domingo, 29 de março de 2015

UM CORAÇÃO INDECISO


Tempos passados, ouvi um causo popular (uma história verídica e inventada, de forma divertida, com o objetivo lúdico) contado pelo meu amigo, o cantor e compositor Afonso Toscano, sobre o violonista, compositor e professor Domingos Lima – versava sobre o amor que ele tinha por duas mulheres e a compra de uma “assadeira de franco”, conhecida como “televisão de cachorro”, que deu a maior dor de cabeça ao professor.

O Domingos amava duas mulheres, uma era despida de encantos, porém, era mãe dos seus filhos queridos, a “Matriz”; a outra, era cheia de graça, luxo e beleza, a amante “Filial”.

Para quem não o conheceu, o professor fez o maior sucesso nas décadas de sessenta, setenta e oitenta - foi o primeiro a tocar as guitarras elétricas importadas, além de ser muito solicitado nos bailes da cidade, com a "Orquestra do Domingos" - ela era muito amigo do meu pai, o luthier Rochinha, pois o velho fabricava e consertava os violões do Domingos. 

Numa bela sexta-feira “caliente” de Manaus, o Domingos foi bater o ponto na casa da Filial, na “Cidade Alta” (bairro do Educandos) – uma morena “cor de jambo”, bonita e charmosa, deixava o negão gemer sem sentir dor e, tudo que ela pedia, o professor fazia sem pestanejar.

Ela fez um pequeno pedido:

- Amoreco, compra uma televisão de cachorro pra mim, pois estou farta de ficar no ócio, quero ganhar grana vendendo frango assado todos os finais de semana!

O professor nunca dizia não:

- Deixa comigo, meu docinho de coco, na segunda irei lá na loja S. Monteiro e fazei a compra no crediário.

A compra fora efetuada no carnê, com pagamento em vinte e quatro suaves prestações – a único pedido que ele fez foi que fosse entregue a mercadoria no endereço da Filial.

Na entrega, o ajudante de caminhão olhou a Nota Fiscal e disparou:

- O Domingos Lima é meu vizinho lá no Beco do Macedo, está errado o local da entrega, pois ele nunca morou no bairro de Educandos!

Ao retornar a casa da Matriz, avistou de longe a “televisão de cachorro” bem em frente da sua residência -ele tomou a maior susto, mas manteve a calma.

A Matriz foi logo detonando:

- Tu ficaste doido, homem, que coisa é essa, tem tanta coisa pra comprar e você gasta uma grana preta com um monstrengo desses!

 Ele foi rápido, saindo pela tangente:

- Mulher, eu quis fazer uma surpresa para você, comprei essa “TV de au-au” para você faturar os tubos, além de manter ocupado os nossos filhos maiores, vai ser uma boa para pra gente, bote fé!


A Matriz aceitou, mas disparou logo em seguida:

- Tá bom, mas tu tens que comprar os frangos, temperos, arroz, farinha, pratos de papelão e mais um monte de coisas.

Dias depois, deu um pulo até a residência da Filial, ao chegar, a gata foi logo disparando:

- Cadê a minha “televisão de cachorro”?

O coitado do Domingos contou toda a história para a mulher, mas ele não quis nem saber:

- Quero a minha, quem mandou ter duas mulheres! Dá o teu jeito!

O negão foi até a loja S. Monteiro, com a intenção de torcer o pescoço do gerente, pois com o erro na entrega, ele tinha que comprar outra para a Filial - o dito cujo tinha aquele papo de vendedor, conseguindo contornar a situação:

- Sêo Domingos, vamos fazer o seguinte: vou dar um bom desconto na compra de outra assadeira de frango, faço também em trinta e seis suaves prestações, o senhor paga uma e atrasa a outra, não cobrarei os juros e nem a correção monetária e, tem mais, levarei pessoalmente a mercadoria para não haver enganos na entrega.

Dias depois passa na casa da Filial, a assadeira estava lá, ele respirou aliviado, mas, a beldade foi logo dando o recado:

- Tem um detalhe que tu esqueceste: tem que comprar os frangos, temperos, arroz, farinha, pratos de papelão e mais um monte de coisas.


Já pensou na situação do professor, desse jeito ele iria à falência, pois todo final de semana a compra era dobrada.

E assim foi por muito tempo, tanto que escreveu a música "Coração Indeciso", com o saudoso cantor Abílio Farias fazendo o maior sucesso em todo o Amazonas.

A letra era mais ou menos assim:

Julga-me, julga-me como quiseres
Eu amo a duas mulheres
Por elas fico a sofrer
Uma tem graça, luxo e beleza
Produtos da natureza
Coisas que a outra não tem
E a outra é despida de encantos
Mas mesmo assim gosto tanto
E ambas eu quero bem
Meu bom Jesus, um coração indeciso
Não sei da qual eu preciso
Para tornar-me feliz 

É isso ai.


sábado, 28 de março de 2015

BELMIIRO

Tive a honra de conhecê-lo no antigo Bar Caldeira, na época da Dona Maria e do Adriano Cruz – ele fazia parte de um grupo de servidores do Tribunal de Justiça, qyuando funcionava na Avenida Eduardo Ribeiro - após o expediente, gostavam de bebericar e jogar conversa fora nos botecos do entorno.

Ele se aposentou na função de “Oficial de Justiça” (atual Analista Judiciário), um cargo um tanto perigoso, pois é a pessoa que executa as determinações do juiz (citações, prisões, penhoras e outras broncas mais).

Pois bem, o Belmiro tinha uma coisa incomum: pai de 32 filhos, com diversas mulheres, porém, fez questão absoluta de efetuar o registro de nascimento declarando a paternidade de todos eles - imagine a bronca que ele passou com o pagamento de “pensão alimentícia”!

Certa vez, o encontrei na Cidade Nova I – ele estava tocando um mercadinho, apesar de não precisar, pois ganha mensalmente uma “bolada”, entre vinte e trinta mil reais.

O cara saiu com essa:

 - Rochinha, tenho setenta e nove anos de idade, ganho muito bem obrigado, estou nesse ramo de varejo somente para passar o tempo, pois não bebo mais e não saio por ai como fazia antes, a única coisa que nunca deixei foi de “pegar a mulherada”, sabe como é, tomo as minhas azuizinhas e, dinheiro na mão, a calcinha no chão!

Perguntei:

- Você era considerado o maior reprodutor do TJ – a fábrica de fazer neném foi fechada?

Ele respondeu:


- Pois é, chega de bronca, o meu mais novo está com dezoito anos e, todos os anos nascem um porrada de netos e bisnetos!

É isso ai.


quarta-feira, 25 de março de 2015

DE MENOR


Não existe “de menor”, o correto é menor de idade, mas, quando é apelido, vai ficar para o resto da vida. Pois bem, conheci um sujeito que morava na Avenida Joaquim Nabuco, próximo ao Colégio Barão do Rio Branco – ele era baixinho e, acredito que em decorrência da sua estatura, pegou a alcunha de “De Menor”.

O que tinha de pequeno sobrava em esperteza e brabeza – o cara ficava exaltado quando tomava “umas e outras” no “Bar do Toscano e Seiça”, na esquina da Rua Huascar de Figueiredo – ele era inteligente, tinha um pensamento rápido, gesticulava e argumentava de uma forma que “derrubava até avião”, não gostava nem um pouco de ser contrariado e não levava desaforo para casa.

Ele tinha esse comportamento, mas era gente boa, todos gostavam muito dele, pois era um artista - vez e outra abria um sorriso e, adorava “dar um cotoco” para qualquer um – acho que se fosse advogado criminalista, com certeza, daria um show num tribunal de júri.


Certa vez, foi de barco até o Festival de Parintins – como não encontrou um local para atar a sua rede, pois estava “até o tucupi” de gente, resolveu coloca-la no passadiço, um local proibido pelas autoridades marítimas.

Quando o caboco estava “até o talo” de “manguaça”, deu uma deitada e começou a roncar – pela madrugada, o barco começou a balançar e, não deu outra, o De Menor caiu dentro do Rio Amazonas.

Algumas pessoas o viram cair e começaram a gritar para o Comandante parar a embarcação – foi alvoroço total – foi passado “um rádio” para outras embarcações que vinha no mesmo trajeto, comunicando sobre o ocorrido. 

Depois de muitas buscas, encontraram o De Menor agarrado em uma “boia” (tora de madeira), rindo e dando cotoco para a galera. Pense numa fuleiragem!

Esse feito foi contado centenas de vezes no boteco, com as mais fantasiosas possíveis - todos davam gargalhadas das estripulias do De Menor.


Faz um tempão que não vejo o De Menor - saudades dos papos e cotocos em mesa de boteco. É isso ai.

sábado, 21 de março de 2015

AVENIDA EDUARDO RIBEIRO

Foi a mais famosa avenida da Manaus de outrora, recebendo o nome em homenagem ao Governador Eduardo Ribeiro, um militar político que transformou a nossa cidade na “Paris dos Trópicos” –  depois de mais de cem anos a Prefeitura de Manaus lança edital para a revitalização, contando com o suporte financeiro do governo federal, através do  “PAC Cidades Históricas”.

O seu nome foi em homenagem a um dos melhores governadores do Estado do Amazonas, o maranhense Eduardo Ribeiro (1862-1900), para a sua construção foi necessário aterrar o Igarapé do Espírito Santo - tinha trinta metros de largura e mil e sessenta metros de comprimento, indo do Roadway (atual Porto de Manaus) até o Palácio do Governo (atual Instituto de Educação do Amazonas – IEA).

O governador Eduardo Ribeiro deixou a gestão do executivo estadual em 1896 e, a avenida deve ter sido concluída em 1900, exatamente no ano da sua morte, - inicialmente, ela era conhecida como Avenida do Palácio, mas, apesar de muita rasteira do seu sucessor, o nome atual foi uma justa homenagem ao homem que trabalhou incansavelmente para a sua construção.

Tornou-se o centro comercial, cultural, econômico e viário da cidade, onde se instalaram os principais armazéns de venda de produtos finos, hotéis, restaurantes, bares, jornais, cinemas, bancos, etc. – por lá circulavam charretes, bondes elétricos, automóveis e ônibus – a nata da sociedade manauara fazia daquele logradouro um lugar da moda (point).

Na Praça Antônio Bittencourt (atual Praça do Congresso) era uma das mais belas de Manaus, tendo ao seu redor o Palacete Miranda Corrêa (atual edifício Maximino Corrêa), o Ideal Clube, o Prédio da Saúde (atual Loja dos Correios), um Palacete (atual biblioteca municipal) e várias residências em estilo de bom gosto.

Ao longo dos anos foram construídas várias edificações, tais como, o Palácio da Justiça, os Cines Odeon e Avenida, o Bar Americano, o Relógio Municipal, os Armazéns do empresário J.G. Araújo, os Jornais do Arnaldo Archer Pinto, dentre outros.

Ainda está na memória de muita gente o famoso “Canto do Fuxico”, a Lanchonete “A Gogô”, os desfiles de carnaval, os desfiles militares e estudantis de Cinco e Sete de Setembro, festa de abertura do campeonato “Peladão”, do restaurante “A Maranhense”, da loja “4400”, dos bailes do “Moranguinho” e dos passeios de bondes.

Atualmente, está quase toda descaracterizada; suja em toda a sua extensão, toda pichada, com muito lixo, sem árvores; a violência impera, foi invadida pelos flanelinhas; com a noite o local fica às escuras, com um ar triste e melancólico; os prédios antigos estão com as suas fachadas tomadas por placas de mau gosto, com uma enorme poluição visual.

Ainda bem que o Palácio da Justiça foi preservado, virou um Centro Cultural; o Relógio Municipal resiste ao tempo, apesar de não tocar mais aquela musica cativante; aos domingos a avenida é fechada para dar lugar a “Feira do Artesanato”, tornando um lugar mais humano, calmo, tranquilo onde as famílias manauaras e os turistas se deleitam com o café regional e compras de artesanato.

Apesar do abandono, o fluxo de automóveis e de pessoas é muito intenso, contando com muitas lojas de roupas e calçados, supermercados, bancos, lanchonetes e lojas de eletroeletrônicos.


O projeto de revitalização atinge toda a sua extensão, onde serão resgatados as pedras de Lioz e os paralelepípedos que antes faziam parte da paisagem – como apenas algumas calçadas possuem esse tipo de calçamento, sendo necessária a colocação em uma nova paginação, tipo mosaico, onde serão assentadas pedras inteiras, em posições diferentes.

Os antigos trilhos dos bondinhos serão resgatados e colocados de forma aparente na superfície da caixa viária – o projeto prevê a incorporação à paisagem canteiros com árvores em ambos os lados das calçadas, sendo os antigos preservados e recuperados – próximos às esquinas serão adaptadas rampas e faixas para acessibilidade dos pedestres e cadeirantes.

Os recursos já estão disponíveis na Caixa Econômica Federal, porém, haverá um severo acompanhamento das obras, sendo o dinheiro liberado conforme o andamento dos serviços por parte da empresa vencedora do certame.


É isso ai.

quinta-feira, 19 de março de 2015

BLOGDOROCHA: CINE ODEON

BLOGDOROCHA: CINE ODEON: Este era o famosíssimo Cine Odeon , ficava localizado na esquina da Avenida Eduardo Ribeiro com a Rua Saldanha Marinho; era o mais req...

domingo, 15 de março de 2015

DIETA DA SOPA


No caderno de saúde de um jornal de grande circulação em Manaus, foi publicada uma matéria de página dupla com o seguinte cabeçalho “Afinal, qual a melhor dieta? Fiquei a pensar sobre o assunto, pois sou um partidário da "Dieta da Sopa", ou seja, deu sopa, eu como!

Segundo o artigo, a dieta que está fazendo o maior sucesso entre os políticos obesos de Brasília é a “Dieta da Ravena”, na qual o caboco elimina radicalmente com os carboidratos e adota o consumo de frutas, verduras, legumes e proteínas – o lance é fugir de produtos glicêmicos, (que diabos é isso?) como (não é para comer) doces, massas, batatas, pães, frituras, queijos amarelados e bebida alcoólica (é ruim, hein!), ou seja, evitar a Dieta da Sopa.

Outra que está na moda é a "Dieta do Pepino, onde o cara passa três dias consumindo apenas água e suco de pepino, não podendo ultrapassar três pepinos diários! Tu é leso, mermão!  Isso não é dieta, chama-se “Greve de Fome”! Sai pra lá com essa invencionice – não vou deixar a minha Dieta da Sopa “nem que a vaca tussa”.

Os mais afortunados fazem a “Dieta do Mediterrâneo”, com o consumo de leite e derivados, peixes (tipo Salmão), azeite de oliva, vinho tinto, verduras e legumes, nozes, azeitonas e amêndoas, lentilhas, grão de bico e cereais – muito diferente da dieta sopa, onde é liberado carne vermelha, alimentos industrializados e doces, além de muita cerveja, pois pobre somente toma vinho tipo Dom Bosco, no Natal e olhe lá.

A minha família não possui propensão à obesidade, a grande maioria é magrela por natureza – comemos ou bebemos de tudo: tapioquinha, tucumã, banana frita, café, leite, pão, peixes de montão, feijoada, sopa de carne e legumes (incluindo a Sopa do Professor), macarronada, rabada, carne vermelha, tacacá, queijos coalho feijão, arroz, macarrão, farinha branca e de uarini, frango frito, grelhado e assado, melancia, laranja, manga, doces de cupuaçu, sucos de frutas regionais, saladas, açaí e etecetera e tal – não engordamos nem com nojo de pitiú de bodó!


Apesar da minha idade já está um pouco vencida, estou feliz por poder ainda comer de tudo, sem nada me fazer mal, mas, estou ciente que terei mais cedo ou mais tarde deixar a Dieta da Sopa, não para perder uns quilinhos, mas por questão de saúde. Eu, hein! 

terça-feira, 10 de março de 2015

BLOGDOROCHA: A CÚPULA DO TEATRO AMAZONAS

BLOGDOROCHA: A CÚPULA DO TEATRO AMAZONAS: A cúpula do Teatro Amazonas fascina a todos que visitam o Largo de São Sebastião - dizem que ela é constituída com trinta e seis mil esca...

quinta-feira, 5 de março de 2015

BLOGDOROCHA: FREI FULGÊNCIO MONACELLI

BLOGDOROCHA: FREI FULGÊNCIO MONACELLI: Nasceu na província de Perúrgia, na Itália, em 5 de março de 1938, foi ordenado em 1954, veio para o Amazonas em 1965, como missionár...

BLOGDOROCHA: A IGREJA DO MEU BATIZADO

BLOGDOROCHA: A IGREJA DO MEU BATIZADO: Mais um final de ano chegando, está na hora de esvaziar a lixeira da nossa mente, além de jogar ou doar as coisas inservíveis para nós, ...

quarta-feira, 4 de março de 2015

BLOGDOROCHA: DRA. GRAÇA SILVA, GRANDE AMAZONENSE!

BLOGDOROCHA: DRA. GRAÇA SILVA, GRANDE AMAZONENSE!: A Dr. Graça Silva, amazonense e manauense da gema, faz parte do meu circulo de amizades, apesar de ter os traços de uma europeia, se orgulha...

BLOGDOROCHA: ROSI MATOS (13013) A PRIMEIRA METALÚRGICA NA CÂMAR...

BLOGDOROCHA: ROSI MATOS (13013) A PRIMEIRA METALÚRGICA NA CÂMAR...: Escrevi, faz algum tempo atrás que, nunca fui filiado a nenhum partido, mas, atualmente, tenho a minha preferência pelo Partido dos Trab...

terça-feira, 3 de março de 2015

BLOGDOROCHA: VAI UM BODOZINHO AI, MANINHO!

BLOGDOROCHA: VAI UM BODOZINHO AI, MANINHO!: O Liposarcus pardalis , conhecido popularmente como Acari-Bodó, simplesmente Bodó para os manos do Amazonas – é o patinho feio na prefer...

BLOGDOROCHA: DONA ADALGIZA, A TACACAZEIRA DE MANAUS.

Obs. Depois dessa postagem, os assessores do Deputado Luiz Castro me ligaram e, confirmaram uma homenagem a Dona Adalgiza, conforme matéria do jornal A Critica "Ela será condecorada com a Medalha do Mérito Parlamentar, uma iniciativa do deputado Luiz Castro, para homenagear a mais antiga tacacazeira da cidade. Mas dona Adalgiza gostou da ideia por entender que o importante reconhecimento não é só à mais antiga, mas a que serve o melhor tacacá da cidade, como afirma, sorridente, a vendedora que muitos clientes chamam de “vó” e não se esquivam ao gesto de beijar a mão dela quando são servidos"



BLOGDOROCHA: DONA ADALGIZA, A TACACAZEIRA DE MANAUS.: Quem passa pela Praça Heliodoro Balbi (antiga Praça da Polícia), centro antigo de Manaus e, para no “Quiosque de Tacacá da Dona Adalg...

segunda-feira, 2 de março de 2015

BLOGDOROCHA: CANTORA SALETE MACHADO

BLOGDOROCHA: CANTORA SALETE MACHADO: Foi batizada Maria da Salete Pereira Machado, nasceu no Rio Grande do Norte, na cidade de Cruzeta, está com 73 anos de idade, com 16 anos mo...

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

BLOGDOROCHA: DROGARIA LEMOS, A MAIS ANTIGA DE MANAUS

BLOGDOROCHA: DROGARIA LEMOS, A MAIS ANTIGA DE MANAUS: Este prédio está localizado na Rua dos Barés, 115, centro antigo de Manaus, foi construído em 1851, portanto, com mais de um século e meio ...

BLOGDOROCHA: COISAS ENGRAÇADAS DE MANAUS – PARTE I

BLOGDOROCHA: COISAS ENGRAÇADAS DE MANAUS – PARTE I: Em todas as cidades existem coisas engraçadas, pessoas folclóricas, lugares com nomes esquisitos, expressões populares, enfim, coisas que sã...

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

OS GOVERNADORES TOP DO ESTADO DO AMAZONAS


Com a posse do novo governador do Estado do Amazonas, o professor José Melo, ele entra na história como o 47º do período Republicano, sai um e, entra outro, mas, somente três são lembrados até hoje: Eduardo Gonçalves Ribeiro (com construções de prédios públicos como o Teatro Amazonas), Álvaro Botelho Maia (o único governador que morreu pobre, apesar de anos no poder) e Gilberto Mestrinho de Medeiros Raposo (o mentor dos políticos que ainda hoje estão no poder no Amazonas).


Eduardo Gonçalves Ribeiro (São Luís (MA), 18 de setembro de 1862 – Manaus, 14 de outubro de 1900).

Foi militar e político, governando o Amazonas de 2 de novembro de 1890 a 5 de maio de 1891 e de 27 de fevereiro de 1892 a 23 de julho de 1896.

Era conhecido pelo apelido de “Pensador”, em decorrência de ter participado ativamente dos movimentos republicanos e ter editado o jornal "O Pensador", no Maranhão.

O homem era um megalomaníaco, mandou fazer o Teatro Amazonas, o Reservatório do Mocó, a Ponte Benjamim Constant (Terceira Ponte da Avenida 7 de Setembro), o Palácio de Justiça e inúmeras outras obras, transformando Manaus na conhecida “Paris dos Trópicos”; dinheiro não faltava, quanto mais gastava, mais os cofres enchiam, advindos dos impostos da comercialização da borracha.

Alguns historiadores amazonenses relatam que o Governador Eduardo Ribeiro foi assassinado, ao tomar um copo de leite contendo veneno, outros afirmam que o seu charuto continha algumas ervas letais; o local também diverge, a maioria relata que foi na sua chácara (na Av. Constantino Nery, atual Centro Psiquiátrico Eduardo Ribeiro), porém a minoria afirma que o homem caiu morto no Largo de São Sebastião (casa que abrigou a Construtora Rayol, atual Café do Largo).

A boca pequena comentava pela cidade que, o homicídio foi encomendado pela família Nery. O médico que examinou o corpo, afirmou alto e em bom tom: - Este homem foi assassinado! Desapareceu da cidade, alguns dias depois; dizem que foi ameaçado de morte - na realidade, a morte do governador foi em circunstancias ainda não bem esclarecidas.


Álvaro Botelho Maia (nasceu em 9 de fevereiro de 1893, no seringal “Goiabal”, rio Madeira, município de Humaitá – Manaus, 4 de Maio de 1969).

Profissões: jornalista, servidor público, advogado, escritor e professor. Era considera “O Príncipe dos Poetas Amazonenses”.

Mandatos políticos: Interventor do Amazonas – 1930 a 1933, Deputado Federal - 1933 a 1935, Governador do Amazonas – 1935 a 1937, Interventor no Amazonas - 1937 a 1945, Senador -1945 a 1951, Governador do Amazonas - 1951 a 1954, Senador – 1967 a 1969.

Segundo o seu amigo Erasmo Lino Alfaia “O que havia realmente de mais forte em Álvaro Maia era a bondade, o sentimento das coisas, a capacidade de não esquecer as suas raízes, de não perder-se do que fora um dia, do seu passado e das suas afeições mais queridas. Tinha a humildade dos gênios e era um padrão de honestidade, com quem tanto aprendi. Quando rareavam os amigos, sofreu o máximo que um homem público pode sofrer. Não se queixava, compreendia. O ostracismo político o engrandeceu na alma. Recebi inúmeras cartas suas – nenhuma revolta, amargura nenhuma nelas encontrei. Nessa ocasião pude sentir melhor o homem digno na exemplaridade de sua conduta na limpidez de sua amizade. Agradeço a Deus por me conceder o privilégio dessa amizade inexcedível. As glórias justas conquistadas por Álvaro Maia, nunca ele as soube explorar em proveito próprio, pois morreu na estreiteza do ambiente de um pobre ermitão.”

Morreu Álvaro Maia à 01h15min da madrugada de 4 de maio de 1969, num apartamento do Pavilhão Santana, da Santa Casa de Misericórdia de Manaus, acometido de infarto do miocárdio na manhã da véspera. Assistiram ao desenlace o médico assistente, Dr. Osvaldo Said, acompanhado pela enfermeira Ruth Helena, pela Srtª Maria Helena Paiva Monte (prima) e Dr. Erasmo Alfaia (amigo). Imediatamente a notícia se espalhou e começaram a chegar ao hospital os amigos do morto, que foi velado no hall do Palácio Rio Negro desde o alvorecer. O sepultamento de Álvaro Maia se deu ao fim da tarde de 5 de maio, no Cemitério São João Batista, acompanhado por grande massa humana, sentida e emocionada”. (Dados biográficos de Álvaro Maia, de autoria do Dr. Djalma Batista, publicado no livro “Álvaro Maia – Poliantéia – 1984”).

Foi um dos poucos homens públicos que entrou pobre na política e morreu pobre, uma coisa muito difícil de acontecer, pois a grande maioria dos governadores deixam a vida pública ostentando riquezas.

Gilberto Mestrinho de Medeiros Raposo (Manaus, 23 de fevereiro de 1928 – Manaus, 19 de julho de 2009).

Foi industrial, auditor fiscal e político, tendo sido  prefeito de Manaus e a seguir governador do Amazonas por três vezes, além de Senador pelo PMDB.

Na minha infância, morava próximo ao Palácio Rio Negro, sede do governo  e, sempre ia por lá para receber uns brinquedos, no dia o seu aniversário - esses presentes, apesar de singelos, marcaram muito a nossa geração.

O Gilberto é conhecido pelos apelidos de “Professor” e “Boto Tucuxi” – o escritor e poeta Simão Pessoa, conhece muito bem os meandros da política do Estado do Amazonas, tanto que escreveu “O Folclore Político do Amazonas”; para falar um pouco sobre a trajetória do Governador, transcrevo o seguinte:

“Em 1950, aos 22 anos, Gilberto Mestrinho montou em Manaus o curso Eficiência, preparatório para os concursos dos empregos federais. Ele mesmo passou em quatro: datilógrafo do IAPC, escriturário e oficial administrativo do Ministério da Fazenda e fiscal de consumo da Delegacia do Imposto de Renda, por onde se aposentou. Nos anos seguintes, fez-se amigo e credor do deputado federal Plínio Coelho, a quem ajudou a eleger-se governador em 1954. A primeira tentativa de vida pública foi uma candidatura a vereador, em 1955, pelo PTB. Não se elegeu. Naquela época, os prefeitos eram indicados pelo governador. E lá estava ele, em 1956, aos 28 anos, prefeito de Manaus sem ter tido um único voto. Em 1958, na convenção do PTB, o presidente regional do partido, deputado estadual Edson Stanislaw Afonso – um médico bem conceituado na cidade e que tinha sido um dos deputados estaduais mais votados do Amazonas nas últimas três eleições -, recebeu um rasteira de Plínio Coelho. Pelo seu currículo nas eleições passadas, Stanislaw estava certo de que seria o candidato a governador pelo PTB e foi para a convenção de peito aberto. Na surdina, Plínio obrigou os convencionais a votarem em Gilberto, na época seu secretário estadual de Finanças. Quando o médico soube do resultado, ficou tão indignado que começou a passar mal ainda no local da convenção. Stanislaw faleceu no dia seguinte, de infarto agudo no miocárdio.Ungido pelo padrinho político, Mestrinho elegeu-se governador em 1958, derrotando Paulo Nery, oriundo de uma das famílias políticas mais tradicionais do Estado. A eleição foi uma das mais tumultuadas da história do Amazonas. Apenas um pequeno exemplo: candidato a deputado estadual pelo PTB, com reduto em Benjamim Constant, onde Paulo Nery era o candidato favorito, Nelsonez Noronha foi encarregado de trazer as urnas do município para serem apuradas no Tribunal Regional Eleitoral, em Manaus, mas ele chegou à cidade sem a preciosa carga. Segundo o candidato, houve um banzeiro muito forte no rio Solimões e as urnas caíram na água, perdendo-se para sempre. Para dramatizar ainda mais o acidente, Nelsonez disse que observou um cardume de botos-tucuxis pajeando o local onde as urnas naufragaram, mas que nada pôde fazer. Quando, dias depois, as urnas emergiram na sede do TRE dando a maioria absoluta de votos para Gilberto Mestrinho, a oposição não teve dúvidas: os botos-tucuxis do Nelsonez haviam “emprenhado” as urnas. Para Mestrinho ganhar o apelido de boto-tucuxi foi conta de multiplicar. Gilberto ganhou fama nacional alguns meses depois de assumir o governo, quando mandou prender o amigo, padrinho político e ex-governador Plínio Coelho, àquela altura dono do jornal O Trabalhista, de oposição ao governador.
Mestrinho teve os direitos políticos cassados na primeira lista de pós-golpe militar de 1964. Era Deputado Federal por Roraima, eleito em 1962 – no mesmo ano em que Plínio Coelho se elegeu governador do Amazonas pela segunda vez. Ele sofreu arbitrariedade calado, passou alguns meses escondido em São Paulo, fixou residência no Rio de Janeiro e recompôs sua vida como empresário bem-sucedido. Tinha banco e fábrica em Belém, fábricas de revestimento texturizado no Rio de Janeiro. A ditadura nunca o incomodou e nunca se ouviu dele, nos anos de chumbo, nenhuma declaração sua contra ou a favor dos militares. Dezoito anos se passaram até que mestrinho voltasse a colocar os pés em Manaus, ele voltou em 1982, a bordo do PMDB que resultara da fusão com o PP, e elegeu-se governador, mais uma vez com acusações não comprovadas de fraude eleitoral. Depois que tomou posse, nomeou o empresário Amazonino Mendes prefeito de Manaus. Em 1986, desafiando a ala autêntica do PMDB, indicou o ex-prefeito Amazonino Mendes com candidato a governador pelo partido, provocando a debandada dos deputados federais Arthur Neto e Mário Frota, os deputados estaduais Felix Valois e Beth Azize, e os vereadores Chico Marques e Ivanildo Cavalcante. Em fevereiro daquele mesmo ano, Gilberto Mestrinho sofreu um dos maiores golpes de sua vida, a perda de um filho de 18 anos, José Carlos Mestrinho. Entre os dois casamentos oficiais - com a Maria Antonieta, viveu 45 anos e teve cinco filhos – com a portuguesa Maria Emília, teve dois filhos – com uma roraimense teve três filhas – são dez rebentos, no total, com vários netos e bisnetos”.

Segundo o portal www.acritica.uol.com.br   “De forma ininterrupta, o Amazonas é governado há 32 anos por políticos criados e doutrinados na cartilha do lendário “boto navegador”. Oito mandatos perpetuaram o “modus operandi” administrativo, políticos e eleitoral de Mestrinho. Entres eles estão o Amazonino Mendes, Vivaldo Frota, Eduardo Braga, Omar Aziz e o atual José Melo."


Ainda vai passar muita água por debaixo da ponte e, quem sabe um dia apareça outro governador para se ajudar a esse trio, fazendo parte dos tops e, ficar na história do Amazonas. É isso ai.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

SECOS & MOLHADOS

DANDO UM ROLÉ POR MANAUS - Hoje, feriado de terça-feira de carnaval - resolvei dar um rolé pela minha Manaus de Mil Contrastes – passei pelo início da Avenida Eduardo Ribeiro, onde a única boa coisa feita até agora pelo alcaide baré foi fazer um imenso buraco onde pode-se ver o antigo calcamento em pedras de paralelepípedos, depois, entrei no Porto de Manaus, conhecido mundialmente como Roadway. Um segurança perguntou se eu iria pegar algum barco, falei que não, pois a minha intensão era tirar algumas fotos, ele me barrou no baile, falou e disse que o Porto estava em obras e que somente é permitido entrar as pessoas que vão viajar – fui até um quiché e comprei uma passagem para o Cacau-Pirera, entrei e falei para o segurança: - Agora , posso entrar? Ele sorriu e deve ter pensado “Essa cara é foda!” Pois bem, entrei tirei fotos, voltei e, rasquei o bilhete, pois não estava mesmo afim de atravessar o Rio Negro. O segurança ficou espantado e, falou – Já?. Respondi: - Eu sei que o senhor não tem nada a ver, mas, essas obras custaram aos contribuintes setenta e um milhões de reais e até agora não foram entregues a quem de direito: aos manauaras e turistas! Não tem jeito! Acho que vou para a Banda do Cinco Estres e, esquecer toda essa roubalheira! Eu, hein!

EM PRIMEIRO LUGAR - Caramba, bastou a socialite (casada) "pular a cerca" com o cara também casado e, mandar detonar uma rival que também era casada que, a nossa cidade ganhou a fama onde os homens e as mulheres são os mais infiéis do Brasil! Tudo acontece aqui nas nossas plagas: a segunda colocada na Miss Amazonas é mais famosa do que a primeira colocada - Manaus foi sede da Copa do Mundo e, possivelmente, das Olimpíadas, deixando muita gente de outras cidades brasileiras com uma ciumeira danada: Por que Manaus? - Construção de uma Ponte de Um Bilhão (feita pelo Dudu), não vale a metade - Bilhões de reais são gastos em carnaval, CarnaBoi e outras festas, enquanto o transporte público e o ensino fundamental é pior do Brasil!

CICLOVIA DO BOULEVARD - Em decorrência de uma labuta, passei seis meses passando todo dia em toda a extensão do Boulevard Álvaro Maia e, pude acompanhar todo o trabalho de construção da tão falada ciclovia. Pois bem, pude verificar “in loco” todo o trabalho de retirada de todo o calçamento do lado direito do canteiro central, inclusive com o avanço de alguns centímetros da pista; colocação de sarjetas e cimento armado; recuperação de toda a iluminação com colocação de novas lâmpadas, bancos, grades de proteção, limpeza, colocação de novas plantas, pinturas e outros serviços. O lado esquerdo ficou reservado aos pedestres. Na realidade, todo aquele logradouro estava abandonado faz muito tempo e, agora, ficou bem bonito. Não sei se foi superfaturado, se não serve ou é inadequado para uma ciclovia, porém, o trabalho foi feito, foram muitos meses de trabalho, não foi apenas um serviço de pintura no chão, como falam por ai. Outra coisa, não pertenço a nenhum partido político, não sou “vaca de presépio” de nenhum político e não tenho procuração para defender quem quer que seja! Estou apenas escrevendo o que presenciei! Achei muito fraca a atuação dos edis da situação, poucos defenderam oArthur Neto!

LINE BUS 016 – Eu tinha que resolver um probleminha lá no bairro da Redenção e, estava sem o meu “Batmovel” - fui informado que, saindo da “New City III” até aquela cercania, eu deveria pegar a linha 016, mais conhecida por “Grande Circular” (lembrei do meu amigo vendedor de discos o Leandro Grande Circular). Fui até o Terminal 3 e, peguei a fera. Quando eu pensei que o danado estava indo para a Zona Centro-Oeste, o motora começou a circular por toda a Zona Norte, boiando no Terminal 4, depois, entrou na Zona Leste, parando no Terminal 5. Entra e sai gente, foi quando uma jovem mãe com uma criança de colo parou bem ao meu lado, gentilmente cedi o lugar e, comecei a ler o meu jornal em pé. Lá pelo bairro do Aleixo, na Zona Centro-Sul, entra um evangélico e, solta o verbo, passou mais de uma hora falando nos meus ouvidos que todos os passageiros iam direto para o inferno! Até chegarmos a Avenida Kako Kaminha pegamos um engarrafamento daqueles! Nessa altura do campeonato, já tinha lido até os classificados de A a Z. No bairro da Compensa, o ônibus circulou de “cabo a rabo” por todo ele! Finalmente, chegamos na Estrada da Ponta Negra, depois, o motora circulou por vários bairros até chegar no Conjunto do Campos Elísios e, em seguida, no Bairro da Redenção. Para os senhores terem uma ideia, sai depois das oito horas e, quando cheguei ao meu destino, muita gente já estava almoçando nos restaurantes do bairro. Caramba! Resolvi a minha bronca e, perguntei a um senhor qual o ônibus que deveria pegar para voltar a Cidade Nova e, ele respondeu: - Tem um que roda um pouco, o numero da linha dele é 016! Agradeci e pensei “Caráio, circular mais três horas no 016, nem pensar, prefiro voltar à pé!”.

É FLUMINENSE – A Escolinha do Professor Jersey Nazareno Trindade – Amazonense refere-se ao Estado do Amazonas, a pessoa natural ou que habita naquele lugar e, Amazônida, aquele que é natural ou habita a Amazônia. Agora, Fluminense, refere-se ao Estado do Rio de Janeiro ou aquele que é natural ou habita aquele Estado e, Carioca (tupi "casa de branco"), a capital do Rio de Janeiro e ao natural ou que habita aquela cidade. Por outro lado, os torcedores do time Fluminense, dizem por ai que não existe essa de Flamenguista, Botafoguense ou Vascaíno, pois todos aqueles que nascem no Rio de Janeiro são registrados como “Fluminense” (latim flumine = rio e ense = natural, ou seja, natural do Rio) – está lá no Registro de Nascimento! Sai prá lá Professor Nazareno! Eu, hein! Escolinha do Professor Jersey Nazareno Trindade – Amazonense refere-se ao Estado do Amazonas, a pessoa natural ou que habita naquele lugar e, Amazônida, aquele que é natural ou habita a Amazônia. Agora, Fluminense, refere-se ao Estado do Rio de Janeiro ou aquele que é natural ou habita aquele Estado e, Carioca (tupi "casa de branco"), a capital do Rio de Janeiro e ao natural ou que habita aquela cidade. Por outro lado, os torcedores do time Fluminense, dizem por ai que não existe essa de Flamenguista, Botafoguense ou Vascaíno, pois todos aqueles que nascem no Rio de Janeiro são registrados como “Fluminense” (latim flumine = rio e ense = natural, ou seja, natural do Rio) – está lá no Registro de Nascimento! Sai prá lá Professor Nazareno! Eu, hein!
1

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

O MEU NOME É ROCHA



      
O meu nome é José Martins, porém, sou conhecido por muita gente pelo apelido de Rocha, o motivo é simples, mas, a história é longa – tudo começou lá na longínqua cidade de Uruburetama, no Ceará, onde nasceu o meu saudoso pai, o luthier Rocha.

Na década de trinta, o meu avô José Martins, veio de mala e cuia trabalhar na Amazônia, para coletar látex no Alto Juruá, deixando para trás a minha avó gestante, com a promessa de um dia voltar rico.

Pois bem, a criança nasceu numa Sexta-feira da Paixão, sendo logo apelidado de Zé da Paixão – aos cinco anos de idade, o moleque era barrigudinho, moreninho e com o cabelo pixaim, a “cara cuspida” do padre Rocha, o pároco da igreja de Uruburetama (a Terra dos dos Urubus) - foi um pulo para trocarem o seu apelido para Rocha ou Rochinha.

Aos doze anos de idade, veio a Manaus a procura do seu genitor, porém, houve um desencontro, pois o meu avô estava voltando para buscar a família no Ceará – com o seu regresso, foram para o Alto Juruá, onde o meu avô veio a falecer.

O meu pai não tinha lenço e nem documentos, quando houve uma fiscalização na empresa em que ele trabalhava (uma fábrica de castanhas), onde foi obrigado a tirar a certidão de nascimento e a Carteira de Trabalho – com  a ajuda de um advogado amigo da família, colocou no seu nome o apelido Rocha, sendo registrado como José Rocha Martins.

Com o seu casamento com a minha mãe Nely, tiveram quatro filhos: José Rocha Filho (o único que levou Rocha no nome), Graciete Martins, José Henrique e José Martins (o escriba aqui).

Nasci no Hospital da Santa Casa de Misericórdia, exatamente no dia do aniversário do então Presidente da República Juscelino Kubitschek, em decorrência disso, fui inicialmente chamado de Juscelino, mas, recebi na pia batismal o nome de José, para não fugir a tradição de uma família cearense.

Até os meus dezessete anos de idade, era chamado de José, Zé ou Zezinho – quando consegui o meu primeiro emprego, na Central de Ferragens, o meu chefe Hélio era amigo do meu pai e morava na mesma rua da nossa família, no Igarapé de Manaus – ele me batizou de Rocha.

Outra empresa em que trabalhei foi a Importadora Souza Arnaud, fui indicado pelo Lázaro Castro para assumir o seu lugar de chefe de importação – ele também conhecia o meu pai e, passou a chamar-me de Rocha – por lá conheci a Nazaré, com a qual casei e tive três filhos – moramos na Cachoeirinha, Santo Antônio, Glória e no Conjunto dos Jornalistas, em todos esses lugares era chamado de Rocha.

Trabalhei na empresa Mirai Panasonic, por lá não conhecia ninguém, por isso fiquei conhecido apenas de Martins.

Estou pensando fazer o mesmo que o meu pai fez no passado, incluir no meu nome oficial o apelido de Rocha, conforme a Lei 9.708/98, que modificou a Lei de Registros Públicos, em que prevê essa possibilidade - é possível substituir o primeiro nome pelo apelido, acrescentar o apelido antes do primeiro nome ou inseri-lo entre o nome e o sobrenome – serei José Rocha Martins, igualzinho ao meu pai. É isso ai