quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

MALOCA DOS BARÉS


Vira e mexe, os mais antigos gostam de falar sobre esse tradicional bar e casa de shows da nossa Manaus antiga, pois fez história em nossa cidade e, lamenta-se muito que tenha desaparecido em nome do “progresso” - ano ano passado, a Secretaria de Cultural do Amazonas (SEC) incluiu no espetáculo "Glorioso" o "Circo da Maloca dos Barés".

Ela ficava na Rua Marquês de Santa Cruz, no local onde está hoje localizado o prédio do “Centro Técnico de Formação de Fluviviários da Amazônia Ocidental”, da Marinha do Brasil, entre os armazéns do Porto de Manaus (Roadway), no centro histórico.

O nome era bastante peculiar e identificava muito bem as nossas origens, pois Maloca é um tipo de cabana comunitária dos índios, feita de madeiras e cobertas de palhas, muito utilizada pelos caboclos da nossa região e, Barés, uma tribo que habitava a orla de Manaus, juntamente com os Manaós, Passés e militares portugueses que serviam no Forte de São José da Barra do Rio Negro, formaram uma miscigenação dando origem aos manauaras.

A “Maloca dos Barés” pertencia a “Rádio Baré”, uma emissora que ficava na Avenida Eduardo Ribeiro, 566, tinha como diretor o jornalista Josué Claudio de Souza (pai do Josué Filho, dono da Rádio Difusora do Amazonas).

Na década de quarenta, ficou conhecida como a “Era do Rádio”, com novelas, comédias, noticiários e muitos shows musicais – a Maloca dos Barés servia de palco para apresentações de artistas nacionais e da “prata da casa”.

O Flávio de Souza, violonista, compositor e treinador de futebol, fazia parte dos quadros da Rádio Baré – ele era muito requisitado para acompanhar os músicos de peso – ainda hoje lembra com saudades aqueles tempos bons “Era um lugar amplo, bem ventilado, com mesas e cadeiras espalhadas pelo paredão do Porto de Manaus, tendo como pano de fundo o exuberante Rio Negro – tive o prazer de ser o primeiro a acompanhar a cantora Kátia Maria, ela tinha apenas doze anos de idade e já era uma revelação musical em nossa cidade”.  

Buscando no fundo da minha memória, lembro-me do “álbum de família”, onde constavam algumas fotografias da filha da minha madrinha, a Marilene Bitar, ela fez a dedicatória aos meus pais - estava posando na Maloca dos Barés, onde ganhou um concurso de beleza na década de cinquenta.


Ficarei muito grato com os comentários e fotografias por parte dos nossos leitores sobre a Maloca dos Barés. É isso ai.

sábado, 10 de janeiro de 2015

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

CD DA BANDA DO JARAQUI 2015


O Projeto Jaraqui, um movimento politizado que possui como bandeira o combate a corrupção em nosso país, promove reuniões com os “jaraquianos” todos os sábados na Praça do Jaraqui (antiga Praça da Polícia) e, para satirizar os políticos safados de plantão, lançou um CD do I Festival de Marchinhas da Banda do Jaraqui, para o carnaval de 2015.
Os precursores do I Festival de Marchinhas foram os seguintes: Paulo Onofre, Alexandre Otto, Agnaldo do Samba, Américo Madrugada, Ulisses Caxias, Pedro Ferreira e Adal Silva.
As marchinhas vencedoras do concurso foram:
1.    O Povo nas ruas (Adal Silva);
2.    O Curumim que virou governador (Américo Madrugada);
3.    De Volta Pra Ralé (Nestor Nascimento);
4.    Bom Menino (Pedro Ferreira);
5.    Marchinha do Jaraká (Alexandre Otto);
6.    Sapato Alto (Alelandre Otto);
7.    Projeto Jaraqui na folia Carnaval 2014.
O CD contou com o apoio cultural da Força Sindical – FETRACOM Amazonas – Bar Caldeira – Sasa da Construção Civil.
Os vencedores ganharam prêmios em dinheiro e CD´s para divulgação – eles passaram no crivo dos jurados jaraquianos na Praça do Jaraqui, com a final no Almirante Bar, onde aconteceu uma farta feijoada.
Além das marchinhas acima relacionadas, o CD contém outras dezenas delas de velhos carnavais, lembrando os tempos das folias de ruas e de clubes, dos confetes e serpentinas, do pierrot e colombina – muito bom e nostálgico ouvi-las. Vale a pena conferir.

O CD por ser adquirido com o Paulo Onofre, o Presidente da Banda do Jaraqui, na Praça do Jaraqui. Parabéns ao Ademir Ramos, o líder maior do Projeto Jaraqui! É isso ai.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

FOTOS DE MANAUS


Cada janela, porta ou parede de antigamente, era um trabalho de arte. Foto> Rocha


Já vi mecânico de automóveis, motocicletas, trator e até de avião, mas de carrinho de mão é a primeira vez! O cara fica lá na Feira da Manaus Moderna, onde existem centenas de carrinhos, que fazem transportes de mercadorias para os feirantes e para os bacanas. Foto> Rocha


Igarapé do Quarenta poluído - apesar dos PROSAMIMs da vida, o povo continua jogando toneladas de garrafas pets no rio! Foto> Rocha


Flutuante Clube do Remo, está ancorado no beiradão dos Educandos - ele fez sucesso em tempos passados, quando abrigava os barcos de remo. Foto> Rocha


Réplica de um bondinho que circulava em Manaus - ele esta esquecido no Centro Cultural Chaminé - foi tirado do Largo de São Sebastião, onde fazia muito sucesso com a petizada e pelos turistas. Foto> Rocha


Esse Tucunaré foi "detonado" sábado passado. na barraca do Beto, no Mercado Adolpho Lisboa - é um local onde as pessoas são bem atendidas e podem comer um peixe bem fritinho ao preço de doze reais. Foto> Rocha


SAÍ PRÁ LÁ, TOSSE! – Cara, faz uma semana que estou com um “catarão”, “chiado no peito”, “espoca pulmão”, conhecida também como “guariba”. Estava numa “LanHouse” e, comecei a tossir que nem uma “disgraca”, todo mundo ficou a olhar-me com ar de censura, como se fosse uma coisa do outro mundo! Por vias das dúvidas e das dívidas, fui até o “Doutor das Plantas”, lá na beira do Mercadão – ele receitou “Mel Composto de Cupim e Hortelã” e “Composto de Noni e Hortelã”, uma mistura de Jatobá, Andiroba, Copaíba, Limão, Angico, Roma, Unha de Gato e Mangarataia – um produto 100 por cento naturais, fabricado pelos manos lá no município de Presidente Figueiredo – bastaram algumas colheradas para que a tosse começasse a ensaiar em “pegar o beco”! Sai pra lá, tosse! Foto> Rocha



O Celestino Neto foi a única pessoa que resolveu editar, de forma bem popular, o meu livro ZÉ MUNDÃO - contando com o apoio do Coronel Roberto (BLOGDOCORONEL), na parte de revisão. O Leandro Vinil vai divulgar nos botecos de Manaus! Acho que até o meio do ano já estará a disposição dos leitores da minha cidade. Foto> Sebo Alienista. 



ESPAÇO CULTURAL POMBAL - Fica ao lado do Parque Jéferson Perés, com entrada pela antiga Ponte Cabral. Levou esse nome em decorrência da casa de madeira parecer com uma casa de pombos. Foto> Rocha

domingo, 4 de janeiro de 2015

PARQUE RIO NEGRO


– O Beiradão do São Raimundo está passando por maciças intervenções por parte do governo do Estado do Amazonas, através do Programa Sócio Ambiental dos Igarapés de Manaus (PROSAMIM III), com investimentos de 480 milhões de dólares em toda a Bacia do São Raimundo.

A partir da Ponte Fábio Lucena em direção ao Rio Negro, será denominado Parque Rio Negro – foram retiradas várias famílias que viviam em risco constante de vida, devido ao regime anual de cheia e vazante do rio – elas moravam em palafitas que circundavam toda a orla do bairro do São Raimundo.

Neste local será urbanizado um total de 730 metros de área, onde foram feitas muros de contenção das águas do Rio Negro e contenção das encostas, além da construção de ciclovias, praças de alimentação, mirantes, áreas de lazer, parquinhos para as crianças e outros equipamentos.


No passado, na vazante do Rio Negro, expunha uma realidade muito triste naquele local, com casebres em toda a sua extensão, com muito lixo próximo as palafitas – brevemente, com a implantação do Parque Rio Negro,  teremos um novo “Cartão Postal de Manaus”! É isso ai.
Fotos: Rocha
Comentários no Facebook

Kasmin Biscaro Sempre o Sol na cabeça, o paisagismo inexistente, o nojo da floresta da identidade.
Orlando Magalhães Bandeira O que mais incomoda é o bandidismo, com a atuação do tráfico de drogas. Isso o Estado não combate e não vence. Parece uma orquestra firmada.
Heloisa Maria Braga Cardoso da Silva Você tem certeza que acredita no que escreveu ? Como cartão postal de Manaus ? Seria com as palafitas pintadas e o ambiente saneado (o que é tecnicamente possível). Aí seria lindamente a cara de Manaus. Tenho certeza que quando passar pelo são Raimundo, indo para o Arara lamentarei muito não ver as palafitas.
Keyce Jhones Há alguns anos escrevi sobre este trágico projeto no São Raimundo. - "Natureza Morta é pintada nos igarapés de Manaus."
http://qicstudiografico.blogspot.com.br/2011/12/natureza-morta-e-pintada-nos-igarapes.html 
 Jersey Nazareno Trindade Roxinha, um parque pra quem, se os moradores históricos do local foram retirados? Bastaria um saneamento sério, para resgatar a dignidade humana dos moradores, e aí sim, o local seria de um visual esplendoroso, não só para os moradores mas para quem fosse ao local reservado para tal fim. Não se acabaria com as palafita e nem o seus valores hisórico, social e econômico. A grana investida nesse parque seria suficiente e ainda sobraria...Mas




MUSEU DO PORTO DE MANAUS ABANDONADO



O Porto de Manaus faz parte das boas lembranças da minha infância e parte da minha adolescência – poucas coisas restaram, pois foi sendo desfigurado com as intervenções ao longo do tempo – parte do foi descartado em decorrência do progresso, está no Museu do Porto, porém, encontra-se fechando ao público, na realidade ele está abandonado pelos administradores, sendo destruído pela ação do tempo.

Está localizado na Rua Vivaldo Lima no. 61 – o prédio data de 1905, foi construído pelos ingleses da Manaus Harbour Limited, empresa constituída em 1900 para administrar o Porto de Manaus.


Possui uma área construída de 742 m2 – tendo sido instalado em 1981 para guardar, extraoficialmente, cerca de 300 peças, exposto em oito ambientes: casa de máquinas, salas 1, 2, 3, 4, salão mezanino e área externa, com objetos pesados, âncoras, cabeços, molinetes e tornos, além de vagonetes e uma imensa torre com tanque de água.


Esse importante patrimônio histórico e arquitetônico está abandonado, sem a devida manutenção, com toda a estrutura correndo sérios riscos.

Fotos: Rocha


quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

FARINHA DE PEIXE (PIRACUÍ)

Tenho visitado com certa frequência a Feira da Manaus Moderna e o Mercado Adolpho Lisboa, no beiradão do Rio Negro – por lá tenho comprado algumas iguarias típicas da nossa Região Amazônia – uma delas foi a “Farinha de Peixe”, conhecida pelos manos caboclos pelo nome indígena de “Piracui” (pira = peixe + cuí = farinha) - motivado pelas dicas dos meus amigos Sebastião Assante e Paulo Roberto.

Para quem não sabe, essa farinha é constituída de proteínas e gorduras digeríveis, obtida de restos de peixes sem interesse comercial (vísceras, cabeças, espinhas e restos dos peixes), através da cozedura, trituração e secagem (para redução do teor de água).

Pois bem, comprei 250 gramas, ao preço de cinco reais, somente para provar e aprovar o seu sabor – segundo o jornalista Sebastião Assante, o bolinho frito de piracui é uma delícia – o preparo é mais ou menos assim:

Cozinhar a batata e amassar - numa outra panela, refogar com azeite, alho e cebola, juntar o piracuí, colocar pimenta a gosto, salsinha e cebolinha e, adicionar a batata amassada, mexer bem, checar o sal e desligar o fogo. Fazer bolinhos com a massa, passar no leite, depois nos ovos batidos e finalmente na farinha de rosca, fritar em óleo quente e escorrer em papel toalha- servir com limão ou molho de pimenta.

A outra dica foi do meu amigo Paulo Roberto, um paraense de Santarém, segundo ele, para quem adora uma cerveja e está com aquela ressaca no dia seguinte, o melhor remédio é o “Caldo-de-Piracuí”, o seu preparado é assim:

O preferível é a farinha vinda lá de Santarém (PA), pois o Santareno (mocorongo) faz somente de Acarí Bodó ou de Tamuatá, peixes cascudos que fornecem um gosto todo especial. 

O preparo é simples, basta colocar água numa panela, com cebola, pimentão, tomate, pimenta de cheiro, cebolinha, coentro, chicória, alfavaca, leito de coco, alguns pingos de limão, azeite, sal a gosto, um pouco de farinha branca para engrossar o caldo e acrescentar o famoso piracuí, deixar ferver e servir ainda quente.

Hoje, primeiro de Janeiro, Dia Internacional da Paz, também o dia da maior ressaca do mundo, caiu muito bem o caldo de piracuí! É isso ai.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

SECOS & MOLHADOS

É NATAL – Tenho uma amiga que declarou no Face que não comemora o Dia de Natal, em decorrência do apelo comercial e do consumismo exagerado das pessoas, ela é uma pessoa religiosa e, comemora todos os dias a vinda e os ensinamentos de Jesus. Outro colega, um gozador de plantão, disse que ainda não incorporou o “espirito natalino”, pois ainda permanece com o “espirito de porco”. Credo! No meu caso, somente hoje o coração amoleceu e, logo ao acordar fiz as minhas orações, coloquei umas musicas de natal instrumental de cavaquinho, além de começar a pensar na vida.

Ao ler o jornal A Crítica, edição de hoje, achei muito oportuna o editorial “Em nome de Deus os homens produzem conflitos e guerras. Em nome de Deus criam religiões e em nome de Deus promovem divisões, estabelecem que está salva e quem está condenado. Fazem o contrário do que Deus e seu filho ensinaram. Querem o poder e a fama. Determinam preços em dinheiro para as benções”.Pelo sim, pelo não, desejo a todos os meus amigos de perto e de longe, leitores do BLOGDOROCHA e Facebook, um dia repleto de paz, alegria e pensamentos voltados para Jesus!

LIXO, MUITO LIXO NAS RUAS DE MANAUS - A nossa cidade foi escolhida como um dos melhores destinos turísticos do Brasil - tudo por causa do calor humano dos manauaras, da natureza, centro histórico e cultura. Uma das coisas que me deixa muito triste é ver as pessoas mal-educadas jogando lixo as ruas! 

Acho que os nossos Edis deveria copiar a lei que está em vigor no Rio de Janeiro, onde é aplicada multas para os infratores que jogam lixo nas ruas!
Vamos lá Vereadora Rosi Matos, faça logo essa lei!

CARBAJAL - Tenho um amigo muito legal, ele gasta uma grana preta com o aluguel, funcionários e músicos, além de gostar e investir muito na cultura da nossa cidade -  acho que não liga muito para o lucro financeiro, pois tudo que faz é com amor, sendo o seu maior lucro é ver as pessoas felizes no seu Bar - ele é o Carbajal Gomes Feliz Natal!

PANETONE - Um cara italiano chamado de Tone, padeiro dos bons, resolveu inovar e, fez um tipo de pão todo especial para o Natal - vinha com várias frutas cristalizadas, a moda pegou - quando alguém perguntava que pão era aquele, as pessoas respondiam: Panetone! O Pão do Tone!

RECONHECIMENTO – O Jornal A Crítica, edição de hoje, mostra as dez melhores pessoas que fizerem um excelente trabalho em 2014 – a nossa amiga Ana Cláudia Soeiro Soares, filha do saudoso Armando Soares, foi reconhecido o seu excelente trabalho em conjunto com o seu marido Roberto, na administração do Bar do Armando, no período da Copa do Mundo, onde acolheu centenas de turistas, disponibilizando musica ao vivo, cervejas bem geladas, bolinho de bacalhau e telão para assistirem todos os jogos. Parabéns!

KITGUARANÁ – Dei um pulo até a Feira da Eduardo Ribeiro, parei numa barraca de suco de guaraná – por lá existem uns kits pra lá de sugestivos: Super Bernardão, Arrasa Quarteirão, Super Viagra e Ricardão! Mandei fazer um especial, sabe como é que é, mano velho, a idade está pesando e, estou pedindo uma ajuda a “Mae Natureza”, o camarada colocou os seguintes ingredientes: amendoim, castanha do Brasil, catuaba, mirantã, ovo de codorna, granola, mel, limão, guaraná em pó, água e bastante gelo. Tomei numa boa, acho que está fazendo efeito colateral, pois a barriga começou a dar alguns sinais! Eu, hein!


HABIB´S - ontem, resolvi comer algumas esfirras de carne e, lembrei de uma entrevista do português Aberto Saraiva, um cara que veio ainda muito jovem para o Brasil, para ajudar o seu pai numa pequena padaria e estudar medicina. O seu genitor foi morto por um assaltante, jogando por terra todo o seu projeto. Deixou a faculdade no segundo período e, meteu a mão na massa. Os negócios iam mal, teve vontade de fechar a padaria, mas, motivado pelas palavras do seu genitor que sempre falava para não desistir nunca, ele resolveu abaixar trinta centavos o preço do pão da Tabela da SUNAB, disparando nas vendas, desbancando grandes comerciantes que ficavam na mesma rua em São Paulo. Certo dia apareceu em seu estabelecimento um senhor de setenta e cinco anos idade, pedindo emprego, o velho era Expert em comida árabe, o empresário era visionário e contratou na hora e, bamburrou. A pedido de um amigo árabe colocou o nome de Habib´s que significa amigo! Hoje, o luso brasileiro possui 400 restaurantes espalhados pelo Brasil, oferecendo produtos de qualidade e a preços baixos!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

OS HOMENS DA LEI


Antigamente era difícil ter amizades com Advogados, Delegados de Polícia ou Defensores Públicos, muito menos com um Juiz de Direito e, nem pensar com um Desembargador, pois eram raros e ficavam num pedestal, bem longe dos pobres mortais – com o tempo, as faculdades de Direito abriram em cada esquina, formando pencas de advogados e, com os concursos públicos, possibilitando muitos deles, ainda muito jovens, começarem a galgar uma carreira jurídica, colocando bons e também péssimos profissionais no mercado.

Para exemplificar, cito três casos em que tive a oportunidade de conviver com eles:

1. Estudante de Direito - iniciei os meus estudos de Direito na Faculdade UNIP, por lá fiquei dois anos, onde fiz muitas amizades. Numa bela sexta-feira, a minha turma resolver tomar umas e diversas na Praça do Caranguejo, no Conjunto Eldorado – na hora de pagar a conta, um colega “filhinho de papai” criou a maior bronca, discordando do valor cobrado pelo garçom – os ânimos ficaram exaltados e, num acesso de fúria, ela derrubou tudo o que estava em cima da mesa, batendo com força com a mão e direita e, largou o verbo:

- Eu sou um estudante de Direito e exijo respeito! – gritando para todo mundo ouvir.

- Grande merda! – falou o garçom bem alto, provocando risos dos frequentadores.

No ano seguinte, pedi a minha transferência para a UNINORTE, começando do zero os meus estudos, porém, pedi o trancamento da minha matricula no período seguinte.

Não sei se aquele estudante chegou a concluir os seus estudos, também não sei se advoga ou passou em algum concurso, talvez seja um homem da lei – uma coisa é certa: por o cara ser abusado desde novinho, deve estar aprontando todas.

2. Delegado de Polícia – ainda muito jovem fiz um curso preparatório para o vestibular no antigo Colégio Einstein – eu era da ala da bagunça, mas gozava da amizade de alguns professores. Um dos meus colegas tinha “bala na agulha”, morava numa bela casa e o seu pai era dono de embarcações e postos de gasolina – o cara era mimado, tinha tudo do bom e do melhor. Passamos no vestibular, ele foi para a “Jaqueirona”, fazer Direito, enquanto eu fui para a Faculdade de Estudos Sociais.

Se formou e passou no concurso para Delegado de Polícia. Num belo dia, ele estacionou bem perto de mim, estava a bordo de uma moto de mil cilindradas, no Amazonas Shopping, quando o reconheci fui falar com ele:

- E ai cara, como está a vida! - perguntei numa boa.

- Cara, não te conheço, não! – respondeu com ar de desprezo.

O homem da lei usou e abusou das suas prerrogativas, aprontou todas, fez tanta besteira que foi até afastado de suas funções, respondendo processos e mais processos na Corregedoria.

Certo dia, ele me procurou para comprar um televisor de plasma, pois trabalhava numa empresa do ramo de eletroeletrônico – o cara me reconheceu, mas como já estava queimado na polícia, ficou todo pianinho comigo. O atendi muito bem, porém, com um jeito de quem nunca tinha visto na minha vida. Pois é, ele se achava o He-Man!

3. Juiz Federal – frequento faz muito tempo o Bar do Armando, no Largo de São Sebastião, onde fiz parte da diretoria da Banda da BICA - tive a oportunidade de conhecer muitas pessoas, incluindo jornalistas, poetas, escritores, advogados, defensores e juízes. Alguns deles gostavam de ostentar o cargo que ocupavam, andavam até com seguranças – tinha um deles que eu sabia que era funcionário da Justiça da Federal, não quis saber qual o seu cargo e, ele não gostava de falar sobre isso.

Com a morte do Armando, a grande maioria dos antigos “biqueiros” deixaram de frequentar aquele estabelecimento etílico. Vez e outra me encontro com aquele servidor federal no Bar Caldeira – ele sempre me cumprimenta, sorri e gosta de me abraçar, isso é um belo gesto da nossa antiga amizade de mesa de bar.

Recentemente, precisei entrar com um processo na Justiça Federal e, lembrei do amigo para uma orientação – para minha surpresa, fui descobrir depois de logo tempo que ele era Juiz Federal – um homem da lei federal! Pense num cara humilde, de fala mansa e amigo de todos, muito diferente de alguns de seus pares que acham "Deus".

Pois é, mano velho, o nosso Klain é o máximo!


É isso ai.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

DIA DA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO



Hoje é feriado no nosso Estado, com a comemoração da nossa padroeira (santa protetora) do Amazonas, a Nossa Senhora da Conceição – a imagem da santa chegou a Manaus no século 17, sobreviveu a um incêndio e, em 1950 foi considerada a nossa santa maior – ela é uma invocação a Maria, mãe de Jesus – é uma tradição brasileira montar a Árvore de Natal e enfeitar a casa no dia de hoje. 

Eu gostava de brincar com os colegas de trabalho, principalmente da ala dos evangélicos, sempre falava que nos feriados católicos eles deveriam trabalhar, pois eram explicitamente contra os santos e santas e, afirmavam que pecamos ao adorar imagens, mas, nos dias santos eram os primeiros a curtir a folga no trabalho – brincadeiras a parte, o Brasil é um Estado laico, com liberdade de crença, proteção e respeito religioso.


A Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, fica no Largo da Matriz, no centro antigo de Manaus, segundo o historiador Abrahim Baze “Já em 1695, no entorno da Fortaleza de São José da Barra do Rio Negro, era a vez dos padres carmelitas construírem a Matriz de Manaus, naturalmente dedicada ao louvor a Nossa Senhora da Conceição. Construída no Largo da Trincheira, hoje Praça 15 de Novembro. Demolida em 1781 e erguida outra no mesmo local, embora não tenha sido concluída. Novamente demolida por ordem do governador Manuel da Gama Lobo de Almada, que reedificou outra maior no mesmo lugar. Tragédia do Incêndio - Ocorrido no dia 2 de Junho, o que a reduzia a cinzas, dessa forma foi nomeada uma comissão central, com agentes nas vilas e freguesias do interior para levantarem recursos para a nova construção. O surgimento da nova Igreja - foram iniciados em 10 de Julho de 1858, tendo sua pedra fundamental lançada às sete horas da manhã do dia 23 de Julho de 1858, era Presidente da Província Francisco José Furtado”.

Aproveito a oportunidade, para desejar muitas felicidades a minha mais antiga vizinha do Conjunto dos Jornalistas, a Dona Conceição, aniversariante do dia. Ela é uma católica fervorosa, coordenadora de um Grupo de Orações e da Novena de Natal em Família.

Parabéns Conceição! Vida longa!Viva Nossa Senhora da Conceição, Viva!


sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

BLOGDOROCHA: A ROTUNDA DA PRAÇA DA POLÍCIA

BLOGDOROCHA: A ROTUNDA DA PRAÇA DA POLÍCIA: Ao abrir o álbum de família, fiquei a observar atentamente uma fotografia em preto e branco, acredito que deva ser do início da década...

BLOGDOROCHA: JARAQUI, O JARACA PARA OS MANOS DE MANAUS

BLOGDOROCHA: JARAQUI, O JARACA PARA OS MANOS DE MANAUS: O Jaraqui tem um nome complicado, conhecido no meio científico como “Semaprochilodus”, para os meus manos caboclos é apelidad...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

O TERÇO DO PORTO DAS PEDRAS


Na minha juventude, em 1977, passei uma temporada no Rio de Janeiro, morava na Rua Carlos de Carvalho, no centro, próximo ao Hospital do Câncer e do Hospital da Cruz Vermelha, morava com uma família de amazonenses, comandada pelo casal Senhor Carvalho e Dona Nazaré – estava em tratamento de saúde, tentando resolver um problema no meu ouvido esquerdo, uma otite média com o tímpano perfurado, que me acompanhou desde criança – foi ai que começou a história do terço da fotografia.

Venho de uma família que professa o catolicismo, com a minha avô paterna, a Dona Lídia, uma cearense católica, apostólica e romana – ela ficava o tempo todo com um terço nas mãos e, desde pequeno eu era levado por ela a frequentar as missas na Matriz Nossa Senhora da Conceição. A minha mãezinha, a Dona Neli, também era uma católica fervorosa e, sempre estava rezando o seu terço, aliás, possuía vários deles.

Não tive o tratamento adequado no Rio, mas, resolvi ficar por lá por um tempo, pois o meu irmão Henrique, veio de São Paulo e ficou morando comigo, foram tempos bons onde guardo boas lembranças.

A Dona Nazaré aconselhou-me visitar o bairro Porto das Pedras, na cidade de São Gonçalo, para receber uma graça, pois ali existia uma enorme romaria ao Santuário Jesus Crucificado, onde no dia 26 de Janeiro de 1968 aconteceu um milagre, saindo das chagas de Jesus um líquido vermelho, em plena missa, o que foi constatado por todos fieis ali presentes..

O acesso era muito difícil, mas, consegui chegar ao destino, onde visitei a igreja e, constatei inúmeros relatos de curas pela fé – não cheguei a alcançar a graça, pois a minha fé sempre foi um tanto precária, apesar da minha criação no catolicismo.

Entrei numa lojinha e, comprei três terço, para presentear a Dona Nazaré, a minha mãe Nely e uma namoradinha que tinha deixado em Manaus – ele era imenso, com bolinhas em madeira.

O terço da minha mãe permaneceu com ela até a sua morte, depois, ficou em minha companhia, apesar de ser um católico pouco praticamente e, também não sei rezar o terço, no entanto, guardo para rezar o Pai Nosso todo santo dia e, lembrar da minha mãe, do Porto das Pedras e do Rio.

Caso a minha netinha, a Maria Eduarda continue na religião católica quando crescer, farei questão de dar-lhe de presente quando eu começar a sentir o peso da idade. É isso ai.

sábado, 29 de novembro de 2014

OS NOSSOS PERIQUITOS, PAPAGAIOS E ARARAS URBANOS



A cidade de Manaus sempre foi um “pingo no oceano de floresta”, uma merreca de onze mil quilômetros quadrados, localizada no centro da maior floresta tropical do mundo, dentro do Estado do Amazonas, com um milhão e meio de Km2, porém, rica em aves urbanas.

Na minha infância, presenciava o cantar de centenas de pássaros, muitos deles nas gaiolas de passarinheiros – com exceção dos periquitos, papagaios e araras, considerados animais “exóticos”, vendidos a “peso de ouro” no Mercado Adolpho Lisboa – criados como animais de criação, conhecidos como “xerimbabos”.

Era muito difícil vê-los soltos na natureza, pois eram implacavelmente caçados – os mais jovens gostavam de ostentar o troféu quando conseguia balear algum deles.

Pois bem, o tempo passou, a legislação ambiental ficou duríssima com essa prática, além da nova geração de pessoas terem uma visão mais protetora desses animais.

Atualmente, eles vivem em bandos dentro da cidade, fazendo a festa nas mangueiras e arredores da cidade. Já presenciei alguns deles na fachada do Teatro Amazonas e na torre da Igreja de São Sebastião, fazendo alegria para o mundo ver.

Com relação às Araras, sempre vejo alguns casais passeando pela Zona Norte da cidade (Cidade Nova e Nova Cidade), pois ainda são muitos arredios, preferindo morar nas florestas da Reserva Ducke. 

Que linda a natureza e os amimais, mas, ainda existem alguns debiloides FDP que não gostam do “barulho” que esses animais fazem e, colocam veneno para matar alguns deles, no afã de terem mais “sossego” em suas residências! Pense numa “fuleiragem” dessa!

Pois é, mano velho, a natureza é sábia, caso você trata-la muito bem, ela vai encher os teus olhos de alegria e felicidade, caso contrário, irá mata-lo lentamente! Podes crer! É isso ai

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

SECOS & MOLHADOS

BLACK FRIDAY – Acontece na última sexta-feira de Novembro. É uma expressão em inglês, significando “Sexta-Feira Negra”, em oposição ao “Dia de Ação de Graças” dos americanos. As lojas preparam descontos muito atrativos, levando multidões aos centros de compras. É uma loucura! Por lá, os comerciantes disponibilizam as pontas de estoques e eletrônicos com versões ultrapassadas, com a finalidade de fazer caixa e renovar as compras de novos produtos e lançamentos, tendo em vista o Natal e o Ano Novo. Como gostamos de copiar os ianques, essa moda está pegando aqui no Brasil, no entanto, os comerciantes brasileiros estão dando um desconto muito tímido, bem pequenino, com a intenção de vender os restos de estoque e, de sobra, vender os novos lançamentos! Lembre-se de uma coisa: a margem de lucro em média gira em torno de 30% e, vendas com descontos dentro dentro desse percentual, deve-se ficar com o pé atrás - mesmo com descontos superiores para os produtos importados, eles ainda assim são muitos caros no Brasil. Segundo os especialistas, o comprador deve primeiro saber o quer comprar, depois, pesquisar o preço de mercado e, somente comprar se o desconto for vantajoso. Comprar no cartão sem ter condições de pagar, vai contribuir para aumentar o rombo no final do mês. Outra coisa: somente compre o que realmente vai precisar. Eu estou fora dessa moda, mas, caso o Bar Caldeira faça uma promoção da Brahma, estarei lá, com certeza!

O Marcelo Fu Korem, um grande amigo de copo lá do Caldeira e do Armando, teve uns tempos atrás em que estava bastante bronqueado com a “Dona Encrenca”– aprontava todas e, sempre chegava tarde da noite em casa. Certa vez, a madame resolveu “dar uma dura” no caboco. Fechou por dentro os portões, as portas, as janelas e a garagem, ligou o alarme e o ar condicionado, além de soltar os cachorros, com ordem de pegar qualquer um que se atravesse entrar, mesmo sendo o maridão! Pois bem, o bonitinho chegou de porre lá pelas tantas, tentava abrir as portas,mas, estavam com trava na parte interna! Gritou, gritou e, gritou feito louco, tudo em vão, pois a nega velha não dava à mínima! Tirou a camisa, resolvendo escalar uma grade de ferro para tentar arrombar uma janela do andar superior. Quando estava conseguindo entrar, chega a polícia do “Ronda nos Bairros”:
- Desce daí, negão! – grita o meganha, mirando uma arma de grosso calibre.
- Calma, estou entrando na minha própria casa! – responde aflito o Marcelão.
– Conta outra, sem camisa e subindo pelas paredes altas horas da madrugada, pode descer ou vais levar bala no couro! – o policial dá o ultimato.
Nessa confusão toda, enche de gente para todos os lados e a sua quase ex-mulher resolveu abrir outra janela.
Ai o Marcelão gritou:- Oi amorzinho, fala para os policias que você é minha mulher e que essa é nossa casa!
Ela respondeu: - Nem te conheço, nunca vi esse cara na minha vida! Policial, pode levar preso esse negão!
Depois dessa, o Marcelo ficou “bem pianhinho”, chegava cedo em casa e deixou por um bom tempo os amigos de copo! Foi um santo remédio para o Marcelo Fu Korem! Acho que ele já voltou a ativa novamente, pois dias desses ele me contou essa parada lá Bar Caldeira "Oficial"


A Prefeitura de Manaus (PMM) inaugurou no final de Outubro um bonito prédio de 900 metros quadrados, para atender urgência e emergência com o apoio integral do SAMU, a todos os frequentadores do Complexo Turístico Ponta Negra. No Posto Médico Avançado da Ponta Negra (PMA) abrigará também todos os setores da prefeitura que atuam de forma integrada no complexo, além do Corpo de Bombeiros e Polícia Militar.
Na minha juventude, sofri um acidente naquele balneário – ao dar um mergulho, bati com a minha cabeça numa imensa pedra que estava submersa – fui levada de táxi até o centro da cidade, para pegar pontos no couro cabeludo – tive muita sorte, pois naquele tempo não existia nada na praia para atender as emergências, muito diferente dos dias de hoje. Foto: Rocha


Estou curtindo o face do Bar 5 Estrelas do meu amigo Charles Stones!g!
"G1 - Joaquim Santos Rodrigues, o "Seu Lunga", morreu por volta das 9 horas deste sábado (22) na cidade de Barbalha, no Cariri cearense. "Seu Lunga" tinha 87 anos e estava internado no Hospital São Vicente de Paulo há três dias, em Barbalha, por causa de um câncer de esôfago. O sepultamento será neste domingo(23) no Cemitério do Socorro, em Juazeiro do Norte. Comerciante, poeta e repentista ganhou fama no Nordeste pelos causos que citavam seu mau-humor.Perguntado pela repórter se o cometário era verdadeiro, ele respondeu: “Tudo no mundo tem jeito. O que não tem jeito é esse bando de desocupado que fica inventando estória e fazendo pergunta imbecil”. "O senhor é popular na cidade", pergunta o repórter? "Não. É que eu não gosto de pergunta imbecil e o povo gosta de fazer pergunta imbecil. Tem de pensar antes de falar. Eu não tenho esse jeito de falar bobagem e de ouvir besteira". A entrevista continua: "O senhor vende tudo aqui, não é, “Seu Lunga”?". O comerciante reponde de pronto: "Não. O mundo não tem tudo, como é que você quer que eu venda tudo aqui na minha mercearia?"
Sobre os políticos, “Seu Lunga” também tinha opinião formada é não era das melhores. “No nosso Brasil tá faltando homem de fibra, de caráter, homem que faça as coisas de maneira honesta. Esse povo que está aí no poder, mandando, é de fazer vergonha”.



Prado (Hipódromo) Amazonense – No início do 1906 foi fundada, em Manaus, uma sociedade anônima com o nome de Prado Amazonense, para a prática do turfe (corrida de cavalos) – ficava nas proximidades do Reservatório do Mocó, na Vila Municipal. A pista de desenvolvimento era de 1 quilometro e largura de 12 metros.
Tempos depois, o local foi transformado em estádio de futebol “Parque Amazonense”, no Beco do Macedo – foi fechado e abandonado, restando somente o portão principal.



PRAIA DA LUA
Que tempo bom. 
Que não volta nunca mais... Lilico
Você é luz, é raio estrela e luar,
Manhã de sol, meu iaiá, meu ioiô
Você é sim, e nunca meu não, Wando
É muita água, mano! Praia da Lua.

GALERIA DOS REMÉDIOS – Ontem, resolvi conhecer a Galeria dos Remédios, um prédio situada na Rua Miranda Leão, onde abriga centenas de ex camelôs - depois de muitos anos voltei aquele lugar, pois fui funcionário do Sr. James Arnaud, sócio da Mavel Veículos e da Importadora Souza Arnaud. Na qualidade de Presidente da Associação dos Funcionários do Souza Arnaud (ARSA), editava naquele local um jornalzinho denominado “Circulando”. Tempos bons! Pois bem, a intenção era conhecer o último andar, onde é possível ter uma bela visão da conhecida “Beira do Mercadão” e, tirar fotografias para vocês! Depois, fui até o Mercadão, onde bati um papo com alguns amigos de infância, o Tico (segurança) e o Manoelzinho (permissionário), em seguida, devorei um jaraqui frito com baião de dois, na barraca do Sassá. Foi muito bom!


Este lugar me trás boas lembranças, pois passava todo santo dia por lá na minha infância, depois, comecei a frequenta-lo na fase adulta, o imóvel pertencia ao Sr. Cruz, dono da fábrica Magistral, o bar foi tocado por muito tempo pela família do Carlos, um senhor que ainda hoje possui um boteco "pé sujo" na esquina da Avenida Joaquim Nabuco com a Rua Lauro Cavalcante - essa foto é da época quando o casal Afonso Toscano e Conceição Toscano administravam o bar "Casa da Sogra". Infelizmente, esse imóvel de 1919 foi demolido pela UNINORTE, para fazer um estacionamento!


FERIADO EM MANAUS - Hoje, tinha as seguintes opções: ficar em casa - visitar parentes - participar da feijoada na 14 ou encontrar com os amigos no Bar Caldeira - porém, resolvi trabalhar em pleno feriado municipal – sai cedo da manhã para o batente e, próximo ao meio-dia a missão estava quase cumprida, quando peguei um atalho pelo bairro Boas Novas (Cidade Nova), para pegar a Avenida das Torres, com a intenção de chegar rapidamente ao centro – eu estava numa pista dupla, pensando que estava na principal e, num cruzamento onde existe um supermercado Smart, passei bem devagar, mas vinha um carro na outra rua e, fui pego em cheio, sai meio atordoado e, fui ver a coisa preta – o outro carro era simplesmente um Cobalt do ano, outra coisa, a madame que estava dirigindo estava na preferencial! Depois, passei três horas em uma Delegacia de Polícia para fazer um BO, pois tinha gente bronqueada que não era brincadeira. Ainda bem que a outra parte possui seguro, mas, terei que negociar um valor que a seguradora cobra para poder cobrir os danos (não sai barato, não). O carro da madame vai para uma concessionária top,enquanto o meu vai para o Zé "O Rei da Lanternagem"! Quem manda trabalhar no feriado! Eu, hein!