sexta-feira, 26 de junho de 2015

BANHEIRO DE MOTOR


Os barcos regionais, conhecidos pelos caboclos amazonenses, como “Motor de Linha”, levam horas, dias, semanas e até mais de um mês, para chegarem ao destino, levando cargas e passageiros para o interior do nosso imenso Amazonas – além do sufoco na acomodação da terceira classe, onde todos viajam em redes de dormir, existe um fedor horrível nos banheiros da embarcação.

A última vez em viajei de barco foi exatamente para os festejos dos bois na cidade de Parintins, no baixo Rio Amazonas.

Pois bem, fui aconselhado a atar a minha rede bem longe dos banheiros, pois os barcos ficam apinhados de gente, com a viagem durando cerca de quinze horas e, não é nada bom ficar próximo àquela fedentina toda.

Na primeira noite do festival, estava empolgado com a apresentação do meu Boi Caprichoso, quando senti uma tremendo dor na barriga.

Corri até o banheiro do “Bumbódromo”, onde passei um tempão no trono – assim que a situação melhorava, corria para ver o Touro Negro e, quando sentia dor, corria de volta para o banheiro, foi um sufoco total.

Passei a noite toda correndo da rede para o banheiro do motor – pela manhã, dei um pulo no pronto socorro da cidade, onde foi diagnosticado que eu estava com infecção intestinal, fui medicado e aconselhado a ficar “ilhado” no barco.

Contrariando os conselhos dados onde ficar no barco, fui obrigado a atar a minha rede na entrada d o banheiro do motor, pois ficaria mais cômodo e rápido sentar no trono.


Pensem num sufoco total em que passei, pois não podia assistir mais ao festival, por questões obvias, além ficar deitado bem de frente para o crime, estragando o ambiente e sentindo também todo aquele fedor por mais três dias, pois o barco somente iria zarpar na noite seguinte ao termino do festival.

Antes de o barco levantar as ancoras, resolvi cair fora, peguei um táxi rumo ao aeroporto de Parintins, onde peguei um avião e sentei bem próximo ao banheiro da aeronave, pois estava “até o tucupi” de nojo do banheiro do motor! Eu, hein!

quarta-feira, 24 de junho de 2015

FESTA DE SÃO JOÃO




Hoje, 24 de junho, o ponto máximo dos festejos juninos que agitam o nosso Brasil afora, onde algumas regiões ainda mantém forte essa tradição - a nossa cidade, a Manaus sorriso, está deixando um pouco de lado essa manifestação popular - muito diferente da minha geração, onde era forte o festival folclórico, as brincadeiras no terreiro, com danças de quadrilhas, boi bumbá, fogueiras, fogos, aluá, tapioca, mingau de milho e muito quentão, a noite inteira.

Pois bem, hoje, é exatamente o dia em que se comemora o aniversário de São João Batista, um cara considerado festeiro - os camponeses faziam sacrifícios acendendo fogueiras, para afastar os demônios, pestes e estiagens – chegando ao Brasil através dos portugueses e, incorporados aos costumes dos indígenas e, depois, pelos afro-brasileiros.

Segundo a Bíblia, o São João era primo de segundo grau de Jesus - ele ainda estava na barriga da mãe, Isabel, quando esta prometeu à prima, Maria, avisá-la assim que ele nascesse - na noite em que deu à luz São João, ergueu um mastro em frente a sua casa, iluminando-o com uma grande fogueira.

A minha cidade Manaus, onde tive o privilégio de usufruir, de uma forma efetiva, os festivos de São João. Lembro-me muito bem da minha infância e juventude, onde brincava de boi de pano, o “Boi do Valdir Viana”, no Igarapé de Manaus e, na Rua Tapajós, com as Quadrilhas na Roça, o Boizinho de Pano e o Pau de Sebo, comandados pelos mais velhos – Faracho, Manduca, Tatá, Pinagé, Valder, Padrinho Acrísio, Roberto Garantizado, Lacy, Anúbio Caçapa, Madeira e Boanerges.

Tudo isso está acabando, com os festejos ficando restritos somente a alguns bairros mais afastados – para os senhores terem uma ideia, rodei de carro pelo centro, zona centro-sul, zona leste e norte e, não vi nenhuma fogueira acessa!
Tudo passa, mas, essa letra sempre ficará na minha mente:

Tem tanta fogueira
Tem tanto balão
Tem tanta brincadeira
Todo mundo no terreiro faz adivinhação
Meu são João, eu Não.
Meu são João, eu Não.
Eu não tenho alegria
Só porque não vem
Só porque não vem
Quem tanto eu queria
É isso ai

sexta-feira, 19 de junho de 2015

EPITÁFIO (INSCRIÇÃO TUMULAR)


Aos dezenove do mês de junho do ano de dois mil e quinze, uma tremenda sexta-feira, resolvi “molhar o bico” e ouvir uma rock nacional das antigas – a primeira música a tocar na minha TV Smart foi a música “Epitáfio”, da banda “Titãs” – foi o bastante para entrar no túnel do tempo, pois essa canção fez história e me faz lembrar tempos idos.

Eu trabalhava numa empresa que tinha como slogan “O futuro presente em sua casa agora” – ela disponibilizava para os pobres mortais manauaras e turistas, os lançamentos de equipamentos de áudio e vídeo que acabavam de serem lançados nos Estados Unidos.

Certa vez, fiquei encantando com um minúsculo aparelho de som, pois ele substituía o “walkman” (de fita cassete), por um moderno digital, tipo “pendrive”, onde o caboco poderia gravar musicas diretamente do computador e ouvi-las através de um fone de ouvido, com qualidade “espacial”.

Como era louco por lançamentos tecnológicos na área de som/vídeo/imagem e, por trabalhar no processo de importação, fui um dos primeiros a adquirir um deles na empresa em que trabalhava.

Pois bem, num sábado à tardinha, rumei até a Praia da Lua, onde tomei umas e outras e, comecei a ouvir o “Epitáfio”, olhando o Rio Negro, a natureza e o por do sol, foi o bastante para chorar, pois o meu pai estava morrendo.

Aquela cena, a situação e essa música marcaram para sempre a minha vida.

Fiquei a pensar:

Dizem que todos os seres humanos possuem uma missão aqui na Terra, porém, por mais que os esforços sejam dispêndios para tal mister, sempre iremos lamentar por não termos amado mais, não termos chorado mais, não termos visto o sol nascer, não termos arriscado mais e não termos feito o que queria fazer.

Assim como, não termos aceitado como as pessoas são – complicando menos, trabalhado menos, ter visto o sol se por e ter se importado menos.


Penso que é melhor fazer mais e mais, agora, do que se arrepender no final da vida por não ter tentado – o que fica escrito no epitáfio não vale nada! É isso ai.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

VOVÔ MUNDÃO


O Zé Mundão tornou-se vovô, quando a filha do meio fez “carreira solo”, emprenhada do boto (mãe sem marido).
Todavia, ser pai da mãe, ou seja, pai duas vezes foi coisa maravilhosa que sucedeu a ele. Ele não leva nenhum cacoete dos avôs de antigamente, pois pertence àquele grupo de homens de meia idade que pinta os cabelos, faz manicure e pedicuro, toma a famosa “azulzinha” para ajudar na “hora agá”. Faz academia e caminhada, utiliza as parafernálias eletrônicas de ponta e usa as mídias sociais e se veste igualzinho aos filhos mais novos.
Muitos casam ou se amancebam novamente, geralmente, procuram mulheres mais novas e, pasme, ainda fazem filhos.
O vovô foi passear na praça com a família e encontra um velho amigo. Com este inicia o bate-papo:
– E ai Bepi, essa é a tua filha?
 – Não, ela é a minha mulher!
– Desculpe, então, esse curumim ai é teu filho?
– Não, ele é o meu netinho mais novo!
– E essa guriazinha, é também tua netinha?
– Não, ela é minha filha mais nova!
– E você, Mundão?
– Tudo na normalidade, essa aqui é a minha filha e a netinha, estou solteiro novamente, tó na área do gol, se aparecer uma gatinha de bobeira, é pênalti!
– Beleza, Zé Mundão! Qual é sua sensação em ser avô?
– Estou adorando, gosto de pegar pelas mãos da minha netinha, passear nas praças e shoppings, brincar na praia, jogar bola e pedalar bicicleta – voltei a ser menino também!
O tempo passa, o tempo voa, as pessoas passam e envelhecem. Zé também entrou nessa fase, porém, continua na ativa, trabalhando por conta própria, pois estava fora do mercado de trabalho em decorrência da idade. No entanto, não pensava nem um pouco em se aposentar.
Apesar das peripécias que realizou na vida maluca que levou, desde a tenra idade, sempre foi uma pessoa que deu muito duro para colaborar no sustento da família, incluindo os netos. Apesar de gostar imensamente do trabalho, ele sabe que daqui mais uns anos as forças cessarão, e terá que parar de qualquer maneira com a labuta.

Para tanto, começou a fazer visitas ao Asilo Dr. Thomas, para conhecer a futura moradia, pois, apesar de possuir família, tem o desejo de um dia morar junto com outros velhinhos, assim como fez um dia seu pai.

Obs. Trecho de um livro que escrevi, mas, não publicado.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

HISTÓRIA DO BAR CALDEIRA (resumida).


O estabelecimento foi fundado em 1963, por um casal de origem lusitana, com o nome de “Bar Nossa Senhora dos Milagres”, em homenagem a uma santa de madeira que foi encontrada boiando no mar, no século XVI, na Ilha do Corvo, em Açores (Portugal). O boteco ficou famoso, tornando-se um reduto de políticos, empresários, funcionários públicos, poetas, músicos, escritores e trabalhadores do centro de Manaus. Em 14 de Janeiro de 1970 houve uma explosão da caldeira do Hospital da Santa Casa de Misericórdia e, por um milagre, nenhum frequentador foi atingindo pelos destroços. A partir dessa data, o bar passou a ser conhecido em toda Manaus, como Bar Caldeira. Com a aposentadoria dos antigos administradores, a nova administração institui o aniversário do Bar Caldeira, em 14 de Janeiro; contratou músicos e cantores amazonenses para se apresentarem de terça a sábado, ficando o domingo com “a prata da casa” - elaborou também uma vasta programação de eventos durante todo o ano; buscou preservar a “alma” do bar, tornando-o mais atraente e humano; fez a “Calçada da Fama”, com placas homenageando os ilustres cantores que ali passaram: Silvio Caldas, Jairzinho, Vinicius de Moraes, Jamelão e Kátia Maria (a primeira mulher a frequentar o Bar) - alugou também um casarão antigo que fica ao lado Bar Caldeira, dotado de banheiros masculinos e femininos, cozinha certificada onde são preparados tira-gostos e comidas “self service” e espaço climatizado para eventos musicais, culturais e encontros da “velha guarda”. O Bar Caldeira por ter recebido a ilustre visita do cantor, compositor e poeta Vinicius de Moraes, onde deixou um bilhete e várias fotografias para a posterioridade, passou a ser conhecido pelos mais jovens e pelos cariocas que visitam ou moram na cidade de Manaus, como “O Bar do Vinicius de Moraes em Manaus”.
J. Martins Rocha

sexta-feira, 5 de junho de 2015

DIA DO MEIO AMBIENTE


Após a Conferencia de Estocolmo, ocorrida em 1972, ficou estabelecido que no dia 05 de junho de cada ano, como a data para reflexão sobre os problemas ambientais e da importância da preservação dos recursos naturais, considerado tempos atrás como inesgotáveis – para não deixar passar em branco o dia de hoje, farei algumas considerações.

Na minha infância, adolescência e parte da adulta, em Manaus, não ouvia falar em poluição, desmatamentos, efeito estufa, engarrafamentos de carros, esgotos a céu aberto, lixões, camada de ozônio e outras mazelas comuns nos dias atuais.

Lembro-me das águas límpidas e cristalinas dos balneários de Manaus, conhecidos como Ponte da Bolívia, Tarumã e Tarumazinho, Cachoeira Alta, Parque Dez de Novembro e dos banhos no Igarapé de Manaus e Mestre Chico – todos eles ficaram somente na lembrança, pois viraram esgotos ou foram aterrados pelo progresso – ainda bem que a Praia da Ponta Negra foi revitalizada, onde ainda tomo um banho aos domingos em companhia da minha filha e neta.

A cidade do meu passado era calma, tranquila, limpa, com pouca violência urbana – gostava de passear a pé ou de bicicleta na maior tranquilidade, vez ou outra pegava um ônibus, apesar serem de madeira, eram limpos e todos podiam ficar sentados, sem nenhum medo de arrastão, aliás, esse termo eu conhecia naquele tempo como redes de pesca predatória, totalmente diversa dos dias atuais.

Na minha juventude, passei uma temporada no Rio de Janeiro, naquela época, os olhos dos brasileiros e do resto do mundo ainda não estavam voltados para a Amazônia, pois achavam que era apenas um lugar distante, onde possuía muita mata, bichos ferozes, caboclos e índios – fui até discriminado por ter nascido aqui.

Com a realizada da Conferencia do Rio de Janeiro, conhecida como Eco-92, tudo mudou, pois vários países de reuniram para decidir que medidas tomar para conseguir diminuir a degradação ambiental e garantir a existência de outras gerações – a partir de então, começaram a se preocupar com a Amazônia e a respeitar um pouco os amazônidas.


Passados todos esses anos, pouco ou nada foi feito para evitar o que está acontecendo com o nosso meio ambiente – dizem alguns especialistas que, mesmo freando a emissão de gás carbônico, com a diminuição por parte das indústrias e a utilização de combustíveis ecológicos pelos automóveis, despoluição dos rios e igarapés, diminuição do desmatamento da Amazônia, coleta seletiva de lixos e outras medidas corretivas, não dá mais para evitar o desastre que começou a acontecer, com grandes enchentes/secas e temperaturas elevadas. É isso ai.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

SECOS & MOLHADOS


FERIADÃO DE JUNHO

Quinta (feriado católico "Corpus Christis");
Sexta (ponto facultativo);
Sábado (dia de descanso para judeus e cristãos sabatistas) e, 
Domingo (Dia de Sol).

Foto: Praia da Lua - Prefeitura de Manaus



ELES ADORAM

Servidor Público adora um ponto facultativo;
Prefeito adora uma dispensa de licitação, em caso de “emergência ou calamidade pública”;
Politico adora recesso parlamentar, financiamento de campanha y “otras cosita más”;
Prefeito, Governador e Presidente, adora uma reeleição (acho que vai acabar essa mamata);
Eleitor "burro" adora ser enganado pelo politico que elegeu;
Os membros de uma CPI adoram uma pizza;
Professores e servidores da UFAM adoram uma greve;
O presidente Dissica adora a FAF (está no poder mais de vinte anos);
Pastor e Padre adoram uma passar a sacolinha;
Completem a lista (para aqueles que adoram "meter o pau"!). Hehehehe

Heloisa Maria Braga Cardoso da Silva Meu queridissimo Jose Rocha, senti muito que você tenha misturado alhos e bugalhos. Professores da UFAM não adoram uma greve. Ponho essa sua escorregadela na desinformação na conta de seu espirito de brincalhão.
Jose Rocha Professora Heloisa Maria Braga Cardoso da Silva O texto é critico e, também, brincalhão – características da minha personalidade. Quando escrevi, a primeira pessoa em que pensei foi você, pois sabia que não iria gostar nem pouco, pois mexia com a UFAM. A nobre professora adora o seu oficio e, trabalha muito, formando milhares de pessoas para o nosso Estado. Bem sei que, todo trabalhador tem assegurado pela CF/88 e por lei especifica, o direito a greve, um exercício legitimo para a defesa dos seus interesses. No entanto, em 2011, foram 110 dias de paralisação e, em 2012, mais quatro meses! Não esquenta, pois sou formado pela UFAM, adoro a minha Universidade, tenho um enorme carinho pelos professores, servidores e alunos e, apesar de existirem dezenas de faculdades em Manaus, a nossa UFAM é a melhor de todas, apesar das greves! Abraços

OH, QUE PENA!

A pena de cinco anos imputada ao ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró, não foi muito “cervera”! Nós, os contribuintes, fomos escalados para “pagar o pato” pelo rombo, embutidos nos últimos aumentos dos combustíveis, em decorrência dos desvios feitos por ele e por outros pilantras.

Ulisses Filho Marques E o que ele roubou será devolvido?
Tomara que sim, bem como a quadrilha, deve ser devolvido tudo que foi roubado.
Jose Rocha Amigo Ulisses Filho Marques esse Ceveró sempre ficou calado, não entregou ninguém, pois sabe muito bem que "merda quando mais se mexe, mais fede"! Pois é, o camarada vai cumprir, talvez um ano de cadeia e, vai ficar doente, passando o resto da pena em casa! É para isso que existem advogados! A grana deve estar dentro de vários colchões e em nome de laranjas, caso tomem o seu apartamento, avaliado em oito milhões, ainda faltam mais de quarenta milhões de DÓLARES! Abraços.

FÁCIL, NÃO?

A Petrobras teve um lucro líquido de 5,3 bilhões de reais no primeiro trimestre de 2015, em decorrência da queda do preço do barril no mercado internacional, aumento da produção interna, não inclusão dos desvios e, principalmente, pelo aumento do preço da gasolina e do diesel. O Banco do Brasil teve também um lucro líquido de 6,8 bilhões no mesmo período, em decorrência da elevação das taxas de juros e por cobrança de taxas de todo ordem, pagas sem ser conferidas pelos correntistas. Lucro em cima da gente. Fácil, não?

BARCO DO CAPETA

 Conheço um sujeito que tem o apelido de “Capeta”, em decorrência de ter fundado, em sua juventude, uma banda de rock denominada de “Os Capetas”. Tempos depois, tornou-se empresário do ramo da Tecnologia da Informação (TI) – com a grana sobrando, resolveu comprar um barco regional (de madeira) para desfrutara das belezas dos nossos rios. Nos meses de férias, alugava o referido barco para os turistas. Ele prestava assessoria técnica para uma empresa em que eu trabalhava. Certa vez, um colega de trabalho, o Janio Lobo, um evangélico dos bons, resolveu alugar o “Barco do Capeta”, para levar um grupo de pastores que vieram de várias partes do Brasil e dos Estados Unidos. Saíram do Porto de Manaus e foram até o majestoso “Encontro das Águas” do Solimões e Rio Negro. Antes de chegarem, caiu um temporal daqueles, todos ficaram assustados, pois o barco começou a balançar e estalar, quando um pastor norte-americano começou a tremer de medo e gritou: - Esse barco é seguro? Quem é o dono dele? O Janio respondeu: - Pastor, ele pertence ao Capeta! O gringo arregalou os seus olhos azuis, respirou fundo e, gritou: - Jesus Cristo! Depois da tormenta, os evangélicos voltaram sãos e salvos para a cidade, a bordo do Barco do Capeta!

PETISTA ROXO

Tenho um amigo que é petista "roxo", ele é servidor da SUFRAMA e, estava na expectativa da aprovação da MP que equiparava os salários daquela autarquia aos do Ministério da Indústria e Comércio. Com o veto parcial da presidente Dilma, excluindo essa possibilidade, acho que ele está agora "vermelho", mas de raiva! No entanto, estou na torcida pela derrubada do veto no Congresso Nacional ou na edição de uma nova MP corrigindo essa distorção salarial. Dizem os especialistas que, o impacto do reajuste seria de R$ 32 milhões por ano e, caso os eles entrem em greve, as percas serão de R$ 150 milhões por dia!


DIA DAS MÃES

Toda dia é “Dia das Mães” – pena que a Dona Nely não está mais entre nós. Bem cedinho, fiz as minhas orações e, passei todo o dia pensando nela, além das minhas avós (Maria e Lidia) e da minha ex-sogra, a Dona Maria, todas estão também no andar de cima. A mãezinha veio do interior ainda muito jovem – conheceu um nordestino com quem teve uma filha, a Kelva. Depois, casou com o meu pai Rocha, tiveram quatro filhos, Rocha Filho, Graciete, Henrique e eu - tivemos uma boa infância, recebemos todo o carinho e educação por parte da nossa mãe. Os meus filhos ainda hoje se lembram dela, pois ela fazia questão de fazer uma comidinha gostosa para eles todos os finais de semana. Infelizmente, essa doença Diabetes o acometeu severamente - ele sofreu muito, pois teve que amputar uma parte da perna e também ficou cega. Não tenho muito que comemorar hoje, porém, oro todos os dias pensando nela, pois todo dia é dias das mães.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

A BICHARADA DENTRO DO CARRO


O SAPO CURUCU - Existe uma ponte de concreto dentro do Conjunto dos Jornalistas, ela passa pelo Igarapé dos Franceses, ligando dois blocos de apartamentos – ainda tenho um por lá, onde moram a minha filha e a neta. Essa ponte já caiu várias vezes – na primeira vez, demorou muito para a Prefeitura fazer outra e, provisoriamente, foi feita uma de madeira. Certa vez, quando estava atravessando, um pedaço de tábua se desprendeu e fez um rombo no assoalho do meu fusquinha 75. Num certo domingo, estava me dirigindo à casa da minha sogra, no bairro da Glória, quando um sapo-cururu escalou a perna da minha então esposa, que carregava no colo a minha filha mais nova. Foi um “Deus nos Acuda”, pense num sufoco total, pois mesmo ainda em movimento, a mulher abriu a porta do carro e se jogou na rua, juntamente com a minha filha! E pior de tudo: o sapo cururu não queria sair de lá, nem com nojo! Esse medo de sapo por parte da patroa foi passado para a minha filha e, por tabela, para a minha neta – ela tem cinco anos e gosta de remexer a minha mochila, mas quando falo que lá dentro tem um sapo-cururu, ela para na hora!

A GALINHA VOADORA – Conheci uns corretores de seguro que mantinham uma apólice com uma empresa em que trabalhei tempos atrás. Certa vez, eles pegaram a Estrada AM-070 (Manaus-Manacapuru), para fazer uma vistoria num sinistro. Pois bem, no meio da estrada, eles foram surpreendidos com o baque no para-brisa de uma galinha, ela tinha pulado de um barranco bem alto. O estrago foi grande, pois além de quebrar o vidro, bateu na porta traseira, conseguindo abri-la, indo parar quilômetros atrás! O perito que vinha no banco de trás do carro não morreu por puro milagre, pois o galináceo passou rente a sua cabeça. Um objeto de dois quilos e meio quando bate num automóvel que se desloca com oitenta km por hora, pesa mais de uma tonelada! Credo!

ACARI-BODÓ – Tenho um amigo, ele é aposentado da Defensoria Pública – certa dia, resolveu passar lá na Feira da Panair, para comprar alguns bodós, farinha de aurini, limões, cheiro verde, tomates e pimenta de cheiro, pois estava a fim de matar a saudade de uma “Caldeirada de Bodó”. Na volta, resolveu parar lá no antigo Bar Caldeira, para bebericar e jogar conversa fora com os intelectuais. Papo vem, papo vai e, acabou esquecendo os bodós que estavam na mala do carro. Para quem não sabe, os cascudos devem ser consumidos imediatamente após a morte, devido ao rápido processo de deterioração e ao odor insuportável que provoca. Depois de dois dias, ele resolveu sair com o carro, quando sentiu o estrago feito – para ter uma ideia, até os pneus fediam – lavou, escovou, passou aromatizante e, nada! Passou um mês sentindo fedor de acari-bodo podre!   


OS CARNEIRINHOS         – Tenho um amigo, ele é Despachante Aduaneiro e, gosta de frequentar os botecos de Manaus. Certa vez, foi tomar uns goles num bairro distante (ainda não existia a lei seca), ele tinha mania de comprar tudo o que lhe ofereciam em mesa bar. Apareceu um sujeito vendendo dois carneirinhos e, resolveu comprá-los para presentear a sua esposa (que presentão!). Depois de ficar de “saco cheio” de tanto os carneiros fazerem “mé”, colocou os animais dentro do carro e rumou para a sua mansão. Colocou o som no volume máximo, mas o “mé” dos carneirinhos ganhava. Soltou os bichos no jardim e foi dormir, digo, tentou dormir, pois bichos passaram o resto da noite fazendo “mé”, deixando acordado também a sua mulher, os filhos e até a empregada! A mulher deu-lhe o ultimato: - Ficou doido, homem! Pode levar de volta esses carneirinhos, agora mesmo, ou vou passar uns dias na casa da mamãe! Ele passou toda a manhã à procura do vendedor, ao qual devolveu os carneirinhos e não quis nem saber do dinheiro de volta!

É isso ai.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

AS FURADAS DO ZÉ MUNDÃO


As coisas mudaram para o Zé, ao sair da adolescência, quando surgiram os bailes em clubes, as piscinas artificiais e os shows de artistas locais e de outras plagas. Imaginem um caboclo surubim, ou seja, liso, mas cheio de pinta! Era o próprio Zé Mundão! Trabalhava muito, ganhava uma merreca no emprego e um monte de contas para pagar. Não tinha escapatória, o negócio era furar (entrar sem pagar) nos clubes para se divertir.

O Zé, apesar de ser torcedor do Fast Clube, gostava de frequentar o Atlético Rio Negro Clube, mesmo não sendo sócio dependente, porém, adorava nadar na piscina. Às vezes, misturava-se entre os só- cios e entrava pelo portão principal. Quando era barrado pelo porteiro, a única solução para entrar era escalar as árvores laterais e, assim, entrar no clube na maior caradura.

Outra vez, ao pular do mais alto do trampolim, Zé deu um impulso, tentou saltar de cabeça, mas caiu de barriga na piscina. Além da dor, sofreu a gozação dos sócios! Ficou com tanta vergonha, que não voltou mais a frequentar aquele lugar!

O clube de coração era o Nacional Fast Clube, conhecido como Rolo Compressor, nele, tinha grande admiração pelos jogadores, principalmente dos irmãos Piola.

 Para assistir aos jogos, dava uma “pernada” até o Parque Amazonense, na Vila Municipal; sem grana para comprar o ingresso, a solução era subir em árvores existentes ao redor do estádio ou partir para “furar” (a estratégia era aguardar o início da execução do Hino Nacional, quando os guardas ficavam em posição de sentido, para pular o muro).

Quando foi inaugurado o Estádio Vivaldo Lima, conhecido carinhosamente como Tartarugão, não tinha brecha para ele entrar sem pagar, o único jeito era comprar o ingresso mais barato, para a geral. Daí, pular para a arquibancada, onde podia assistir com mais comodidade a partida de futebol.

Num jogo de casa cheia, estavam em campo o Rio Negro e o Nacional, os times com mais títulos no Amazonas. Para esse jogo, o Zé pegou corda de seu colega, o Rogério português, nacionalino doente.

 A partida estava empatada em 2x2, placar que beneficiava o Barriga Preta (como era conhecido o Rio Negro), então, eles escalaram a parte detrás do placar (que era manual) e, num descuido da pessoa responsável, alteraram o jogo para 3x2 em favor do Leão da Vila (o Nacional).

Foi um alvoroço geral nas torcidas e no campo de futebol, com aplausos, vaias e xingamentos de todos os lados. Os guardas da PM foram até o local para averiguar o autor daquilo, quando, então, foram informados de que alguém da torcida do Leão tinha feito a alteração.


Os dois, com medo e arrependidos do que fizeram, correram em disparada para o portão de saída. Depois dessa, deram um bom tempo sem irem ao Vivaldão. 

segunda-feira, 18 de maio de 2015

O BATIZADO


Dormi muito na Praça da Igreja de Manacapuru, perdi as contas, certa vez amanheci dentro de um fusquinha, fui acordado por uma cabocla com um filhinho no colo, abri o vidro, ainda estava sonolento e dando aquele bafo de onça, ela me falou que era uma mãe solteira, da vida, porém, queria tornar o seu filho um cristão, pediu para eu ir até a Secretaria da Igreja e falar para o padre que eu era o pai da criança, pois somente assim ela poderia batizar o seu filho, ela chorava, o menino também, apesar da minha negativa, ela insistia.

O meu coração é mole e, sem contar as consequências, aceitei fazer a encenação – cheguei à igreja, despenteado, a roupa toda suja da farra do dia anterior, os olhos de ressaca, dando aquela dose de mil no padre, ele me ouviu pacientemente, mas não entrou no meu papo fajuto.

Com a negativa do padre, a mulher começou a chorar, o menino também, fiquei todo desconcertado, ainda tive que pegar uns quinze minutos de sermão do padre, para completar, para a remissão dos meus pecados, o padre me mandou rezar uns cem “Pais Nosso” e umas duzentas “Aves Maria”.

Apesar de tudo, o padre entendeu a minha intenção, pois eu queria somente ajudar - já pensou no buraco em que eu iria me meter, poderia começar a pagar pensão alimentícia ainda muito novo, fui muito inocente.


Mas, valeu, ele aceitou batizar o curumim no domingo seguinte.

Ela ficou muito agradecida pelo meu gesto e me convidou para ser o padrinho, agradeci gentilmente o convite, falei que não era daquela cidade e que iria viajar para outro Estado, tirei pela tangente, chega de rolo pro meu lado. Eu, hein!

domingo, 10 de maio de 2015

O EMPRESÁRIO PILANTRA



Trabalhei numa grande empresa de revenda de eletroeletrônicos, situada na Rua Marechal Deodoro, centro de Manaus - certo dia, apareceu por lá um grande empresário de Manacapuru, ele fez uma enorme compra de camas, colchões, criados-mudos, ventiladores, ar condicionados, geladeiras tipo frigobar, abajures, espelhos e televisores – imaginem o que ele iria montar, é isso mesmo, um Motel em Manacá – o empresário ganhou um bom desconto e ainda foi brindado com um financiamento para pagar em doze suaves duplicatas.

Ele ficou empolgando e caído pela vendedora que o atendeu e, como forma de agradecimento, convidou toda a galera da loja para a inauguração do “Hotel” disfarçado, pois um motel nunca fora bem visto pelo pároco e pelos mais velhos moradores do interior.

Segundo ele, seria servido um jantar especial: – Guisado de Tracajá, Sarapatel e Pirarucu no leite da castanha da Amazônia, além de algumas caixas de cerveja - tudo seria por sua conta.

Num sábado, uma turma viajou cedo da manhã, enquanto outra seguiu após o expediente - desde as duas da tarde que o “mé” rolava solto, depois, chegaram uns caboclos da região, se enturmaram e começaram a derrubar as ampolas, encheram a cara, foram embora sem pagar nenhuma, tudo bem, não tinha problema, pois tudo era “zero oitocentos”.

Notei que o empresário estava afim da vendedora gostosona, mas ela não dava a mínima para o sujeito – ela começou a amostrar as asinhas para o meu lado, naquela época eu não dispensava nada, pegava até gripe.

O velho ficou impaciente, serviu o jantar com uma cara feia e, no final fez as contas e detonou:

- O “Traca” e o “Piraca” é por minha conta, porém, as bebidas vocês devem pagar.

Tomei um puto do susto, quase que vomitava o bicho de casco na hora, peguei um pouco de folego e falei:

- O senhor falou lá Manaus que tudo era por sua conta!

Ele respondeu na maior cara de pau:

 - O jantar, meu filho, aqui é um comércio, quem é que vai dar bebidas de graça por ai, talvez em casamentos ou aniversários, não é o caso por aqui, quero agora a “babita” aqui na minha mão!

E agora, José? O bicho pegou!

Fizemos a cota, quase deixa a negada na lisura, ainda bem que era final de mês, tínhamos recebido a nosso salário. Deu para pagar a conta, depois, fomos para o Clube do Flamengo, curtimos uns embalos de sábado à noite.

Não engoli direito aquilo, foi uma pura sacanagem do velho, ele tinha um sotaque diferente, não era filho de Manacapuru, pois o povo de lá é gente boa.

Propus fazermos outra conta no domingo de manhã, primeiro, compramos as passagens de ônibus, deixamos toda arrumada as nossas bagagens, o lance era beber e comer até minutos antes da saída do ônibus e “sair à francesa” -, deu tudo certo.

Na terça-feira, bem cedinho, o velho apareceu para cobrar a conta, todos foram chamados a falas pelo Gerente Geral - até explicar que “nariz de porco não servia para tomada”, pegamos uma baita chamada “no saco”, ainda tivemos que fazer um vale no financeiro para pagar a conta - o pior, o velho multiplicou a conta por dez, jurou de pés junto que nos consumimos tudo aquilo, somente para sacanear de novo.

O problema era a vendedora que deu um fora no malandro, inclusive, ele fez cena e ainda queria cancelar parte das compras, somente não foi efetivada, pois na última hora a coitada aceitou jantar com ele.


Outro detalhe: as doze duplicatas foram pagas somente com a pressão do advogado da empresa - nas minhas andanças por Manacapuru, evitava passar pela frente do Motel daquele empresário pilantra. É isso ai.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

O ENTERRO

Manacapuru é uma cidade do interior do Amazonas, teve o seu nome originado de uma belíssima flor - Manacá = flor e puru = matizada – chegou ao seu apogeu no auge da industrialização da fibra da Juta, tanto que era uma linda cidade, assim como foi a minha Manaus antiga, chegou a ser conhecida como a “Princesinha do Solimões” - tenho uma relação toda especial com ela, pois viajei centenas de vezes para lá na minha juventude, onde passei poucas e boas nas minhas andanças – uma das que mais marcou foi o sufoco em que passei para participar do enterro de um ente-querido.



Viajei muito em companhia dos meus irmãos Henrique e Graciete e dos amigos Mariza e Chiquinho, eles moravam em Manaus, no bairro da Matinha e tinham parentes em Manacapuru, no bairro da Terra Preta, num conjunto habitacional, onde ficávamos hospedados.

O tio dos nossos amigos era um sujeito muito extrovertido, gostava de fazer pegadinhas e de contar piadas, ele tinha um box no Mercado Municipal - era muito querido por todos os moradores da cidade.

Certo dia, ele passou mal, sendo levado às pressas para o Hospital Militar, em Manaus, ficou uma semana internado, fez uma cirurgia e estava passando bem - a família voltou para Manacapuru para tratar dos negócios do velho.

No domingo seguinte, tínhamos acabado de voltar de Manacá, viemos em companhia da sua esposa e do seu filho mais velho, fomos direto ao hospital fazer uma visita e, para nossa triste surpresa, ele havia falecido no sábado, estava na pedra, pois os dirigentes não conseguirem entrar em contato com a família.

Providenciamos a compra do caixão e a liberação do corpo para ser transladado para Manacapuru, alugamos uma Kombi velha para levar o esquife e a família - fui solidário e voltei com eles para Manacá.

Levamos um tempão para atravessar o Rio Negro, apesar da prioridade para embarcar na balsa - no inicio da estrada furou um pneu, foi trocado, mais adiante, furou outro, pois todos estavam “carecas”.

A família pegou um táxi, o “motora” da Kombi foi junto, levou os pneus para serem consertados na cidade, agora, imaginem quem ficou sozinho com o caixão no meio da estrada – o maluco que vos escreve - o corpo já estava exalando certo fedor, pois estava passando da hora de ser enterrado – pense numa situação complicada, além dos mais, já estava anoitecendo.

Forcei o carro e consegui colocá-lo bem no acostamento, pois poderia haver um acidente fatal, não bastasse o morto que estava na Kombi – fiquei com medo (Quem não ficaria?) - fui até a casa mais próxima, um senhor me serviu café e se prontificou em ficar comigo guardando o caixão e a Kombi. Lá pelas oito da noite chegou o socorro, veio uma Kombi, aparentemente, mais nova, colocamos o caixão no outro carro e seguimos viagem, faltavam somente oitenta quilômetros para chegar a Manacapuru, com a estrada parecendo uma “tábua de pirulito”.

Ao chegar à cidade, uma multidão estava aguardando o corpo, fomos direto para o Cemitério Municipal - para completar, quando estavam fazendo a despedida do morto, deu uma ventania e um forte trovão – a luz foi embora – imaginem a situação, era gente correndo para todos os lados, neguinho gritando de medo – eu fiquei estático, não sabia o que fazer, não via um palmo a minha frente, era uma escuridão total – fiquei na minha e não corri - ainda bem, pois a energia voltou minutos depois - o enterro foi feito às pressas, em decorrência da ameaça de uma chuva torrencial.

Passei a noite na casa da família enlutada, quem disse que dava para dormir, era uma choradeira total - lá pelas quatro da manhã fui avisado que um ônibus iria para Manaus, peguei o buzão na Rodoviária, estava totalmente lotado, segui viagem em pé, assim mesmo consegui dormir todo o percurso - quando cheguei a minha casa, desmaiei de sono, fui trabalhar somente na terça-feira.


Esse enterro foi um sufoco total, mas, quando me vem à lembrança, sinto saudades do meu amigo que se foi, dos colegas de outrora e da nossa querida cidade Manacá. É isso ai.  

segunda-feira, 27 de abril de 2015

SECOS & MOLHADOS


O MÊS DE MAIO SERÁ O MÁXIMO - Para início de conversa, o dia primeiro será feriado (Dia do Trabalhador) e vai cair logo numa sexta-feira! Outra coisa, serão cinco sextas-feiras, cinco sábados e cinco domingos, um evento que somente acontece em cada oitocentos anos! Então, vamos aproveitá-lo, pois o próximo será em 2815!




BAR CALDEIRA É O BICHO! Pois é, estive no sábado passado no Bar Caldeira "Oficial", para apreciar um chorinho pela parte da tarde e muito pagode à noite, além de poder encontrar os velhos amigos e jogar conversa fora. Fui recebido pelo meu amigo Carbajal Gomes, ele fez questão de mostrar os investimentos que está fazendo em seu estabelecimento. Para ser ter uma ideia, o prédio que fica ao lado (construído no inicio do século passado) está sendo preparado para ser um restaurante/bar de qualidade, onde os frequentadores poderão, brevemente, desfrutar de tira-gostos com qualidade superior e pratos econômicos com o toque de um Chef, além de um bar climatizado na parte superior, onde as pessoas poderão conversar sossegadamente e apreciar exposições do mundo artístico manauara. Os banheiros serão de primeira e a cozinha certificada. Que bom! O Carbajal é um cara empreendedor, com o foco na qualidade e bem-estar dos seus clientes. Parabéns!



22 DE ABRIL – Em 1500, o navegador Pedro Álvares Cabral torna-se, oficialmente, o primeiro europeu a chegar ao Brasil. Ontem foi feriado e, hoje, não! A data do nosso “descobrimento” não é tão importante assim, em decorrência de termos tido uma “invasão” e não um verdadeiro descobrimento, pois aqui já tinham aportados muitos estrangeiros antes do Cabral, bem como, os reais donos e descobridores do Brasil foram os nossos ÍNDIOS!



PIROCA DO MAZOCA - Na rotatória do Parque do Mindu, no Parque Dez de Novembro, Zona Centro-Sul, o local era uma “fuzarca” e, na administração do Amazonino Mendes, fez um trabalho que foi motivo de zombaria nas redes sociais, em 2012. Passei hoje por lá, o atual Prefeito está fazendo um trabalho de recapeamento padrão FIFA, o problema maior é a “Piroca do Mazoca” que ainda permanece no local! É Mole ou quer mais? Foto: PMM


E A PEIA COMENDO - Tenho vários amigos e um monte de colegas e conhecidos, alguns deles são explicitamente contra o PT e o governo da Dilma, outros tantos, defendem com unhas e dentes a situação – no meio dessa peleja toda, fico de arquibancada ou por não dizer “em cima do muro” presenciando essa briga toda. Sempre os que estão fora do poder, querem entrar e, os que estão dentro, não querem sair! Sou passado na “casca do alho”, já presenciei militares no poder, com a ARENA apoiando e o MDB na oposição, depois, veio o pessoal do PMDB, PSBD e PT e muitos outros “juntos e misturados”. Isso vai continuar até o fim dos tempos, com uma parte fora do poder, chupando o osso, depois, volta ao poder, com dias de fartura e bonança! E o povo, como fica nessa disputa toda? Sempre pegando peia! E o meu caso, pois não sou oposição nem situação!





AI SE EU TE PEGO

Devagar 
Deixa o meu dono me largar
Ai se eu te pego,

Cachorra
Você vai ver o que é bom pra tosse,

Porra!

sexta-feira, 24 de abril de 2015

MORRERAM AS ÁRVORES PLANTADAS PELA “SEC” NA RUA JOSÉ CLEMENTE

  

A Secretaria de Estado de Cultura (SEC) efetuou o corte de mangueira no Largo de São Sebastião, esse crime ambiental ocorreu em 2012 e, para compensar foi obrigada a fazer um plantio de mudas nativas na Rua José Clemente - passados três anos, todo esse trabalho foi em vão, pois praticamente todas as árvores morreram por falta de cuidados.

Para maior comodidade do público, a Secretaria de Cultura do Amazonas ordenou o corte de uma mangueira, pois estava “atrapalhando” a colocação de palcos do show milionário conhecido como “Glorioso” (um acinte a população pobre do Amazonas).

Houve uma gritaria geral, principalmente nas redes sociais e, para tentar “compensar” o estrago feito, a SEC elaborou um projeto paisagístico, com mudas nativas selecionadas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMAS) – o local escolhido foi a Rua José Clemente, por detrás da Santa Casa de Misericórdia.

Acompanhei esse trabalho, era uma noite de setembro de 2012 – os “técnicos” abriram buracos na calçada, retirando as famosas e históricas “Pedras de Lioz” que foram jogadas no meio fio e por lá permaneceram até desaparecerem.

Nos buracos foram plantadas 50 mudas de espécies nativas como o Pau-Pretinho e o Ipê Amarelo, com o objetivo de proporcionar sombra, conforto térmico e um paisagismo inédito – foram colocadas grades de proteção e gradil para área permeável.

Meses depois do plantio, fui verificar como estavam as plantas – foi tristeza geral, pois as grades de proteção estavam quase todas caídas, em decorrência do material péssimo e da destruição por parte dos “flanelinhas” que são os “xerifes” daquela área.

Um ano depois, voltei novamente ao local – para minha surpresa, notei que as maiorias das árvores tinham resistido às agressões sofridas – tirei uma fotografia e publiquei no nosso blog.

Passados três anos, apenas uma está grande e bonita, outras cinco ficaram “nanicas” e o resto morreu por falta de cuidados por parte da SEC e da SEMMAS e, principalmente, da falta de conscientização dos moradores, comerciantes e flanelinhas daquela área.


Sacanagem! É isso ai.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

PARQUE SAMAUMA


Parque Samaúma, visto da praça de alimentação do Shopping Sumaúma - ao fundo, aparecem o bairro de Parque Dez.
Foto: Rocha

Sobre a árvore Samaúma:

segunda-feira, 20 de abril de 2015

TRABALHO ESCOLAR SOBRE O TIRADENTES


Eu deveria ter os meus quinze anos de idade, era a “Semana de Tiradentes”, estudava no Colégio Benjamin Constant, no centro de Manaus – não entendia muito bem como um homem que arrancava dentes, aparecia com uma forca no pescoço e torna-se o patrono cívico do Brasil, com direito a feriado nacional.

A professora pediu para a turma que fizesse um trabalho escolar sobre o “Tiradentes” – formei um grupo de cinco colegas e fomos à procura de informações sobre o homem – não tínhamos a facilidade de hoje, com a internet na palma mão, o único jeito era pesquisar na “Biblioteca Pública” ou na famosa enciclopédia “Barsa” (uma combinação dos sobrenomes do casal Dorita Barret “Bar” e Alfredo de Almeida Sá “Sa”, detentores dos direitos).

A minha família tinha adquirida uma coleção completa – muitos vizinhos sempre batiam a nossa porta, para emprestar um volume para pesquisas, pois ela era uma referencia como canal de conhecimento de forte credibilidade.

Em decorrência disso, pude ler tudo sobre o nosso herói nacional e, fazer um excelente trabalho escolar – um dos componentes do grupo chamava-se José Belchior, era meu vizinho e tinha um talento invejável para o desenho – ele fez a capa – um trabalho merecedor de uma nota 10!

Era tudo feito a mão, em folhas de papel cartolina, muito diferente dos dias atuais, onde os alunos copiam da internet e colam, utilizando o editor de textos e impressora.

Semana passada, ao olhar um calendário, fiquei sabendo que no dia 21 haveria um feriado e, fiquei a pensar: - Mais um feriado? Juro que tinha esquecido o mártir Tiradentes!


Esse feriado me fez lembrar aquele antigo trabalho escolar, foi uma volta ao passado. É isso ai. 

Sobre Tiradentes: