sábado, 22 de novembro de 2014

FOTOS DE MANAUS - ROCHA









Fotos: 
Porto de Manaus e Ponte Rio Negro
Alfândega do Porto
Prédio da Belle èpoque
Rua Miranda Leão
Casas antigas em processo de revitalização
Praia da Lua (Rio Negro)
Ruínas do Hipódromo Amazonense

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

NESTOR NASCIMENTO

No próximo dia 20 de Novembro, será comemorado, em Manaus, o “Dia da Consciência Negra”, feriado municipal. Nada mais justo do que homenagear o saudoso Nestor Nascimento, considerado o maior líder negro da história do Amazonas, com uma marcante defesa dos direitos civis.

Tive o privilégio de conhecê-lo, inclusive foi meu professor de História e Literatura Portuguesa, no “Curso Dinâmico”, num prédio demolido que ficava na Avenida Getúlio Vargas – fui preparado por ele para o vestibular da antiga Universidade do Amazonas (UA), atual UFAM.

Para quem não sabe, ele nasceu em 11 de Dezembro de 1947, fundador do “Movimento Alma Negra – MOAN” - veio de uma família tradicional do Bairro da Praça 14, onde fundou a “Associação dos Amigos e Moradores da 14” e da “Escola de Samba Vitória Régia”.

Formou-se em Direito pela UA, exercendo vários cargos públicos, atuou também no jornalismo nas cidades do Rio de Janeiro e  Manaus.

Na qualidade de advogado, atuava como “Pro Bono – para o bem do povo” – defendia as prostitutas, os negros, os índios e todas as pessoas de baixa renda, sem nada cobrar pelos seus serviços, pois exercia com amor, respeito e carinho ao próximo.

O seu trabalho foi reconhecido nos Estados Unidos, onde foi entrevistado na “Voz da América”, sendo considerado um dos mais ilustres defensores dos direitos civis do Brasil.


Ele era muito querido por todos os frequentadores do Bar do Armando – amava a Banda Independente da Confraria do Bar do Armando (BICA) – foi o local onde tive a oportunidade de bater muito papo com ele e, por ter sido o seu aluno, sempre o reverenciava.

Fui visitá-lo quando estava nos últimos dias da sua vida, em 2002, morava com um parente numa vila situada na Avenida Constantino Nery – ele morreu pobre materialmente, mas, rico espiritualmente!



Viva ao Nestor Nascimento! Viva o dia da consciência negra! Viva ao fundador do Movimento Alma Negra no Amazonas! Viva! É isso ai.


Fotos: arquivos do escritor e poeta Simão Pessoa. 

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

COLÉGIO CARVALHO LEAL


Colégio Carvalho Leal, ontem e hoje. Construído em 1919, na Rua Borba, bairro de Cachoeirinha.

Histórico
Tradicional unidade de ensino da cidade de Manaus, a escola estadual Carvalho Leal foi criada por meio do Decreto de nº 74 de 27 de dezembro de 1926. A escola recebeu o nome de Carvalho Leal em homenagem ao republicano Domingos Teóphilo de Carvalho Leal, nascido em São Luís do Maranhão em 1854.

A inauguração da unidade de ensino, naquela época denominada de ‘Grupo Escolar’, ocorreu no dia 1º de janeiro de 1927, instalado na Chácara Affonso de Carvalho (situada àquele momento à Rua Codajás, hoje bairro Cachoeirinha), que precisou ser reconstruída e adaptada pela administração estadual.

A construção da atual sede da Escola Estadual Carvalho Leal, na Rua Borba, foi iniciada em 1948 e inaugurada no ano seguinte, em 5 de setembro.

A escola tem como patrono Domingos Teóphilo de Carvalho Leal. Natural de São Luís do Maranhão, Carvalho Leal iniciou seus estudos primários em sua cidade natal e concluiu o Secundário no Rio de Janeiro.

Para continuar os estudos seguiu para Suíça onde se graduou em Filosofia e Belas Artes na Universidade de Zurique. Ao retornar ao Brasil, em 1879, morou em Belém do Pará e dedicou-se à divulgação dos ideais republicanos.

Em 1880 transferiu-se para a capital amazonense. Nove anos depois participou da fundação do Clube Republicano do Amazonas, que mais tarde tornou-se o Partido Democrático.

Carvalho Leal foi o único civil a compor a Junta Governativa Provisória do Estado do Amazonas, instalada em 21 de novembro de 1889.


domingo, 16 de novembro de 2014

sábado, 15 de novembro de 2014

MANHÃ DE FERIADO NA MANA MANAUS

Sábado, feriado nacional, um dia comemorativo a Proclamação da República - acordei numa ressaca daquelas, tomei um litro de água gelada e, sai para curtir o dia da “res publica = coisa pública”, lembrei-me de 1993, quando participei juntamente com milhões de brasileiros para escolher num plebiscito se continuávamos no regime republicano ou se voltávamos ao monarquista, não sei “por que diabos” optei na volta dos descendentes do Dom Pedro II, acho que naquele dia estava de porre, aliás, não sei nem para que serve mesmo a republica ou a monarquia, deixa para lá, vou é passear pela minha cidade querida.



Pois bem, rumei para o Mercado Municipal Dorval Porto, para tomar uma suculenta sopa mista (mocotó, músculos e legumes), bem quente e bastante caldo, para forrar o bucho e espantar o excesso de ontem.




Entrei numa drogaria para comprar uns comprimidos para dor de cabeça e colírio para clarear os olhos – o atendente me ofereceu um produto que estava em promoção: Levedo de Cerveja! – Tu és doido, não quero nem ouvir falar em cerveja e você ainda vem com levedo, tô fora! – respondi numa boa.


Dei um pulo até o antigo Parque Amazonense, passei pelo Portal Histórico, sentei e voltei ao passado, lembrei quando pulava os muros para curtir o meu Fast Clube jogar – da linda arquibancada onde ficava os bacanas sobrou apenas uma coluna de ferro fabricada em Glasgow - senti água na boca do meu lanche preferido, o “Disco Voador”, um sanduíche de picadinho com refresco de maracujá – acordei e, deparei-me com tudo acabado, restou somente o portal e as boas lembranças de antigamente.



Corri para a Praça da Polícia, para participar do “Projeto Jaraqui”, onde encontrei com velhos amigos – o professor Ademir Ramos pediu-me para falar rapidamente sobre o saudoso Nestor Nascimento, o fundador do “Movimento Alma Negra”, falei de improviso e algumas pessoas gostaram do meu lero, pois vieram me cumprimentar.




O clima está bom nesse feriado, perfeito para passear pela nossa cidade a “Mana Manaus”. É isso ai

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

SECOS & MOLHADOS


O GUARDA-CHUVA VIP – Dei um rolé pela Galeria Espírito Santo, no centro, onde estão alojados os ex-camelôs e atuais Micros Empreendedores, para comprar um protetor contra a chuva, pois estava cansado de ficar molhado na rua todo santo dia – encontrei um na cor preta, automático e bem pequeno, podendo ser tranquilamente agasalhado na minha mochila, ao preço de dez reais, baratinho, mas, ordinário (made in China), talvez aguente uma temporada de chuvas ou não. Pois bem, na tela veio uma sigla em inglês VIP = Very Important Person – Ao sair, peguei o primeiro temporal, era muita chuva com ventos fortes, senti que o protetor não iria suportar e, parei embaixo de uma marquise, onde estavam várias pessoas. Um senhor ao ver aquela sigla, aproximou-se e perguntou: - O senhor deve ser uma pessoa muito importante, não é? Respondi-lhe, na gozação: - Sim, sou VIP, pois Vim do Interior do Pará! Ele caiu na gargalhada e disse: - Somos conterrâneos, parente! Ai o papo rolou até a chuva passar e ele descobrir que eu estava apenas brincando, pois sou manauara da gema. Fiquei invocado com o citado guarda-chuva e com a sigla VIP, voltei a galeria e comprei outro mais modesto! Eu, hein!


MÃO NA MASSA - Não se deve esperar somente pela ação dos Órgãos Públicos - o cidadão e a sociedade civil tem o dever de ajudar e colaborar, colocando de fato "a mão na massa", procurando conservar, limpar, fazer pequenos consertos e conscientizar as demais pessoas sobre a importância de cuidar do que é seu, pois o bem público como o nome já diz é de todos e não da Prefeitura ou de outro órgão! Ruas cheias de lixos, matagal, água servida correndo na rua e pequenos buracos podem ser resolvidos com a ajuda de todos os moradores através de um mutirão, mas, a grande maioria prefere esperar por longo tempo a prefeitura fazer isso! Parabéns aos alunos da UNINORTE que resolveram recuperar duas paradas de ônibus, onde eles utilizam todo dia ao sair da faculdade, não esperaram pela Prefeitura, apenas pediram orientação e foram à luta!  


MONUMENTO A TENENTE ROXANA BONESSI. Acesse o linque abaixo para conhecer esse triste e fatal história que acontenceu em Manaus. Foto: Rocha
http://noamazonaseassim.com/monumento-tenente-roxana-bones…/
SOMOS IGUAIS, SEM PRECONCEITO – Geralmente as pessoas formam grupos de amizades, de acordo com as características comuns entre eles, por exemplo, faixa etária (jovens e velhos), gosto musical (roqueiros), músicos, religiosos, colegas de trabalho, vizinhos, etc. Cada um na sua, sem se misturar na maioria das vezes. Um fato interessante que observo sempre no Bar Caldeira, centro antigo de Manaus, é a união da velha guarda com os jovens – não existe preconceito entre eles, todos se juntam para beber, cantar, tocar, dançar e conversar numa boa. E isso é muito bom! Um exemplo recente foi o aniversário de sessenta aninhos da nossa amiga Jumara Whitaker, onde a maioria dos jovens cercou de amor e carinho a aniversariante. Que legal essa simbiose entre os diversos grupos, sem preconceito algum. É isso ai.


PAPOULA (ATRIZ E LIDER FEMINISTA) A LA FRIDA KAHLO (ARTISTA PLÁSTICA E COMUNISTA MEXICANA). 

Frida Kahlo viveu como Diego Rivera recomendou, um dia, a ela: 'Pega da vida tudo o que ela te der, seja o que for, sempre que te interesse e possa dar certo.' Ela costumava dizer que 'a tragédia é o mais ridículo que há' e 'nada vale mais do que a risada'.

COISAS DA POLÍTICA BARÉ – O Arthur teve que fazer acordo com o então prefeito Negão, para ter “bala na agulha” na disputa pela Prefeitura de Manaus. Ao assumir, encontrou um rombo de R$ 329 milhões – comunicou o fato ao Tribunal de Contas do Estado e, ficou calado! Não sei se fazia parte do tal acordo, mas, teve que engolir esse “sapo enrolado com arame farpado”. Dois anos depois, o Josué Filho, presidente do TCE, anunciou a aprovação das contas do Amazonino e, pasmem, falou e disse que ainda houve um superávit em R$ 43,8 milhões! Não bate essa conta! Deixa-me entender: O radialista Josué era compadre do governador Gilberto Mestrinho, que foi “pai político” do Amazonino, que por sua vez foi pai do Dudu, que brigou com o Arthur, que por sua vez fez acordos com o Negão. Caramba, são “farinha do mesmo saco”! O Arthur está “se virando nos trinta” para bem administrar a cidade de Manaus, inclusive pediu US$ 200 milhões emprestados, para pagar parte das contas deixadas pelo Mazoca. Enquanto isso, o ex-prefeito está descansando em sua “Mansão do Tarumã”, viajando e curtindo a vida numa boa. Diga lá Amazonino, como fica o povão? Que se f.... mermão!
MÊS AZUL - Um mês para conscientização do câncer de próstata. A tecnologia já levou o homem a Lua e, previsão para chegar até Marte, mas, ainda não inventaram outro exame para os homens diagnosticarem se eles estão com câncer ou não: a cutucada no fiofó! O preconceito mata e, mata mesmo! Esse tipo de exame também "mata de vergonha" o sujeito! Não adianta fazer ultrassom ou PSA, tem que fazer o cruel! Tá rindo? Deixa passar dos cinquenta anos, pois o bicho vai te pegar também! Sou mais uma injeção na testa, mas, fazer o quê?Eu, hein!

AVISO AOS NAVEGANTES: O Mengão vai voltar a Arena da Amazônia, com o time reserva dos reservas, num jogo contra o Vitória da Bahia, no dia 30 de Novembro, porém, os preços continuam os mesmos: R$ 80 (anel superior), R$ 120 (anel inferior), R$ 150 (área VIP) e R$ 250 (camarote, por pessoa), sendo todos os valores referentes à meia-entrada, seja com comprovante estudantil ou com a entrega de 1 quilo de alimento não-perecível. Sou flamenguista, não posso perder essa! Te esperou!

AUMENTO DA GASOLINA – Um das justificativas para tal aumento é para “recompor caixa da Petrobrás”, pois ela foi saqueada, arrombada e quase quebrada - o povo brasileiro tem “o dever” de cobrir esse rombo, além dos mais, já passaram as eleições e, não vai adianta nada espernear! Mesmo andando de bicicleta ou a pé, o aumento vai afetar o frete das mercadorias, os preços dos produtos e tudo o mais! Pega leso, acho é pouco!


CACHOEIRA DE PARICATUBA. Ainda preservada e, somente aparece na vazante do Rio Negro. A cachoeira é uma maravilha, apesar de pequena; a água é tão fria que dói até o osso da canela! O local é bem limpo, possui diversas barracas de venda de bebidas e peixes assados, uma delícia! Ao meio-dia chegam diversos ônibus e automóveis, o acesso é por um ramal do km 24 da AM-10. Segundo alguns moradores, a nascente do igarapé fica a 40 km no Rio Miriti, no município de Manacapuru. O local é tão aprazível que lembrei da minha infância, quando tomava banho na cachoeira do Tarumã.



IGREJA DE SANTA CECÍLIA, A PADROEIRA DOS MÚSICOS E DA MÚSICA SACRA – Fica na Rua Japurá, 701, no bairro da Cachoeirinha – Segundo os historiadores, ela foi martirizada entre 176 e 180, sob o Império Romano de Marcus Aurélio. Nas escavações arqueológicas realizadas em 1599, o seu corpo foi encontrado incorrupto, ou seja, não deteriorado mesmo depois de tantos séculos. Era de uma nobre família romana e filha de um senador. Por ela ser católica, o prefeito de Roma determinou que fosse degolada e, antes de morrer cantou para Deus. A sua Festa é celebrada no dia 22 de Novembro, dia do músico e da música sacra. Segundo o Dicionário Aurélio, músico é todo aquele (a) que compõem peças musicais, toca ou canta, ou pertence a uma banda ou orquestra, dessa forma, a homenagem vai para os seguintes músicos do face: Nato NetoAfonso ToscanoAdal da Silva,Celestina MariaGraca SilvaKátia MariaLili AndradeChico da SilvaJosé Roberto Pinheiro PinheiroRui MachadoLucinha CabralLucilene Castro,Tião AmancioAntonio PereiraRuy Lima de SouzaIsabel Cristina Vega,Humberto AmorimFloriano Saraiva de SouzaRoosevelt Fernandes Jr.,Rosana Sirrose SirrosePaulo De Tarso OliveiraDessana Dessana

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

THE NEW ROADWAY


Depois de longo e tenebroso inverno, o Porto de Manaus (Roadway) está quase totalmente pronto para ser entregue a população, mas, poucos sabem que grande parte dele já está liberada para visitação pública – aproveitei essa brecha para fazer uma caminhada por lá e tirar fotografias.



 Esse porto já sofreu muito nas mãos de políticos safados – o Amazonino, na qualidade de governador do Amazonas, aprontou mais uma das suas e, entregou “de mão beijada” para a família Di Carli, que administrou por anos, destruindo parte das instalações portuárias, além fechar por tempo indeterminado o Museu do Porto e demolir prédios históricos do seu entorno.



Para completar, tentou de todas as formas transformar o Porto de Manaus em um grande “Camelodrómo”, não conseguindo tal intento por forças da brilhante atuação do Ministério Público.



Depois de muitas brigas, o DNIT conseguiu reaver a administração do Roadway e, tentou implementar uma revitalização e modernização, porém, o Tribunal de Contas da União (TCU) encontrou um sobrepreço na ordem de 4 milhões de reais, forçando a construtora J. Nasser a baixar de 75 milhões para 71 milhões de reais.

Em decorrência dessa mutreta, houve um atraso no inicio das obras em um ano e, o que era para ser entregue em junho, na Copa do Mundo, somente agora está sendo devolvido a população.

Aliás, tem muita gente com os bolsos cheios de reais, com as obras da Arena da Amazônia, Aeroporto Internacional de Manaus, Porto de Manaus, Mobilidade Urbana e outras mais – são os que eles chamam de “legado” da Copa do Mundo!


Voltando ao nosso Roadway – houve um acompanhamento do IPHAN em todo o processo, com a retirada de uma passarela lateral, além da volta da “Praça dos Ingleses” de outrora.



Houve a abertura dos tapumes que separavam a Casa de Leitura Thiago de Melo (antigo Tesouro do Estado, onde nasceu Manaus), Píer (com os passáros mergulhões morando por lá) e o Armazém Quinze – essas obras se arrastam por anos e, foram gastos mais de 10 milhões de reais, porém, a biblioteca com todo o acerco comprado do nosso poeta maior (custou 1 milhão) ainda está fechado ao público.




Apesar de todos os desacertos e roubalheiras, o lugar é muito bonito para passear – vamos esquecer um pouco e curtir o novo Roadway. É isso ai.

Fotos: Rocha

terça-feira, 11 de novembro de 2014

A MADRINHA NOÊMIA BITTAR


Dia 25 de Novembro, data comemorativa do “Dia da Madrinha”, considerada a segunda mãe, tanto que o nome vem do latim matrina, uma variante de mater, que significa mãe – tempos passados tomávamos benção da nossa “madrinha de batismo” e até da “madrinha de fogueira”, mas, nos dias atuais, os filhos não tomam nem da mãe, imagine da madrinha! 

Coisa boa é falar bem da nossa madrinha da antigamente e, como estamos no mês de sua comemoração, lembrei-me da minha postiça, pois não cheguei a conhecer a verdadeira - a madrinha dos meus irmãos, foi para todos os efeitos, a minha também.

Ela chamava-se Dona Noêmia Bittar, uma senhora morena, baixinha, elegante, usava uns óculos escuros para esconder um problema em um dos seus olhos, sempre sorrindo, pertencia à classe média alta e, sempre estava disposta a ajudar os mais necessitados.

Ela morava na Rua Leovegildo Coêlho, no centro antigo de Manaus, a sua casa era belíssima, no estilo bangalô – era casada com o Senhor João Bittar, um rico comerciante de origem síria – tiveram os seguintes filhos: Marilene, Lucia, João Bosco e Jânio. 

A minha irmã mais velha, a Kelva Fernandes, foi a primeira a ser batizada, sendo a mais querida pela madrinha, tanto que a levou para morar por uns tempos no Rio de Janeiro, quando era considerada “A Cidade Maravilhosa”.

Depois, batizou o Rocha Filho, a Graciete e o Henrique – fiquei de fora, pois o meus pais preferiram um casal de comerciantes que também moravam na Rua Leovegildo Coêlho.

A Dona Noêmia me chamava de Juscelino, pois nasci no dia do aniversário do então presidente da República, o Juscelino Kubistchek – para todos os efeitos ela era a minha madrinha - tomava sua benção na minha infância e, ganhava sempre presentes quando aniversariava e no Natal.

A minha família era muito humilde e, ela sempre colaborava na manutenção da nossa casa, doando roupas, móveis e até dinheiro – a minha mãe Nely e a minha avó Lídia Martins prestaram serviços domésticos para a família dos Bittar.

A madrinha da nossa casa, a Dona Noêmia Bittar já estar no céu, ao lado do Nosso Senhor Deus – peço a sua benção! É isso ai.  
                                                       



quinta-feira, 6 de novembro de 2014

CANTOR GIL VALENTE

Texto: Lucila Meireles*

A poesia das canções de Gil Valente é conhecida em festivais do Amazonas e do país. Possui um repertório variado e exalto que vai de suas próprias composições, passeando pelo samba de raiz e pela Música Popular Brasileira e Amazonense (MPB / MPA), com canções dos grandes compositores brasileiros, como Noel Rosa, Cartola, Nelson Cavaquinho, Chico Buarque, Caetano Veloso, Djavan, Zeca Torres, Nicolas Júnior, Cileno, dentre outros.

Histórico

É músico, cantor e compositor. Como compositor acaba de completar treze anos de carreira, isto é, contando com o primeiro festival de música em que ele participou e estreou com pé-direito, vencendo o 2° festival de Manacapuru (2002) com melhor letra, melhor intérprete e melhor música com a canção “Lamento Caboclo”.

Como cantor, Gil Valente ultrapassa um pouco mais de quinze anos de carreira, em Belém, sua terra natal, liderou as bandas: Energia, Sedução, Remelexo, Nazaré, entre outras. Em Manaus liderou as bandas: Impacto, Os embaixadores, Òrion e “Cordão do Marambaia”.

Como músico, aos seis anos de idade já tentava fazer os primeiros calos nos dedos, quando o pai lhe dava as primeiras aulas no velho “Tonante” com cordas de aço, em seguida foi para a escola de violão e composição com Marcos Ferrer, escola de choro do Pará, escola de violão flamenco no Largo da Ordem (Curitiba), espetáculos nos teatros Gebes Medeiros, Ivete Ibiapina, Ideal Clube e Teatro Amazonas (AM).

Projeto Dim Dom Experimental nos teatros Gasômetro e Margarida Schivasappa (PA), apresentações em espaços culturais em Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Fortaleza, suas últimas conquistas foram: 1° e 3° lugar, melhor arranjo e melhor letra do Festival de Itacoatiara 2012 com as músicas “Obra-Prima” e “Estrela Valsa” (28° Fecani), 2° lugar geral no FAM/2012 (Festival de Música do Amazonas) com a música “Amor em Silêncio”, 2º lugar e melhor letra no FAM/2013 com a música "Lendário Calendário Maia".

Gil Valente sempre esteve nas finais de todos os festivais em que participou até o presente momento, em 2012, lançou seu primeiro álbum autoral intitulado "De Fino Trato".

Recentemente ganhou o 3º lugar como melhor música a composição “Índios Urbanos” no 5º Festival Amazonas de Música.

Em breve estará lançando seu novo CD "Brasil Cafuzo" (2014 – 2015).


(*) Assessora Parlamentar da ALEAM e Jornalista.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

ADELELMO NASCIMENTO


Ele nasceu em berço de ouro, pois o seu pai era um rico empresário, dono da fábrica de instrumentos de corda “Bandolim Manauense”, situado na Rua dos Barés, centro antigo de Manaus, porém, com a falência do seu genitor, tornou-se um morador de rua, fazendo a sua casa as escadarias de pedras de Lioz, da Igreja Nossa Senhora dos Remédios.

Teve uma infância farta, morava numa bela casa, era bem vestido e alimentado - em companhia dos pais e os seus irmãos, passeava de bonde nos finais de semana – tomava banhos no Parque Dez de Novembro – brincava no “Aviaquario”, adorava as retretas na Praça da Polícia e assistia as missas na Igreja dos Remédios.

O seu pai, o Senhor Nascimento, adquiriu os conhecimentos de luteria, a arte de fabricar instrumentos de cordas, de portugueses que moravam no entorno do Mercado Municipal Adolpho Lisboa, tornando-se um empresário exitoso, permitindo-lhe ter uma boa vida, frequentando o Ideal Clube, um grêmio destinado a classe média alta da pequena cidade de Manaus.

Um dos seus funcionários, o José Rocha, entrou na empresa ainda muito jovem, na condição de aprendiz, porém, demonstrou desde cedo um dom excepcional para trabalhar com instrumentos musicais.

O Rocha foi encarregado de levar e buscar, todo santo dia, o Adelelmo Nascimento, no Colégio Dom Bosco – os dois tornaram-se amigos e, conversavam muito durante o trajeto – foi uma amizade para toda a vida.

O Senhor Nascimento começou a participar dos jogos de cartas, um evento diário que acontecia no Ideal Clube, sempre regado ao consumo de bebidas caras e de charutos cubanos – tornando-se um jogador inveterado.

Essa prática perniciosa levou a falência da sua empresa, além de ser obrigado a vender todos os seus bens para pagar as dívidas advindas do jogo – houve a desestruturação da sua família – por ser maçom, foi morar de favor no prédio de uma maçonaria do centro.

O luthier Rocha foi trabalhar por conta própria e o seu amigo Adelelmo virou morador de rua, levando a vida de esmolê - apesar de todas as adversidades na vida que os dois passaram, nunca deixaram de serem amigos.

O Adelelmo, na sua velhice, resolveu morar nas escadarias da Igreja dos Remédios, onde fez uma casinha de papelão e plástico, ficou obeso e teve problemas de saúde, dificultando a sua locomoção – recebendo a ajuda dos padres, fiéis, moradores e comerciantes da área – mesmo assim, tornou-se agressivo, jogando água e urina nas pessoas que se aproximavam.


A igreja onde o Adelelmo resolveu se aboletar para o resto da vida, segundo os historiadores, foi construída em 1868, erguida sobre um cemitério indígena, foi tombada em 1988, como patrimônio histórico do Amazonas - ela é rodeada por escadarias de pedras portuguesas de Lioz; na parte detrás, ainda aparecem os trilhos dos bondes que deixaram de circular em Manaus na década de 50.

Certo dia, o seu amigo Rocha, foi fazer-lhe a sua última visita, pois já se encontrava com idade avançada e bastante enfermo – foi em companhia do seu filho mais novo.


Um ficou sentando dentro da sua casinha de papelão e o outro dentro do carro, os dois começaram a conversar, lembraram-se dos velhos tempos – o Rocha deixou uma quantia em dinheiro para o amigo e, seguiu o seu caminho – tempos depois, os dois amigos faleceram. É isso ai.

A CÚPULA DO TEATRO AMAZONAS

A cúpula do Teatro Amazonas fascina a todos que visitam o Largo de São Sebastião - dizem que ela é constituída com trinta e seis mil escamas de cerâmica, estilizando a bandeira brasileira, sendo um das partes mais fotografado pelos turistas e amazônidas, perdendo somente para a fachada. 

Na época da inauguração do TA, em 1896, a população local não gostou nem um pouco dessa cúpula, pois a chamavam de “aleijão, manteigueira e monstruosidade” – o jornal “A Federação”, criticava de maneira insólita as sua policromia, insinuando a semelhança com um papagaio - outros, comparava a cobertura de uma mesquita.

Dizem que a sua real função era de permitir que o Pano de Boca da cena e bastidores subisse sem dobrar, sendo içada por um mecanismo até o vão da cúpula - não sei se está correto, pois ainda não tive a oportunidade de conhecer o seu interior.

Na nossa Manaus de outrora, quando somente existia o prédio do IAPETEC (atual INSS), essa parte superior do TA era vista por toda cidade – os viajantes quando chegava a nossa cidade, pelo Porto de Manaus (Roadway), a primeira coisa que avistavam era exatamente essa parte côncava.

Segundo o historiador amazonense Mário Ypiranga Monteiro (1909-2004), “o serviço completo de cobertura do Teatro Amazonas foi contratado por duzentos contos de réis (Rs.200:000$000), incluindo-se tirantes, vigas, consolos, caibros, condutores, para-raios e montagem da cúpula. Em moeda francesa da época, correspondiam a vinte mil, duzentos setenta e cinco francos. A cúpula foi adquirida à Casa Koch-Frères, pela importância de trinta mil francos, constituída de telhas vidradas da Alsácia. Terminada a montagem a 30 de novembro de 1895, trabalho executado pelos técnicos franceses Adhémar Lelubre, chefe, e auxiliares Belonic Candeller e Adolphi Rigonsi. O primeiro recebeu de gratificação pela rapidez do serviço um conto de réis (Rs.1:000$000) e os demais quinhentos mil réis (Rs. 500$000). A pintura ornamental é de autoria de Lourenço Machado, que a fez por seis contos, setecentos e sessenta e seis mil e novecentos vinte réis (Rs.6:766$920). Nesse rol está incluído o arco-de-proscênio, da mesma casa vendedora e colocado pelos mesmos técnicos. Durante a recuperação operada no governo cel. João Walter de Andrade, muitas das telhas danificadas foram mandadas fazer no Brasil e lá estão confundidas com as demais”.

O governador Eduardo Ribeiro, conhecido como “O Pensador”, era militar, republicano e maçom – como a Bandeira Brasileira possui símbolos maçônicos, ele determinou que a cúpula do TA fosse estilizada externamente com o nosso pavilhão nacional.

Houve uma corrente para demoli-la, tanto que foram feitos editais chamando concorrentes para os serviços de desmontagem - o diretor das Obras Públicas, o Dr. Anísio de Carvalho Palhano, fez a seguinte justificativa: “O vigamento da cobertura, defeituoso, não suporta o grande peso da cúpula, de sorte que é urgente retirá-lo, como que muito lucrará o efeito estético do edifício, livre de tal excrescência...”!

Segundo o autor acima citado “a não demolição da cúpula decorreu de causas que prendem obviamente ao mérito das propostas - aparentemente houve indiferença por parte dos empreiteiros, tanto que a propostas, poucas, apresentadas, fora anuladas in limine – o majestoso zimbório, venceu a idiossincrasia (maneira própria de ver de alguns) e ganhou a idiopatia (aceitação) de milhares, provando aos incréus que as paredes espessas do Teatro podia arcar com o seu peso”.  Ainda bem! É isso ai.

Foto: Rocha

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

SOL URBANO NA CIDADE NUA

JORGE PALHETA

FORÇA DE LUZ
EM RAIOS DOURADOS
COBRINDO QUARTEIRÕES
NOS BECOS CONFUSOS
ENTRE ESCADAS E VIELAS

GEOMETRIA DE CONCRETO
TIJOLO E ARGAMASSA
LABIRINTO DE VIDAS
CRUZANDO AS ESQUINAS

DA CIDADE NUA!

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

MINHA ÉPOCA DO COLÉGIO SÓLON DE LUCENA

Por ter morado por vários anos no Conjunto dos Jornalistas, na Avenida Constantino Nery, Zona Centro-Sul de Manaus, o meu local de votação fica exatamente no colégio em que estudei o ensino médio e, todas às vezes em que faço a minha obrigação de eleitor brasileiro, ao adentrar naquela instituição de ensino, volto ao passado.

Cursei o primeiro ano do ensino médio no Instituto de Educação do Amazonas – naquele tempo, os alunos deveriam fazer um curso técnico nos dois últimos anos e, o IEA oferecia somente o magistério, porém, eu não tinha a menor vocação para ser professor, o que me obrigou a pedir transferência para o Sólon de Lucena, com a intenção de cursar administração ou contabilidade.

Mesmo a contragosto, fui matriculado no curso de contabilidade, pois a administração tinha uma imensa procura, com preferência para os alunos da casa - mesmo assim, tive um excelente aprendizado, em decorrência de alto nível dos professores, organização e da infraestrutura que o colégio oferecia.

A direção da escola ficava a cargo do professor Bartolomeu Silva – era durão no momento certo, uma pessoa dinâmica, simpática e muito querida pelo corpo docente, discente e funcionários da casa – lembro-me ainda hoje da sua fisionomia: era alto, gordo, usava óculos, andava apressado, sempre estava disposto a ouvir a todos e gostava de sorrir.

Dois professores ficaram na minha memória, um deles foi o Mauro Bessa, atual Desembargador do Tribunal de Justiça do Amazonas – ela gostava de falar que, o seu salário de professor era um pingo no oceano dos seus rendimentos de operador de Direito, mas, imensamente gratificante por formar novas gerações de amazonense, isso para ele era impagável.

Outro professor que deixou a sua marca foi o Dr. Klinger Costa, um advogado que chegou a ser tempos depois Secretário de Segurança do Estado do Amazonas - era um cara durão, boa pinta, fumante inveterado – não gostava de sorrir, não tirava brincadeira com ninguém e não levava desaforo para casa - ele chegava até a chamar os alunos sapecas para brigar no pátio da escola!

O ginásio coberto “Renê Monteiro” ficava dentro do nosso colégio – ali aconteciam quase todas as noites partidas de voleibol, handebol e basquetebol, além de shows musicais e outros eventos, o que motivava muitos os alunos a “matarem aula”, bastava trocar a farda do colégio para não serem pegos de surpresa pelo diretor, porém, não tinha jeito, pois ele decorava o rosto de cada um.

Um colega que virou amigo até o dia de hoje foi o Klinger, conhecido como “Peninha” – o cara era disputado à tapa pela mulherada, tinha um carro velho e grana suficiente para gastar com elas; era um jovem professor de inglês, além de ser funcionário do Banco de Londres – tocava violão e tinha um vozeirão – eu ficava na cola dele e, dava para namorar algumas gatinhas que ele descartava - ele mora no Conjunto dos Jornalistas.

Outro, chamava-se Kleber, um guitarrista que participava de grupos musicais de Manaus – ele era “unha e carne” com o Klinger, os dois namoravam com quase todas as gatinhas do pedaço – certa vez, passamos um final de semana em Itacoatiara, em companhia dos funcionários do banco em que o Klinger trabalhava – ainda tenho fotografias daquele passeio - não tive mais contato com ele, dizem que foi morar em Boa Vista.

Uma das minhas colegas de escola, a Socorinha, foi minha namoradinha – a menina era uma moreninha “cor de jambo”, os meus colegas ficavam babando e não sabiam o que ela achou de bom em mim, pois eu era um “cabocão” feio e liso!

Quando terminei o curso, recebi o canudo de papel e, tinha por força de lei, o respaldo legal para exercer o cargo de “Técnico em Contabilidade”, podendo até assinar um “Balanço Patrimonial” – no entanto, a minha praia era Administração de Empresas, o que me motivou a estudar muito para passar no vestibular da Universidade do Amazonas,porém os estudos adquiridos no Sólon serviram de base para a faculdade.


O meu Colégio Sólon de Lucena continua bonito, arborizado na parta da frente, pintado e bem cuidado, pena que somente irei lá nas próximas eleições e, voltar ao passado novamente! É isso ai.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

CARBAJAL GOMES, O ANIVERSARIANTE DO MÊS DE OUTUBRO

Amazonense de Manaus, casado, signo de Escorpião, aposentado na classe especial pelos bons serviços no setor público, torcedor fanático do Nacional Futebol Clube e do Botafogo do Rio de Janeiro grande incentivador do carnaval amazonense, torcendo pela GRES Ipixuna e administrador do Bar Caldeira, no centro antigo de Manaus.

Os seus irmãos Danilo, Ipujucan (falecido / Presidente da Ipixuna) e o Romerito, foram meus amigos de longas datas e, somente comecei a amizade com o Carbajal quando ele iniciou a administração do Bar Caldeira.

Hoje, 29 de Outubro é o aniversário do Carbajal e, uma coisa que chamou muito a atenção foi a forma de comemorar a passagem do seu dia especial / propôs uma coisa que é muito incomum entre os empresários / não pediu nenhum presente, somente a presença dos seus amigos e clientes do seu bar, para consumirem cervejas com redução de dois reais do preço normal, com a destinação da renda líquida para o Abrigo Monte Salem.


Saúde e vida longa ao meu amigo Carbajal Gomes! É isso ai.

domingo, 26 de outubro de 2014

SECOS & MOLHADOS

A CASA VELHA - Essa casa já foi muito bela em tempos passados, lembro-me dela na minha adolescência, quando fui morar na Vila Paraíso, com entrada pela Avenida Getúlio Vargas. Existia por lá a "Boate Porão", tipo "A2", um local muito preferido pelos rapazes alegres daquela época. Não sei quem é o seu dono, pois se encontra abandonada faz décadas. Recentemente, um senhor solitário resolveu morar no local e, para afastar os curiosos, colocou diversas placas engraçadas, tipo "Cuidado com a Parede", "Cuidado com Abelhas", "Cuidado com Morcegos", "Estamos em Briga" e outras pérolas - ele até colocou uma "Cama de Gato" (armadilha) na entrada principal. É a Casa Velha esperando voltar ao seu esplendor de outrora, bastando dar uma pintura geral, acho que a Prefeitura poderia fazer isso com os imóveis abandonados do nosso centro antigo.

MENGO NA ARENA DA AMAZÔNIA - Sou flamenguista (sem fanatismo), mas, em decorrência dos comentários desfavoráveis a nossa cidade, por parte do técnico Luxemburgo e por ter trazido a maioria dos reservas, além de ter apresentado um futebol muito aquém do que esperava a torcida, a derrota foi merecida! Ainda bem que não enfrentei sol e uma imensa fila para comprar ingressos (caros, diga-se de passagem), nem chuva e filas para entrar na Arena, para assistir um time reserva jogar!

AUXÍLIO MORADIA – Enquanto os trabalhadores brasileiros que ainda não foram agraciados com o projeto “Minha Casa, Minha Vida”, passam pelo martírio mensal para desembolsar o valor do aluguel, alguns felizardos terão uma ajuda de quatro mil e trezentos reais, pagos com dinheiro público. Essa decisão do STF estendendo a todos os magistrados brasileiros, independente de morar num imóvel próprio ou não, deixa os brasileiros estarrecidos com tal decisão. E tem mais: houve um efeito cascata, com outras categorias querendo também essa “mamata”, entre elas estão o pessoal do Ministério Público, Defensoria Pública e até da Assembleia Legislativa! Conheço um juiz de Direito e um Procurador do MP-AM, eles moram em condomínio de luxo da Ponta Negra, são donos e não pagam aluguel, mesmo assim, eles terão todo final de mês a quantia de R$ 4,3 mil para auxiliá-los no pagamento do aluguel! Para se ter uma ideia, um juiz do TJ-AM ganha em média R$ 33 mil, bem acima do teto máximo que é de R$ 26 mil, essa diferença é justificada como “verbas indenizatórias”! Mais R$ 4,3 mil é uma merreca para eles!

UM DOS LEGADOS (O QUE FOI DEIXADO) DA COPA DO MUNDO EM MANAUS – Todos os turistas que vieram para Manaus, durante a Copa do Mundo, foram bem recebidos, acolhidos com todo carinho e respeito pelos moradores da nossa cidade, tanto que ela foi eleita umas das mais acolhedoras, apesar das reclamações com relação ao clima quente e úmido, trânsito ruim, taxistas que enganavam os turistas e por não falarmos um segundo idioma - apesar desses percalços, a nossa cidade está sendo cogitada para abrigar um jogo entre a Seleção da Alemanha e a Seleção dos Melhores do Mundo, com a renda revertida para a UNICEF, tudo em decorrência da Arena da Amazônia e da boa hospitalidade dos manauaras. Além disso, o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio 2016 está mantendo contatos com as autoridades locais, para a cidade de Manaus ser uma das sub sedes, em decorrência da nossa infraestrutura, da Amazônia que desperta a curiosidade das pessoas, da Arena da Amazônia e do seu povo receptivo. É isso ai

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

MANA MANA MANAUS = 345 ANOS




Mana mana Manaus
No coração da hiléia
Tu és soberana cidade matriz
O rio Negro teu ciúme, teu costume
Abraça forte teu terraço fluvial
O rio Amazonas viageiro te paquera
Nesse manto florestal
Vila da Barra, tu és monumental
Entalhada pelos teus igarapés
Mana Manaus
Bela arte manauara
Os teus palácios, o teatro, a catedral
A relumear, sob o céu da Amazônia
Os teus poetas, tuas danças e bumbás
Mana manô
Minha fada, meu conto de amor
O orgulho e encanto do amazonense
E do Boi Caprichoso.

Letra e música: Chico da Silva