu saudoso pai, o luthier Rochinha, tinha um amigão do peito, o nome dele era Abdias, mais conhecido pela alcunha de “Bodó” – pense numa figura, o cara era amolador de ferramentas no Mercado Adolpho Lisboa, nas horas vagas era polivalente: biriteiro, palhaço e cozinheiro.

Ele pegou esse apelido em decorrência de possuir uma boca igual ao Liposarcus pardalis, conhecido popularmente como Acari Bodó, simplesmente Bodó para os manos do Amazonas – para quem não sabe esse peixe é o “patinho feio” na preferencia dos consumidores e pescadores - muito pessoas não gostam nem um pouco dele, em decorrência do seu aspecto esquisito, bastante feio, parece de outro planeta, além do mais, o bicho é chegado a se alimentar de tudo o que aparece pela frente, não faz cerimônia, até merda ele come, na maior.

O nosso Abdias Bodó trabalhava na Rua Rocha dos Santos, na entrada de um casarão antigo que fica bem em frente ao Mercado Adolpho Lisboa – naquela época, essa profissão rendia um bom lucro, em decorrência dos inúmeros clientes marchantes e peixeiros do “Mercadão”, além de atender as pessoas que por lá passavam todo dia - ele era um grande profissional, tinha uma habilidade fora do comum para afiar facas e ferramentas.

Nos finais de semana, ele ia para a nossa casa/flutuante, a minha avó não gostava nem um pouco dele, pois foi ele quem incentivou o papai a começar a beber pinga, além do mais, por ser católica fervorosa, considerava o amigo do meu pai um puro “sapato do diabo”, quando ele chegava, ela fazia o sinal da cruz e dizia: - Lá vem o Satanás, vou passar o dia fora de casa!

O cara vestia uma bata da minha mãe, pintava os lábios, coloca uma peruca e um corpete (sutiã), se transformava na cozinheira “Bodó do Igarapé de Manaus”! Expulsava a mamãe da cozinha e, enquanto tomava aqueles “birinaites”, fazia as suas estripulias e um excelente almoço - ele era muito bom no preparo de qualquer prato.

Foi ele que me ensinou a nadar - o cara me jogava dentro do rio, dava caldo, fazia o diabro a quatro - rapidinho aprendi a nadar!

O Olavo, Rochinha e o Abdias “Bodó”, formavam o trio da “CM & P10”, ou seja, cachaça, mulher e Parque 10 de Novembro. Todos os finais de semana reuniam na Oficina do Velho, na Rua Huascar de Figueiredo com a Rua Igarapé de Manaus; lá armavam as estratégias, faziam a cotização para comprar as ampolas de cervejas XPTO, a cachaça Cocal para a batida de limão e os “bributes”; depois rumavam em direção ao balneário do P10.

Fazia parte da nossa família, era considerado o meu tio mais velho – os seus filhos, o Bira e o Agostinho eram os meus amigos do peito, esse último casou com a minha vizinha da Rua Tapajós, a Mira, um descendente de sírios, tiverem vários filhos – sou ainda amigo dos seus netos, o Acrísio e a Cíntia

Tempos bons, vez e outra me lembro do Igarapé de Manaus, do Mercadão e do Abdias Bodó! É isso ai.  

Coca-Cola | #MomentosMaiores

sexta-feira, 11 de julho de 2014

EU E O TACACÁ DA DONA MARIA (POINT DO TACACÁ)


A nossa geração de manauaras teve uma relação muito grande com as “Tacacazeiras”.  Nasci e morei no centro da cidade, comecei a tomar a minha cuia de tacacá quando ainda era um curumim, quando era comum as nossas vizinhas fazerem essa iguaria nas festas juninas.

Quando fui morar na Vila Paraíso, com acesso pela Avenida Getúlio Vargas e Rua Tapajós, tive o privilégio de degustar todo o santo dia do Tacacá da Dona Maria, conhecido por alguns por Dona Branca, onde armava a sua barraca na Avenida Ramos Ferreira, bem em frente ao Teatro Juvenil (atual Faculdade da UNIP) e da  Academia Amazonense de Letras.

O irmão da Dona Maria, o Tio Teófilo (funcionário da Receita Federal), ele era casado com a minha tia Margarida (irmã da minha mãe Nely Fernandes), por termos essa proximidade de parentesco, toda tardinha eu ia até a Banca para tomar gratuitamente o meu tacacá, além de levar alguns quitutes para a minha mãezinha.

Com o passar do tempo, comecei a trabalhar e, fazia questão de pagar a minha saborosa cuia de tacacá – lembro muito bem, quando nos finais de semana, todos os colegas das imediações se reuniam bem frente da AAL para um baterem papo regado de tacacá, depois, íamos jogar futebol de salão nas quadras do Luso Club, Instituto de Educação ou do Colégio Benjamim Constant.

A Dona Maria era auxiliada pelo seu marido, com o seu falecimento, passou a contar com a ajuda dos filhos menores e alguns conhecidos. Depois de muitos anos na labuta, teve que se aposentar, porém, o preparado do tucupi ainda passa por suas mãos, além da supervisão do preparo dos quitutes.

O tempo passa, casei e tive três filhos, fazia questão de levá-los para tomarem tacacá e comerem banana frita e tapioca com coco ralado. Eles cresceram, tiveram filhos também – vez e outra levo a minha netinha Maria Eduarda na Banca da Dona Maria – a Duda tem apenas quatro anos de idade e já começou a provar e a gostar do tucupi, além de adorar uma banana frita.

A Banca agora é tocada pelo Natinho e sua esposa Ivete, auxiliado pelos irmãos, filhos, primos e aderentes – é um negócio que dar um bom lucro, pois sempre primaram pelo cuidado na manipulação dos alimentos, além de um sabor todo especial – são muitos requisitados pelos bacanas em suas festas, principalmente nas juninas. A família está aguardando a autorização da Prefeitura de Manaus, para montar "O POINT DO TACACÁ" no Calçadão da Ponta Negra. São 45 anos de muito sucesso!

O Natinho e seus irmãos são considerados como os meus primos, em decorrência disso, conservamos uma amizade desta a nossa infância. Toda vez que chego por lá, sou muito bem recebido, com um atendimento todo especial. Muito Bom!


Isso é uma tradição do nosso povo, passa de pai para filho, pois o Tacacá do manauara é a mesma coisa que o chimarrão para o gaúcho! É isso ai.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Convite II Seminário Contra os Agrotóxicos e pela Vida


 Estimad@s

Preocupados com os prejuízos causados pelos agrotóxicos na saúde do povo do Amazonas e no meio ambiente, a Rede de Maniva Agroecologia do Amazonas (REMA) .e demais parceiros dos movimentos sociais e instituições públicas de ensino, pesquisa e extensão realizarão no Amazonas o II Seminário “Contra os Agrotóxicos e pela Vida” quando ocorrerá o lançamento do documentário “O Veneno está na Mesa 2”. O Seminário faz parte das ações da “Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e pela Vida” e ocorrerá no dia 14/07/2014, das 08 h às 16 h, no Auditório Senador João Bosco, na Assembléia Legislativa.
O objetivo do II Seminário “Contra os Agrotóxicos e Pela Vida” é propiciar á sociedade o diálogo com os tomadores de decisões e legisladores sobre a implantação e a execução das políticas públicas relacionadas à promoção da agroecologia e da soberania alimentar em contraposição aos sistemas produtivos baseados no uso de agrotóxicos e reducionistas culturalmente e ecologicamente.

Solicitamos o favor de divulgar o evento, cuja programação encontra-se anexada.

Saudações


Contatos:
- Elisa Wandelli (Embrapa / REMA)- 9114-2012, elisa.wandelli@embrapa.br
- Katell Uguen (UEA / REMA) - 9136 9049, katelluguen1@gmail.com
- Marcio Menezes (REMA) – 8113 7503, mzmarcio@yahoo.com
- Maria do Socorro Feitosa (Superintendente INCRA-AM) – 91858333, acacia.neves@mns.incra.gov.br

- Simone Alves (SINPAF) - 9314 3529, simonisofia@gmail.com

terça-feira, 8 de julho de 2014

CASA EM ESTILO CHALÉ ALPINO


Quem passa pela Avenida Joaquim Nabuco, entre as ruas Huascar de Figueiredo e Lauro Cavalcante, centro de Manaus, depara-se com uma bonita residência em estilo alpino – ela pertence à família do Manasseh Barbosa, um amazonense apaixonado pelo Remo, um esporte aquático de tradição em nossa cidade.





Hoje, resolvi caminhar por lá e, por pura coincidência, uma pessoa que estava dentro dessa casa, a me ver passar, chamou pelo meu nome – me aproximei e o portão foi aberto. Surpresa geral: era Montanha, o famoso ex-garçom do Bar do Armando – ela está morando e vigiando o imóvel.


Tive o privilégio de entrar pela primeira vez – na realidade, sempre tive esse desejo, pois achava ela tão pequena, porém, bem planejada, com detalhes em madeira de lei. Outra surpresa: o local é bastante espaçoso, com térreo, dois quartos com suíte, cozinha planejada, piscina, uma grande área de lazer na parte externa, varandas, quase tudo em macacaúba, janelas espaçosas em vidros e muito mais.

O inquilino anterior deixou o imóvel um pouco deteriorado, demandando uma urgente reforma. Uma pena que não tiveram o devido cuidado com uma casa tão bonita. Segundo o administrador, ela disponível para aluguel, com preferência para empresas.




O “Montanha” sempre trabalhou em bares e lanchonetes e, confessou que está aguardando o recebimento de uma herança e, espera alugar a casa para transformá-la num “café regional” e restaurante.

Estou na torcida para que o “Montanha” consiga alcançar os seus objetivos, pois essa linda casa merece voltar ao seu esplendor, além de abrir a suas portas para que os manauenses e turistas possa conhecer o seu interior. É isso ai.





Fotos: Rocha

quarta-feira, 2 de julho de 2014

O SHEIK CLUB


Fundado em 1954, fruto do idealismo de um grupo homogêneo de brasileiros, sírios, filhos de sírios e libaneses, tendo como objetivo a promoção de eventos sociais para entreter e divertir os seus associados.

Foi uma entidade social que marcou toda uma geração de jovens da nossa terra, ficava na Avenida Getúlio Vargas esquina com a Avenida Ramos Ferreira – o prédio continua o mesmo, com poucas intervenções, funcionando atualmente no lugar uma academia de fitness.

Foram os seguintes os seus sócios fundadores:
José Mussa Neto
Antônio José Tuma
Calil Abdala
João Miguel Isper
AzizeMansourFraiji
Kardec Abrahim
Humberto Moreira dos Santos
Miguel MansourFraiji
Benjamin Assis Sachesde Oliveira
Rafael AzizeAbrahin
Waldemar Vieira Soares
Mansuelo Queirós
Francisco Ronci
Mário HissaAbrahim
José Hadad
Caram Abrahim
José Antônio Tuma
DahasAbrahim
BajatAbrahum
Nagib Salem José
IsperAbrahim
Jorge Abrahim
Felipe IsperAbrahim
Caram Jorge
Benjamin Mussa
Mansour Sanches Cheuan
José AzizeAbrahim
Munir MansourFraiji
Edmundo Seffair
Alberto José Antônio Tuma
Jorge Cordeiro
Vadir Hermes
Abdon Mussa
Dibo Mussa
Waldemar Abrahim
Abrahim Calil
Abrahim J. Monassa
Waldemir Peres Lustosa
Manuel Curcino Correa
HissaAbrahim
Luís Caram Abrahim
Jones IsperAbrahim
João MansourFraiji
Jorge Dib
Clible Calil Abrahim
Alberto Fraiji
Júlio José Antonio Tuma
Jorge AbilioFraiji
Miguel Zogahib
Péricles Assis Sanches Oliveira
Otávio BajatAbrahim
Jodat Sado
José Calil Assaf
João Sanches de Oliveira
Jorge Ayub Mussa
Américo Walter Mestrinho da Rocha
Zacarias Bichara
José Fadul
Rui Lima
Abdul RazacHauache
KaledHauache
Wilson AbdalaKalil
Sebastiao Haded
Amim Said
Mário Severiano Câmara
Geraldo Antônio Tuma
Jorge Alencar Abrahim
Mussa Neto
João Carlos Antônio Tuma
Jorge Caran Neto
Calil Mussa
Miguel Alencar Abrahim
Getúlio AbrahimFraiji
Franklin Abrahim Lima


A sede própria somente foi efetivada em 1969, quinze anos depois da fundação do clube, na administração do Jones Isper Abrahim, possuindo linhas arquitetônicas que embelezavam a nossa cidade, situada em um dos pontos mais importantes do centro, a Avenida Getúlio Vargas.

Na década de setenta, na minha juventude, tive o privilégio de frequentar o clube, participava das suas programações de finais de semana, incluindo os bailes carnavalescos – foi um tempo que marcou a minha vida e de muitos colegas que moravam na Avenida Getúlio Vargas.


É isso ai.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

JOGO NA ARENA DA AMAZÔNIA: SUÍÇA VERSUS HONDURAS


Tive uma oportunidade impar em assistir ao último jogo em Manaus, na Arena da Amazônia, pois fui premiado com um ingresso pela Coca-Cola do Brasil, através da Sheila Zanesco, Supervisora de Atendimento.

O jogo foi hoje à tarde, com início às quatro horas da tarde, um horário temido pelos jogadores e torcedores estrangeiros, pois estamos no verão amazônico, porém, choveu um pouco para amenizar o calor, mesmo assim, houve uma parada técnica no primeiro tempo, em decorrência dos termômetros terem atingindo os trinta e dois graus e da elevada umidade do ar.


No caminhada para a Arena, pude observar uma total organização do evento, tudo funcionando perfeitamente – recebi todas as orientações dos organizadores, possibilitando chegar rapidinho ao meu assento dentro do estádio.

Os banheiros funcionaram perfeitamente, com padrão internacional. Entrei numa fila para comprar refrigerante, o preço era salgado, em compensação, recebi uma caneca personalizada alusiva ao jogo – ficará como lembrança desse momento histórico.


A minha intenção era torcer para Honduras, mas, a torcida animadíssima da Suíça mudou a minha preferência – tinha um grupo de jovens suíços que deram um show a parte, cantando e encantando a todos os presentes.



Foram quarenta mil pessoas assistir ao jogo, que foi favorável aos suíços, o que valeu a sua classificação. Eles devem comemorar a noite toda pelos bares de Manaus.



Sempre fui contrário à demolição do Estádio Vivaldo Lima, além dos gastos excessivos com o evento, porém, sou brasileiro e amo o futebol e a minha seleção brasileira, não poderia ficar apático e desinteressado com a Copa do Mundo que está acontecendo no nosso país, com jogos na minha cidade.


Não presenciei nenhuma briga ou confusão, tudo aconteceu em paz, onde todos os torcedores, principalmente os estrangeiros, demonstravam alegria e satisfação, visivelmente estampadas em seus rostos, por estarem na Amazônia e na nossa Arena. É isso ai.

PARCERIA BLOGDOROCHA COM A COCA-COLA DO BRASIL - AS INICIATIVAS DA COCA-COLA NO BRASIL PARA A COPA DO MUNDO DA FIFA 2014™



Presente nas Copas do Mundo da FIFA™ desde 1950 com anúncios nos estádios do evento, a The Coca-Cola Company veio tornar-se parceira oficial da FIFA em 1974, realizando ações diversas nos países que hospedam a maior competição internacional de futebol.

A edição de 2014 no Brasil começou, para a Coca-Cola, em 2012. Dois anos antes do Mundial, a empresa apresentou aos brasileiros o Mascote Oficial da Copa e a partir de então, dedicou-se a desenvolver e implantar trabalhos em torno dos três legados que a companhia pretende deixar para o país: Comunidades, Reciclagem e Vida Ativa.
Esse último legado, que incentiva e dissemina a importância da prática esportiva, teve como carro-chefe a Copa Coca-Cola, que aconteceu no ano anterior à Copa do Brasil e cujos vencedores foram treinados para exercerem a função de gandulas. Os 445 meninos e meninas com idades entre 13 e 17 anos foram aprovados para atuarem nas 64 partidas do evento. Além disso, Vida Ativa será representado em campo por doze jovens que foram escolhidos para carregarem as bandeiras dos países cujas seleções se enfrentarão na final da Copa do Mundo, por terem histórias de vida ligadas à prática esportiva. Também no último jogo do Mundial estarão outros 29 carregadores de bandeira que foram escolhidos para simbolizar as comunidades e a reciclagem.
Ainda de responsabilidade da Coca-Cola durante toda a competição, o gerenciamento dos resíduos sólidos nos estádios onde acontecem os jogos contará com uma equipe de 840 catadores de lixo que estiveram nos Treinamentos de Capacitação para Coleta Seletiva da Copa do Mundo da FIFA™, realizado pela empresa.
Por meio dessas e outras ações a Coca-Cola Brasil está fazendo dessa Copa, a Copa de Todo Mundo!

Saiba tudo sobre a Coca-Cola na Copa do Mundo da FIFA 2014™ nas redes sociais da marca:

Abraços,
Victor Bicca Neto
Diretor de Assuntos Governamentais, Comunicação e Sustentabilidade para a Copa do Mundo da FIFA 2014
Luiz Felipe Schmidt
Gerente de Assuntos Governamentais e Comunicação para a Copa do Mundo da FIFA 2014
Sheila Zanesco
Supervisor Atendimento
Ogilvy Public Relations

Grupo Ogilvy Brasil

terça-feira, 24 de junho de 2014

FESTA JUNINA EM MANAUS DE OUTRORA


A nossa cidade era pequena, porém, transbordava no cultivo das suas tradições, sendo o mês de junho toda especial, onde existiam comemorações praticamente em todas as ruas, com danças de quadrilha, boi de pano, fogueiras, comidas típicas e forró até o dia amanhecer, com o ápice nos dias de Santo Antônio, João e Pedro, além do Festival Folclórico do General Osório que era prestigiado por toda a cidade.

As ruas ficavam enfeitadas com bandeirolas e balões, as pessoas se vestiam com camisas quadriculadas, chapéu de palha e costuravam as calças e saias com remendos de pano de cor diferente, tudo para dar um clima todo especial de roça.

Em frente das casas os donos faziam as suas fogueiras, colocavam músicas da época, com a molecada pulando a fogueira e os mais velhos fazendo adivinhações.

Um fato curioso era um ritual do “batismo de fogueira”, na qual os pais passavam a se tratar de compadre e os filhos tomavam benção dos padrinhos por toda a vida.

As famílias mais abastadas contratavam as danças para se apresentarem em frentes de suas casas, sendo o Boi de Pano o mais esperado de todos, pois o som da batucada era envolvente, além do bonito bailado do boi e a algazarra do Pai Francisco e da Mãe Catirina.

O Pau de Sebo era a atração para os jovens, pois a recompensa para quem alcançasse o topo era uma boa grana – eles se reversavam em equipes, fazendo de tudo para tirar o sebo escorregadio, conseguindo o objetivo maior lá pela madrugada.

As crianças gostavam de soltar “estrelinhas” e “pum de velha” – os jovens soltavam bombinhas e os considerados “mau elemento” adoravam infernizar os outros com os temíveis “catolés”.

Era uma festa bonita, animada e farta, com o congraçamento das famílias das ruas, onde todos se davam as mãos, dividindo as tarefas e se cotizando para os comes e bebes.

A procissão de São Pedro era um espetáculo a parte, com os barcos enfeitadas, lotados de fiéis, todos em romaria pelo nosso Rio Negro, com a participação em peso da população, tanto nos barcos ou em terra, geralmente ficavam apreciando a movimentação no cais do Rodoway.

O nosso Festival Folclórico do General Osório era demais! Contavam com dezenas de danças, com ênfase nos Bois de Pano. O local era mágico. 


Esta postagem foi feita em decorrência de visto, hoje,  somente um fogueira na minha cidade e, bateu uma saudade danada daqueles tempos bons, onde a véspera de São João era um dia todo especial, com festas em todas as ruas. É isso ai.