domingo, 21 de setembro de 2014

CONJUNTO MUSICAL “FINO DO SAMBA” LANÇA O CD “POR ELA”


É um quarteto nota dez em samba canção, com muito tempo de estrada, formado pelos talentosos artistas Cláudio Nunes, Douglas de Jesus, David Nogueira e Marinho Saúba – eles entraram no estúdio “Du Valle” no final do ano passado e, depois de muita batalha, começaram a divulgar o seu primeiro CD “Por Ela”, nos bares e casas de shows de Manaus.

No dia 19 do corrente (sexta-feira), eu estava comemorando o aniversário do meu irmão Henrique Martins, no Bar Caldeira, no centro antigo de Manaus, quando chegou o Marinho Saúba, oferecendo o CD – os dois são amigos de longas datas – o meu mano adquiriu o trabalho, pedindo para eu dar uma força no nosso blog.

Hoje, resolvi colocar o referido “compact disc” no “toca-fita do meu carro velho”, sai da “New City II”, fui até o Conjunto dos Jornalistas, peguei a minha Duda e, fomos até a praia da Ponta Negra, sempre ouvindo as quinze faixas, pois todas são muito boas – até a minha netinha de cinco aninhos também gostou e, perguntou: - Vô, quem tá cantando?

Merece bis a musica que dar nome ao CD “POR ELA” (Marcinho Moreira/Jota Erre)

Por ela se me der na telha
Eu raspo a sobrancelha e paro de fumar
Eu chamo “Bode” de “Ovelha”
Eu furo a orelha e vou me tatuar
Eu viro fã de sertanejo
E se marcar eu beijo o chão que ela passar
Eu faço abdominal
E tomo Gardenal com pó de guaraná
E o que você duvidar
Pois quem ama é capaz
Por ela só não deixo o samba
Aí ela quer demais...

O Grupo Fino do Samba se apresente todas as quartas-feiras no Bar Caldeira, do nosso amigo Carbajal Gomes, um empresário que vem se destacando pelo total apoio aos artistas da nossa cidade, principalmente, aos que tocam e cantam samba de qualidade.

O trabalho desses artistas teve a participação especial do cantor acreano Sérgio Souto (Falsa Alegria/Falsa Amizade), do Zeca Torres (Com o saco na lua) e Cristina Oliveira (Meu primeiro choro).

O feras David Almeida e o Douglas de Jesus (Douglas do Morro), são os caras que botam para cantar (vozes solo) no CD - pode conferir!

O Claudio Nunes, um grande instrumentista, foi o responsável pelo arranjo e regência do CD – ele vem de uma família de músicos, são donos de uma farmácia de manipulação, a “Farmácia Nunes” – o pai e o avô do Claudio eram amigos e clientes do meu saudoso pai, o luthier Rochinha.

Outro participante, o percussionista Mestre Marinho Saúba, compôs samba enredo para os GRES “Sem Compromisso”, “Unidos da Alvorada” e da “Vitória Régia”, ele é referencia do samba amazonense, grande mestre de bateria – é amigo do meu irmão e, agora, meu amigo também!


Tá dado o recado, os caras estão de parabéns pelo novo CD – quem desejar adquirir o trabalho ou quiser fazer contato para shows, basta ligar para 92 9108-0669 e 92 9987-4428. É isso ai.

Foto divulgação: Rocha

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

ESTUDANTE DE ARQUITETURA MOSTRA INTERESSE PELA REVITALIZAÇÃO DO HOSPITAL DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA

Fico bastante feliz quando recebo e-mails de jovens estudantes amazonenses que, ao lerem o meu humilde blog, demonstram interesse em conhecer com mais profundidade a história da nossa cidade, principalmente, da revitalização de alguns prédios que estão abandonados pela nossa sociedade – para exemplificar, publico uma correspondência com a Fabiana Novélo, estudante de Arquitetura da Nilton Lins.

Boa tarde,

Sou estudante de Arquitetura da Faculdade Nilton Lins e estamos fazendo um trabalho sobre a Santa Casa de Manaus, li a reportagem e gostaria de saber se o Sr. tem mais informações, ou conhece alguém que poderia nos contar um pouco mais sobre esse hospital e o motivo que o levou a fechar. Procurando informações, escutei que tem um projeto para reabertura do mesmo, parece ate que tem um documento com assinaturas recolhidas...

Grata e no aguardo de sua atenção

Fabiana Novélo

Minha resposta:

Olá Fabiana!

Muito agradecido por ter visitado o BLOGDOROCHA!  Parabéns pela escolha da tua carreira profissional, pois o curso de Arquitetura tem formado grandes nomes em nossa cidade. 

Com relação a Santa Casa de Misericórdia, o que posso te adiantar é que houve uma péssima administração dos provedores, deixando-a totalmente falida, com débitos de toda ordem, inclusive trabalhistas, chegando a mais de 10 milhões de reais.

Houve uma tentativa do Governo do Estado em assumir todo o passivo daquela instituição, mas, com a condição de gerenciar toda o seu patrimônio, reabrindo para a sociedade, no entanto, os administradores não aceitaram tal imposição, preferindo deixá-la fechada e, sendo sucateada com tempo.

Eu sou da década de 50 e, a grande maioria dos manauaras da minha geração, vieram ao mundo pelas mãos das antigas parteiras ou na maternidade daquele hospital. 

Por sermos amazonenses e amarmos de paixão a nossa cidade e sua história, fazemos parte da sociedade civil organizada e, não medimos esforços para ver um dia o local onde nascemos ser novamente aberto.

Um dos políticos que mais trabalha para que isso aconteça, chama-se Vereador Mário Frota - escrevo isso não com a intenção de promovê-lo ou ajudá-lo em em sua campanha para a galgar o cargo de Deputado Estadual, mas, por acompanhar o seu árduo trabalho em prol da nossa Santa Casa.

Esse e-mail vai com cópia para o jornalista Roberto Pacheco, o assessor do Vereador Mário Frota - eles poderão municiar você e seus colegas do Curso de Arquitetura, com todas as informações sobre a história e a situação atual daquela instituição.

Existe uma luz no fim do túnel - foi criado uma comissão administrativa, chamada "Nova Irmandade Santa Casa", composta por um grupo de amigos e beneméritos, com a finalidade de montar um plano de captação de recursos financeiros, para sanar todos os débitos, revitalizar o prédio e disponibilizá-la para o atendimento a toda população dos nossos municípios  vizinhos.


Com a união e colaboração de todos, teremos de volta o esplendor do nosso querido Hospital Santa Casa de Misericórdia! É isso ai.

Fotocolagem: Rocha

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

AMENIDADES EM MESA DE BAR


Depois de um dia árduo de trabalho e/ou estudos, nada mais salutar do que encontrar com os amigos numa mesa de bar e, bater um papo sobre temas leves, agradáveis e prazerosos, principalmente, sobre assuntos e pessoas que nos fazem dar gargalhadas.

Num sábado quente de Manaus, passei rapidamente no Bar Cipriano, na esquina da Rua Ferreira Pena com a Rua Airão, onde tive a oportunidade de conversar com alguns amigos.

Este boteco é um dos mais tradicionais de Manaus, com mais de 50 anos de estrada, famoso por servir uma cerveja bem gelada, boa musica e petiscos deliciosos – um dos donos, o Francisco Cipriano, conhecido como “Patico”, de 67 anos, sofreu ano passado um AVC, mas, continua na labuta - ficou com sequelas na fala, não o permitindo mais “jogar conversa fora” e dar gargalhadas com os fregueses.

Encontrei com os seguintes colegas: Dr. Eliezer Gonzalez, um renomado advogado trabalhista e professor da UFAM – Francisco Português, empresário do ramo de estética; ele já foi gerente do Bar do Armando – Paulo Roberto, paraense de Santarém, comerciário e morador do Bairro do Céu e Leandro Grande Circular, vendedor de discos, conhecidíssimo nos botecos de Manaus.

Pois bem, nesse dia, o Francisco Português, lembrou de algumas postagens engraçadas que publiquei no blog – falei que gosto de escrever sobre coisas leves, onde carrego no amazonês, em gírias e até palavrões, muito diferente quando faça algumas pesquisas sobre a nossa Manaus antiga, onde procuro caprichar na escrita.

O Dr. Eliezer, falou um pouco sobre o Charles Cinco Estrelas, proprietário do Bar 5 Estrelas, situado na Avenida Getúlio Vargas – ele ficou famoso em tempos passados, por ter sido o mais engraçado e esperto garçom do Bar do Armando.

Depois, comentamos sobre o Paulo Mamulengo, um paraibano morador da Vila de Paricatuba, em Iranduba – ele é polivalente, sendo o responsável pela confecção dos bonecos da Banda Independente da Confraria do Armando (BICA), Banda Cinco Estrelas e da Malhação de Judas do Bar Cipriano.

O Leandro Grande Circular, lembrou da Dona Lourdes, viúva do Armando Soares, dono do Bar do Armando – essa senhora tinha um jeito “todo especial” de atender aos clientes, motivos de muitas risadas - com a nova administração, ela ficou afastada do atendimento.

Por falar em Dona Lourdes, lembrei de tempos passados, quando frequentava em peso o Bar do Armando. Certa vez, ela me falou:

- Porra, Rochinha, o teu pai era muito diferente de você, ele gostava de tomar umas cervejas no balcão, era muito educado, não falava alto e somente conversava com quem puxava papo com ele. Agora, o filho é doido, fala alto, conversa com todo mundo e fala um monte de besteiras! Mas eu gosto de você, mesmo assim!

Pois é, muito tempo atrás, eu gostava de “papo cabeça”, falava sobre o espaço sideral, psicologia, administração e outros assuntos sérios. Eu era um chato de carteirinha, achava que sabia de tudo - até as gatinhas fugiam de mim com o meu papo quadrado.

Com o tempo, mudei da água para o vinho: passei a falar somente sobre amenidades em mesa de bar! É isso ai.

sábado, 13 de setembro de 2014

BLOGDOROCHA: VILA DE PARICATUBA

BLOGDOROCHA: VILA DE PARICATUBA: A Vila de Paricatuba, está localizada no Município de Iranduba, próximo à Manaus, 40 minutos via terrestre pela AM-070, estrada Manoe...

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

SECOS & MOLHADOS

A VOZ DO BRASIL NOTICIOU EM PRIMEIRA MÃO A IMPLANTAÇÃO DO CADASTRO ÚNICO
Liguei o auto rádio e, estava iniciando o programa “A Voz do Brasil”, deixei rolar, pois é bem melhor do que a “Propaganda Eleitoral Gratuita”. Esse "campeão de audiência", foi criada pelo ditador Getúlio Vargas, na década de quarenta, chamava-se “A Hora do Brasil”, tinha como objetivo “emprenhar o povão pelos ouvidos”. Pois bem, no início da programação, a apresentadora falou que os ouvintes poderiam assistir “ao vivo pela internet”, no endereço: dabliudabliudabliupontoavozdobrasilpontoengovpontobr.
Tu é lesa, é? Te esperou! Não sou masoquista para dispor da minha “Banda Lenta 0G” para ver ao vivo a Voz do Brasil! Nem com nojo!
O programa foi seguindo e, de repente, ouvi um notícia sensacional: o governo federal vai implantar, ainda em 2014, o “Cadastro Único – CÚ, para as pequenas e médias empresas. Já estou vendo a situação - o pequeno empresário chega ao Banco e, fala o seguinte ao gerente:
- Senhor, o meu CÚ está limpo, desejo 50 mil emprestado, para o capital de giro doido da minha empresa!
O empregado do diabo do banqueiro, responde:
- Com o CÚ limpinho na praça, o senhor vai receber os 50 e pagar com 100 mil em longas e suaves prestações!
É isso mesmo, mano velho, com os juros estratosféricos, o banqueiro vai arrebentar e esfolar, de primeira, o zerado CU do pequeno empresário!
Égua! Sai pra lá Cadastro Único!

LOTAÇÃO MÁXIMA - O futebol amazonense já teve os seus dias de glória, com estádios lotados, o recorde de público foi no Estádio Vivaldo Lima, no dia 09 de março de 1980 – o projeto foi do Joaquim Alencar.
O jogo foi entre o Fast Clube e o New York Cosmos, com um total de 56.890 torcedores pagantes, imaginem a loucura que foi o evento, pois compareceu um numero bem acima da sua capacidade (sem contar os convidados, penetras e carteiradas) – tive o privilegio de assistir ao jogo, foi um dia de festa para Manaus. Este recorde nunca foi superado. O Estádio Vivaldo Lima foi demolido e em seu lugar, a Arena da Amazônia Vivaldo Lima, com capacidade máxima de quarenta e uma mil pessoas, portanto, com o controle imposto pela FIFA este recorde não será superado por longos e longos anos!

DOAÇÕES PARA CAMPANHA NO AMAZONAS - A Coca-Cola e a Recoforma (Grupo Simões, com 21 empresas no ramos de bebidas, gases, veículos, serviços compartilhados e novos negócios, localizadas nos estados do Pará, Amapá, Acre, Rondônia, Roraima e Amazonas) doaram “em nome do bem-estar social e econômico do Estado do Amazonas”, a quantia de 1 milhão de reais para a campanha de reeleição do governador Melo (no poder, atualmente) e, 1,5 milhão para a eleição do Eduardo (com maior intenção de votos), equivalente a mais de 3 mil salários mínimos! No entanto, o referido grupo possui um histórico de pagamento baixo de salários aos seus colaboradores, além de diversas paralisações em greves por melhores condições de trabalho, reajustes salariais, participação nos lucros, etc. A lei permite fazer tais “doações” aos candidatos, mas, penalizar os seus funcionários e distribuir valores elevados a políticos, parece-me um contrassenso!

O CARA NÃO VOTA NEM NELE - Eu tinha decidido não mais comentar sobre “coisas da política baré”, mas, um fato “coçou” os dedos e, não pude deixar em branco. O vereador Arlindo está quase “Vendo descer o Rio Amazonas” o registro da sua candidatura para Deputado Estadual, pois o “arremedo de político” e apresentador oficial do Boi Caprichoso, não votou nas eleições passadas, muito menos, pagou a multa antes do registro da sua atual candidatura no TRE (como determina a Lei Eleitoral). Pois bem, o caboco está pedido o TEU VOTO, mas, não gostar de votar! Como é que pode! Nem para ele próprio? Deixa ele bater aqui no meu barraco, pedindo o meu voto, estou doidinho para dar uma resposta a altura para ele: - Se Vossa Excelência não gosta de votar, mesmo na própria candidatura, como quer que eu faça isso! Pegue o beco!

RÁDIO SHARP 30 ANOS- Cara, dizem por ai que sou um saudosista, mas, depois de ouvir uns “flash back” num rádio-toca-fita, marca Sharp, do meu saudoso pai, voltei ao passado! Irei levar essa raridade para ser “recondicionado” numa loja das antigas e, farei uma postagem brevemente. De volta ao passado! Fazer o quê?


ELVIS NÃO MORREU! – Pois é, mano velho - depois de ouvir uma postagem da minha amiga Heloisa Maria Braga Cardoso da Silva, sobre um vídeo que está disponível no Youtube, sobre uma belíssima e emocionante interpretação do eterno Elvis Presley, com a “My Way” (Meu Jeito), lembrei-me de um velho amigo dos tempos da Mirai, o Jânio Lobo “Barão” – ele e outros caras, em tempos passados, eram loucos pelas musicas do Elvis, ficavam a ouvi-lo durante o dia todo, inclusive, faziam questão de afirmar categoricamente: Elvis não morreu! O cara foi a óbito em 1977, portanto, faz trinta e sete anos e, ainda hoje emociona muita gente, inclusive esse cabocão aqui!

domingo, 7 de setembro de 2014

SETE DE SETEMBRO



Hoje é o dia da nossa independência – Será que temos motivos para comemorar? Temos, sim, particularmente, tenho dois motivos muito especiais, primeiro, eu amo o meu país, segundo, a minha filha de segundo grau (neta), nasceu no dia mais comemorativo para o nosso Brasil.

O Brasil é o melhor país do planeta Terra, fomos abençoados por Deus, um país de extensão continental, com uma imensa diversidade cultural, com uma invejável riqueza no nosso subsolo, temos milhares e milhares quilômetros de praias, muito sol; com o maior rio do mundo, o Rio Amazonas, temos o orgulho de termos a Amazônia; um povo multirracial, alegre, brincalhão, com muito samba no pé, rei do carnaval e do futebol, as mulheres são as mais bonitas do mundo; um povo muito inteligente e sábio; apesar de muitos sofrerem com as agruras da vida, porém, vivem sorrindo e esperançosos de um dia melhor.

O nosso país será o país do futuro, somente aqui teremos água potável para saciar a sede de todo mundo; o nosso biocombustível movimentará todos os automóveis do planeta e, teremos o ultimo reduto de mata do planeta Terra, na nossa  Amazônia.

Um dos símbolos mais importante para o Brasil é o Hino Nacional, agora, a pergunta que não quer calar: Por que adoramos de paixão a música e não sabemos a letra do nosso hino?

Dizem os intelectuais que, a letra é imensa, feita em duas partes, a forma é muito rebuscada, o poeta que a escreveu utilizou muitas palavras paroxítonas e de raríssima utilização no dia-a-dia. Nos eventos esportivos, quando a seleção do nosso país entra em disputa com outros países, cantamos o nosso hino, apaixonadamente, porém, pronunciamos a letra do nosso jeito; acho até graça quando alguns jogadores de futebol fazem apenas imitação, balbuciando apenas os lábios. Precisamos fazer um ajuste na letra do nosso hino, fundi-la numa só parte e incentivar a todos a cantá-lo.

Outro símbolo é o nosso pavilhão, a Bandeira Brasileira, talvez, a mais bonita de todas. Mais uma vez a pergunta que não quer calar: Por que não temos o hábito de usa-la no dia-a-dia, como fazem os Norte-americanos?

Não sei dizer, mas, alguns falam que é cultural, em decorrência da ditadura que foi implantada no nosso país na década de 60. Os civis tinham raiva dos militares, associavam a Bandeira aos horrores praticados pelos “homens de farda”, inclusive, não permitiam utilizar a bandeira em forma de camisas, toucas ou outro qualquer acessórios de uso pessoal, eles proibiam, achavam que era um desrespeito ao Brasil.

Tempo depois, com a redemocratização do nosso país, algumas pessoas achavam “cafona” usar as cores amarelo verde, azul e branco, agora, nas Copas do Mundo, a coisa toda muda!

Recentemente, o Brasil se vestiu nas nossas cores, as ruas ficaram pintadas e enfeitadas e, após a decepção, uma grande loja varejista de Manaus estava vendendo a camisa brasileira ao preço de “merreca”, pois estavam “boiadas” nas gondolas!

Uso a minha camisa brasileira durante alguns finais de semana, durante o ano todo – todos devem ter mais amor a nossa pátria, usar mais as nossas cores, utilizar com maior frequência a nossa Bandeira e cantar no nosso Hino Nacional.

Sou um patriota, amo a minha pátria e procuro servi-la de alguma forma - fui abençoado por Deus, a minha caboquinha Maria Eduarda, nasceu, exatamente, no dia 07 de Setembro de 2009, sempre no seu aniversário faço questão de leva-la ao Desfile Militar - tenho uma filha, a Amanda Costa, ela é oficial do Exército Brasileiro, servindo o nosso país na fronteira do Brasil e da Colômbia.


Viva o Brasil! Viva a Amazônia! Selva! Parabéns ao Brasil e a Duda!

Foto: Rocha

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

05 DE SETEMBRO - DIA DA AMAZÔNIA

Sou um fotografo amador e, hoje, por ser o Dia da Amazônia, disponibilizo algumas fotos, em homenagem a esse grande dia. Aparecem vista da Vila de Paricatuba, Careiro da Várzea, Rio Amazonas, Ponta Negra, Comunidade Nossa Senhora de Fátima, Tarumazinho, Cacau Pirera, Ponta Negra, Comunidade Pau Rosa, Cachoeira Alta, Parintins, Manaus vista de longe e Museu da Amazônia:


















quinta-feira, 4 de setembro de 2014

É AMAZONAS! TAMOS JUNTOS! É O MEU ESTADO, A AMAZÔNIA, O MEU PAÍS!


Foto: Rocha - Pavilhão do Amazonas, no Parque Jefferson Péres.

ZÉ MUNDÃO DANDO UM ROLÉ POR MAUÉS

(Trecho do livro "Zé Mundão" que será disponibilizado, brevemente, na forma de E-Book)

Conforme o combinado, o Zé Mundão se mandou para o Rodoway (um cais flutuante construído pelos ingleses no início do século passado) e comprou a sua passagem para Maués num barco regional (fabricado de madeira).
O seu cicerone, o Bené Sonson não deu o ar da graça, como já estava com a passagem comprada, resolveu viajar sozinho “sem beira, nem eira” para Maués.
O município de Maués fica a 367 quilômetros de Manaus, no Médio Amazonas, entre os Rios Madeira e Tapajós, conhecida nacionalmente como “A Terra do Guaraná”, o nome é em homenagem a nação Maué (tupi = papagaio curioso e falante), o turismo é muito forte naquela região, em decorrência de suas lindas praias e da realização da “Festa do Guaraná” e do “Festival de Verão”.
O barco estava lotado, o único local que ele encontrou para “armar a rede dormir” foi em frente a um pequeno “Boteco”, onde o movimento de pessoas era intenso – o dono colocou uma caixa de som amplificada bem ao lado da rede do Zé, ele não conseguia dormir, o jeito foi enrolá-la numa viga do barco.
Foi dar um tempo no Boteco - toma uma aqui, outra acolá, o tempo vai passando e todo mundo fica falando alto e, rapidinho se faz amizades.
O Zé Mundão conheceu um sujeito por nome de Gondinho, natural de Maués, fazia anos que ele não ia a sua terrinha, ele estava acompanhado do seu filho, o Coroinha, um jovem católico, apostólico e romano, além das Beldades, duas colegas de trabalho do Gondinho.
Fez amizade também com um cara que era Padeiro (dono de duas padarias em Manaus) e mais quatro “Pinguços” da melhor qualidade.
Lá pelas tantas, o Padeiro fez a seguinte declaração:
- Fiz a maior leseira! Amanhã será o meu aniversário - passei a tarde toda tomando umas e outras lá no Bar Caldeira, quando senti a maior saudade da minha terra Maués, fui para o Rodo e entrei no barco com a roupa do corpo, não avisei nada para a minha família, vai ter uma feijoada amanhã para os convidados lá em casa, como é que eu vou explicar essa minha loucura!
O Zé Mundão procurou consolar o camarada:
- Agora não vai dá para consertar nada, estamos navegando a noite no meio da maior floresta do mundo, a única solução será você ligar para a tua família quando chegarmos a Maués e pegar o primeiro avião para Manaus! Por hora é melhor beber e esquecer.
A viagem estava transcorrendo numa boa, muito forró/brega, com as Beldades mostrando aquele visual, o Gondinho contando piadas e o Coroinha enchendo o saco de todo mundo, falando só de religião.
Depois de meia-noite o Zé Mundão resolveu dormir, quando chegou ao seu lugar, os Pinguços estavam jogando dominó bem embaixo da sua rede, teve que aguentar um bom bocado aquela zoada de pedras na mesa, além daqueles comentários:
 - Até que enfim tu jogaste a carroça de sena! – Gato, não, papai! - Capote! Tu fechaste o meu jogo, Anta!
Uma hora depois, a paciência do Zé Mundão chegou ao limite máximo, deu uma bicuda na mesa de dominó, gritou um palavrão, mandando os Pingunços para aquele lugar!
Somente assim conseguiu, finalmente, dormir.
Seis da manhã em ponto, os Pinguços ficaram azucrinando:
 - Zé, Zé Mundão, acorda, acorda, vamos tomar o café da manhã!
 Pulou da rede, um deles foi logo lhe dando um copo de cerveja, o café para eles, para Zé, não! Mesmo assim, ele deu uma golada e uma vomitada em seguida!
Fazia uma manhã de Sol, dava para notar o quanto o Rio Maués-Açu é bonito, mas, para o Zé Mundão, o mais admirável de tudo, superando até a beleza do rio, foi ver as Beldades de “fio dental” pegando um bronze na área de lazer do barco.
A galera se reuniu novamente no boteco, haja suco de cevada; lá pelas dez da manhã, o Padeiro mandou ver:
 - Até chegar a Maués tudo será por minha conta, vamos comemorar o meu aniversário, macacada!
 Ai foi graça para o Zé! Nesta altura do campeonato, o Padeiro já tinha esquecido a sua mulher, os filhos e até o seus convidados, não estava mais nem aí para a feijoada em Manaus!
Chegaram às onze e meia da manhã, o barco parou ao lado da Praia da Ponta da Maresia, nesta época do ano é o “point” da galera, com areias brancas, água cristalina, com 500 metros de extensão, palcos armados para shows - estava apinhado de gente.
A primeira missão era “forrar” o bucho, foram para uma peixaria, o dono era amigo do peito do Gondinho - ao chegarem ao estabelecimento, a festa foi total – ficaram acomodados numa imensa mesa de madeira que ficava no quintal – o pedido foi feito pelo Padeiro:
 - Quatro Tucunarés parrudos, refrigerantes para as Beldades e um camburão de cervejas para os Pinguços & Cia! Tudo por minha conta!
O Zé Mundão ficou observando um curumim (menino pequeno), filho da cozinheira, ela fez um prato de três andares e colocou duas cabeças de Tucunaré, o moleque comeu tudo e ainda pediu bis – muito diferente dos seus filhos quando eram pequenos, a sua mulher tinha que fazer “aviãozinho” para eles comerem.
Um senhor se aproximou e puxou conversa como Zé Mundão, ele era uma pessoa simples, com a voz pousada, um típico interiorano:
 - Você vai ficar onde, Zé Mundão?
- Ainda não sei, mas estou pensando em ficar num hotel ou na casa da prima do Gondinho.
- Se você quiser pode ficar lá na minha fazenda!
- Poxa, muito agradecido pelo convite, mas, já fiz amizade com essa turma e não posso ficar longe deles.
 O Zé Mundão ficou surpreso com o convite, pois ficou sabendo através do Gondinho que o velho era um fazendeiro, um dos mais ricos de Maués.
Deixaram a bagagem no restaurante e foram para a Praia da Antártica, considerada a mais famosa e movimentada da cidade, muito arborizada, de areias brancas e águas límpidas, possui o mais lindo pôr-do-sol do Brasil.
O Zé Mundão se lembrou de um amigo baiano, o Lúcio, um cantor e compositor que passou uma temporada em Maués e, inspirado nas belas praias, compôs uma bela canção chamada “Beira de Rio” – ele começou a cantarolar a música:
- “Como é bom morar na praia, no lugar que se imagina, viver, numa praia, na beira do rio, me dar arrepios, saber que a sua cabeça, não está nesse lugar, na beira do rio, canta passarinhos, na beira do rio, olha o Sol se pondo, aonde ele se esconde, do outro lado da praia, do lugar que se imagina, oi, oi, oi, Maués".
Voltaram ao restaurante, pegaram as suas mochilas e rumamos para a casa da prima do Gondinho, chegando lá, foram bem recepcionados – ela serviu aos visitantes o jantar bem regional, um guisado de Paca.
 O que mais chamou a atenção do Zé Mundão foi o hábito que eles têm de ficar o tempo todo tomando Guaraná em Pó, ralado na língua do Pirarucu – análogo ao hábito que os paraenses possuem pela Cuia de Açaí com Farinha de Tapioca e, os gaúchos, pelo Chá Mate no Chimarrão.
Segundo os estudiosos, esse saudável hábito dos caboclos, aliado a dieta amazônica, que inclui a alimentação básica de peixes, frutas e verduras regionais, conjugado com exercícios físicos e noites bem dormidas – é a chave para alcançar a longevidade - os nativos de Maués alcançam, estatisticamente comprovado, a maior vida longa do país.
A prima do Gondinho fez a gentileza de passar a roupa do Zé Mundão, pois ele iria assistir a encenação da Lenda do Guaraná. Ela comentou que aos domingos os índios Saterê-Mauê vêm à cidade, para fazerem trocas e receberem donativos – num belo gesto, ele doou algumas mudas de roupas para ela entregar aos índios.
Saiu com o Coroinha para dar um “rolé” pela cidade, mas o religioso o levou direto para a Igreja, não teve escapatória, teve de assisti a missa todinha, depois, deu um drible nele, pois a praia do Zé Mundão era outra, queria beber e ver a mulherada.
Voltou altas horas da madrugada, não conseguia atar a sua rede, o jeito foi dormi foi no chão. Foi acordado pelas Beldades, estavam convidando para voltar com elas para a cidade. Ele foi na conversa delas e, apesar da insistência dos amigos para ficar, mesmo assim, embarcou de volta para Manaus.
Na saída do barco, comentou para as Beldades sobre um episódio acontecido muito anos atrás, quando um padre foi expulso da cidade, no embarque ele fez a seguinte maldição:
- Maués, mau és, mau foste, mau serás!
Apesar das poucas horas em que ficou em Maués, o Zé Mundão gostou muito da cidade e, falou para elas:
- Cruz credo, ainda bem que não vingou a maldição desse padre, pois ela é uma cidade mui bela, boa, agradável, de um povo feliz e hospitaleiro. Não possui nada de mau! Oi, oi, oi, Maués!

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

O SIGNIFICADO DE 05 DE SETEMBRO PARA O AMAZONAS



O Amazonas (nome em homenagem as mulheres guerreiras, as indígenas icamiabas) era subordinado a Capitania do Grão-Pará (atual Estado do Pará), conseguiu a sua liberdade política através da Lei no. 582, de 5 de Setembro de 1850 (Elevação a Condição de Província do Império do Brasil), por isto é que esta data histórica é tão importante para os amazonenses.


Em decorrência do movimento "Cabanagem" (revolta dos cabanos, fazendeiros e comerciantes do Grão-Pará), ocorrido entre 1835 e 1840, o Amazonas manteve-se fiel ao governo imperial e não aderiu à revolta, como recompensa, foi elevado a condição de Província, tornando-se autônomo em 1850.

Muitas pessoas não sabem o porquê do feriado estadual nesta data, acham estranho o termo “Província”, pois estão acostumados ao “provincianismo”, quando querem se referir aos costumes, modos ou mentalidade imbuída do espírito da província, atraso, ou seja, da Manaus ou Amazonas de outrora.

A palavra é originária do latim provincia, significando uma divisão regional e/ou administrativa. No Segundo Reinado do Brasil (1840, com o início do governo de D. Pedro II e 1889, com a Proclamação da Republica), assim eram chamados as grandes divisões administrativas. Com a implantação da República, em 15 de Novembro de 1889, houve a mudança de Província para Estado.

Na realidade, não se comemora a liberdade do Amazonas do jugo do Estado do Pará, mas, a criação do Estado do Amazonas, na concepção de uma unidade de administração, com vida própria, dona dos seus destinos, com a sua Constituição estadual, evidente, respeitando a Carta Magna e ao federalismo.

Um dos homens que mais lutou para que isso acontecesse chamou-se João Batista de Figueiredo Tenreiro Aranha, a sua majestosa estátua encontra-se na Praça da Saudade (foi originalmente fixada na Praça Tenreiro Aranha, conhecida como Praça do Índio) e emprestou o seu nome ao município de Presidente Figueiredo (o Presidente da República Figueiredo não aceito a homenagem), sendo uma justa homenagem ao 1º. Presidente (atual Governador) da Província (atual Estado) do Amazonas.

Ele governou de 1º. de janeiro de 1852 a 27 de junho de 1852, ficou doente e foi exonerado - vitima de um incêndio em seu dormitório, veio a falecer em Belém, em 19 de janeiro de 1861; dizem que enlouqueceu. O Jornal do Commercio, na edição especial de aniversário da cidade de Manaus, publicou a biografia do Tenreiro Aranha. Está na minha postagem:
http://jmartinsrocha.blogspot.com.br/2009/12/joao-batista-de-figueiredo-tenreiro.html?spref=bl

Por estarmos na “Semana na do Amazonas”, os estudantes devem estudar sobre os símbolos do Amazonas: Bandeira, Brasão, Hino, Ordem do Mérito, Insígnia do Governador e Leis e Decreto.

O Brasão mostra a confluência dos Rios Negro e Solimões. O Hino é uma bela composição do Jorge Tufic, musicado pelo famoso maestro Cláudio Santoro.

Agora, com relação a nossa Bandeira, apesar das cores branca e azul, colocaram o vermelho, representando o sangue do combate amazonense, em 1897, em Canudos; apresentando também 25 estrelas prateadas, representado os municípios existentes naquele ano, ficando parecida com a bandeira dos norte-americanos – precisa ser mudada, acrescentando o verde das nossas matas e, tirando o vermelho de sangue!

Então, Viva 5 de Setembro, o Dia do Estado do Amazonas! É isso ai.

domingo, 31 de agosto de 2014

CIDADE DE COARI E FOTOGRAFIAS ANTIGAS

Coari é um município brasileiro, situado no Estado do Amazonas, com uma população estimada em oitenta mil pessoas, conhecida nacionalmente como “A Terra do Gás” – o seu nome foi dado em decorrência do Lago de Coari – de origem tupi “Coaya Cory”, significando o “Rio do Ouro”.

Foi elevada a categoria de Lugar, em 1759, com o nome de Alvelos, de origem portuguesa. Em 1854, por força da Lei no. 37, a sede muda para a foz do Lago de Coari. Em 1874, para condição de Vila e, em 1932, passando para Município.

O seu nome “Rio do Ouro” dado pelos povos indígenas, vingou nos dias atuais, pois foi encontrada uma imensidão de Petróleo, o “Ouro Preto”, com a Petrobrás instalando uma plataforma em Urucu, extraindo também o Gás, canalizado através do Gasoduto Coari-Manaus.

Fotos antigas: Foram publicadas em página inteira, no Jornal “A Tarde”, edição de 1942, pelo Alexandre Montoril (foi prefeito três vezes,  de 1932-1939 e 1960-1963), no período de intervenção da ditadura do Estado Novo.

                                                                    
                         Grupo Escolar Lopes Braga – 1936;  



                                              Ponte Dr. Álvaro Maia – 1938;



                                      Maternidade de Coari, em construção – 1940;

     

                                                        Obelisco – 1940;

     

                                            Trapiche do Porto – 1939;

     

                                                      Coreto da Música – 1937;



                                             Praça Presidente Vargas – 1942;


                                                Usina de Luz -1932;

        

     
                                                  Olaria – 1941.




sexta-feira, 29 de agosto de 2014

O SONHO DE UM ARTISTA


Certa vez, conversando com a minha amiga Kátia Maria, no Bar Caldeira, centro antigo de Manaus – fui convidado pela “Rainha do Rádio Amazonense” para uma feijoada beneficente no Parque do Idoso, para angariar recursos financeiros para o tratamento de saúde do grande cantor Roberto Makassa – ela falou que estava louca para realizar um show especial, em homenagem ao artista, em decorrência de um sonho que ele ansiava realizar durante muitos anos: cantar no Teatro Amazonas!

A nossa Kátia foi à luta – procurou a Secretaria de Cultura do Amazonas, ao qual deu todo o apoio estrutural e liberação do nosso majestoso Teatro Amazonas. Depois, partiu na cara e na coragem, para conseguir patrocinadores para  o mega evento, tudo para satisfazer o seu colega profissão, na realização do seu grande sonho.

Para quem não conheceu o cantor Roberto Makassa, ele nasceu em Garanhuns, no agreste pernambucano, ficou famoso na década de 80, participou de vários programas de calouros, incluindo o “Clube do Bolinha”, na TV Bandeirantes – fez shows na Argentina, Venezuela, Colômbia, Paraguai, Europa e Japão - tornou-se um “amazonense de coração”, trouxe a família para Manaus, onde viveu por mais de trinta anos.

A Kátia Maria, começou a ficar reconhecida pelas autoridades ligadas à cultura do Amazonas, quando recebeu várias homenagens, como Rainha do Rádio e, em 2002 foi homenageada no espetáculo Mulheres do Brasil, realizado no Teatro da Instalação, com a participação das cantoras Lucilene Castro, Lucinha Cabral, Márcia Siqueira, Fátima Silva, Sinara Nery e Cristina de Oliveira - recebeu da Rádio Difusora do Amazonas o Microfone de Ouro, em comemoração aos 60 anos da referida rádio.

O DVD foi gravado no Teatro Amazonas, no dia 15 de Setembro de 2012, com o apoio do Governo do Estado do Amazonas, através da Secretária de Estado de Cultura (SEC) – com a produção e direção geral do músico Manoel Passos e, filmado e editado pela Preview Produções.

O nosso Roberto Makassa era diabético, ficou sem visão e, teve câncer de próstata, vindo a falecer em fevereiro de 2013 – não teve a oportunidade de ver o seu DVD “Sonho do Artista”, o seu último show, exatamente onde sonhava cantar, no Teatro Amazonas.

Em homenagem a guerreira Kátia Maria e ao nosso saudoso Roberto Makassa, estou assistindo, hoje, o DVD  “Sonho do Artista”. É isso ai.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

MANAUS 1942


Recentemente, fui até a Biblioteca Pública do Estado do Amazonas (BPA), para pesquisar em jornais antigos sobre as obras da Paróquia Nossa Senhora de Nazaré, que começaram em 1914 e tiveram o remate (conclusão) em 1942, porém, nada encontrei nesse ano a respeito daquele templo católico – tive a oportunidade de fazer uma leitura rápida do periódico “A Tarde”, edições de janeiro a dezembro, o que me permitiu ter uma vaga ideia como era a nossa Manaus em 1942.

Foi ano de muita turbulência, pois estávamos vivendo dois momentos marcantes:

Primeiro, com a implantação do Estado Novo (1937 – 1945), pelo governo ditatorial do presidente Getúlio Vargas, com o fechamento do Congresso Nacional, extinção dos partidos políticos, suspensão de eleições, proibição de greves e o fim do federalismo.

Segundo, estávamos em plena Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945), com o Brasil rompendo com o Eixo (Alemanha, Japão e Itália), em decorrência das pressões por parte dos Estados Unidos da América, bem como, com o afundamento de navios brasileiros, supostamente praticados pelos submarinos alemães.

Os jornais, diariamente, comentavam sobre esses dois assuntos - mostrando a crueldade do Adolpho Hitler e de suas tropas alemãs e, por outro lado, endeusavam a figura do presidente Getúlio Vargas, o qual veio fazer uma visita a nossa cidade.

Como não havia eleições, os governadores eram nomeados pelo presidente, eles eram chamados de Interventores – o escolhido foi o Álvaro Botelho Maia (1893-1969), um político muito querido pela população, ele foi governador e interventor por duas vezes cada uma, sendo a última de 1937 a 1945.

O prefeito da nossa cidade era o Adhemar de Andrade Thury, ele governou de 1941 a 1942, em substituição ao irmão do interventor Álvaro Maia, o Antônio Botelho Maria (1936 até 1941).

As fotografias mostram o seguinte:


Abrigo Municipal, aparecendo um bonde e um guarda de trânsito e, ao fundo, uma belíssima praça (destruída) e a Booth Line (destruída também, deixaram somente a fachada);


Álvaro Botelho Maia, um politico que nasceu em Humaitá, no Sítio Goiabal - foi jornalista, servidor público, professor, poeta e escritor. Mesmo tendo galgado o ápice da carreira política em nosso Estado, ele morreu pobre, em 1969,  num apartamento do Hospital da Santa Casa de Misericórdia;


Bar e Restaurante Americano, um lugar sofisticado que ficava na esquina da Avenida Sete de Setembro com a Avenida Eduardo Ribeiro (atual C&A) – ele sempre é lembrado pelo pessoal da antiga;


Fábrica Rosas, ficava na Avenida Sete de Setembro e num prédio na Rua Henrique Martins – era voltada para o fabrico de bombons, torração e moagem de café, confeitaria, perfumes a base do pau rosa, bolachas e macarrão – pertencia ao mega empresário português Joaquim Gonçalves de Araújo;


Serviço de calçamento da Avenida Joaquim Nabuco, aparecendo ao fundo o Hospital Beneficente Portuguesa;


Prédio do Lyceu Industrial está localizado na Avenida Sete de Setembro - ficou conhecida como Escola Técnica Federal do Amazonas e, atualmente, chama-se Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (IFAM);


Palácio do Comércio, na Rua Marcílio Dias, ainda estava com os tapumes, servindo como sede da Associação Comercial do Amazonas.



Manaus 1942 - É isso ai.