terça-feira, 29 de julho de 2014

MONUMENTO EM HOMENAGEM AO CENTENÁRIO DO TRATADO DE AMIZADE, COMÉRCIO E NAVEGAÇÃO ENTRE BRASIL-JAPÃO.


Quem passa em frente ao prédio da Justiça Federal, no bairro do Aleixo, encontra uma imensa pedra com algumas informações na língua japonesa e uma placa em granito, contendo o histórico do Centenário da Amizade Brasil e Japão.

No local existe uma grade de proteção, calçadas com acesso ao Marco (pedra), três mastros sem as devidas bandeiras do Amazonas, Japão e Brasil, um pequeno jardim sem manutenção, além da pedra em granito – não sei de quem é a responsabilidade de cuidá-lo, mas, está necessitando, com urgência, de uma limpeza no local.

O que está escrito na pedra de cor marrom não sei informar, pois não domino a língua japonesa – seria muito bom se alguém pudesse traduzir para o português e, informar de onde vem aquela pedra e o que ela simboliza.

Na pedra de mármore, consta o seguinte:



HISTÓRICO DO CENTENÁRIO:
1.   Em 5 de Novembro de 1895, foi assinado em Paris o Tratado de Amizade, Comércio e Navegação Brasil – Japão;
2.   Em 1928, o Senhor Kosaru Oishi e 6 membros fundaram em Maués, a Empresa de Desenvolvimento da Amazônia S.A., cuja  finalidade era a produção de guaraná;
3.   Em 1930, o Senhor Tsukasa Uetsuka fundou o Instituto de Pesquisa Industrial da Amazônia, na Vila Batista, a jusante de Parintins, trazendo 401 formandos para a Escola de Imigração para Cultivo de Juta, que muito contribuiu para a revolução industrial do Brasil;
4.   Em 1952, reinicia a imigração japonesa em toda a região Amazônica;
5.   Em 1967, através do projeto de desenvolvimento do norte do Brasil, foi instituída a Zona Franca de Manaus, onde possibilitou a implantação de 20 empresas de capital japonesa, contribuindo definitivamente para o desenvolvimento industrial do Brasil.
Para simbolizar o laço de amizade cada vez mais forte entre os dois países e para eternizar este ato, aqui construímos este “Monumento de Centenário de Amizade Brasil – Japão”.
Manaus, 5 de Novembro de 1995
Comissão Organizadora do Centenário de Amizade Brasil-Japão:
Presidente: Sr. Tsutomo Ideta
Vice-Presidentes: Sr. Sadao Maeda e Sr. Koichi Muramatsu
Demais Membros:
Consulado Geral do Japão em Manaus
Consul Geral: Dr. Minoru Hirano
Estado do Amazonas, Município de Manaus
Vereador: Dr. Massami Miki

Trabalhei por mais de duas décadas com os japoneses, em fábrica no Distrito Industrial e em lojas de comércio eletroeletrônicos de Manaus, onde tive a oportunidade de fazer muitas amizades com os nipônicos, além de poder me desenvolver profissionalmente e absorver um pouco da sua cultura.  


Este belo Monumento, mostra o quanto os japoneses contribuíram e, ainda contribuem muito, para o desenvolvimento industrial da Amazônia e do Brasil, dessa forma, merece calorosamente todo o nosso respeito e admiração. É isso ai.

O PARDO


Na distribuição de vagas dos atuais Editais de Concurso Público, existem vagas para Ampla Concorrência, Candidatos com Deficiência e Cotas (Lei no. 12.990/2014) – ao ler um deles, fiquei na dúvida onde poderia me enquadrar, caso fosse concorrer ao certame, pois nos anteriores participava de forma ampla e, agora, poderia escolher entre “sou doido, mas, sou não leso” ou da cor “parda” dentro da cota.

No referido Edital, existe somente um vaga para aqueles candidatos que se autodeclarem de que é preto ou pardo, conforme quesito cor ou raça utilizada pelo IBGE.

Certa vez, perguntei a uma amiga qual seria a minha cor, ela respondeu que sou pardo, de acordo com a definição daquele Instituto. Pois é, deixei de ser moreno, conforme consta nos meus documentos.

Mas, afinal, o que é um sujeito pardo? Procurei ajuda dos universitários! Então, vamos lá.

O que mais caracteriza a cor parda é a sua miscigenação, ou seja, com variadas ascendências raciais, com misturas de peles: mulata (branco e negro), cabocla (branco e ameríndio), cafuza (negro e ameríndio).

Foi o meu caso, pois o meu avô paterno era negro e a minha avó branca – o meu avô materno era branco e a minha avó cabocla com traços marcantes de indígena – o meu pai era mulato e a minha mãe era uma cabocla branca - deu no que deu com essa mistura toda, nasceu esse caboco pardo aqui.

Segundo o IBGE, a cor parda é que mais cresce no Brasil, representando, atualmente, 84 milhões de brasileiros, perdendo somente para os considerados brancos.

Historicamente, a cor parda era considerada para os escravos de pele mais clara, sinalizando uma ascendência africana e europeia também.

O maior percentual de pardos no Brasil fica na Região Norte, com o Amazonas em primeiro lugar, com 77,2% dos habitantes – o município amazonense de Boa Vista do Ramos ficou com terceiro lugar de todos os municipíos das regiões do norte e nordeste, com 92,4% da população, conforme o censo de 2000.


Voltando ao Concurso Público e o Sistema de Cotas, na qual está reservado 20% das vagas para negros e pardos – sei que é um direito conquistado depois de muita luta, mas, prefiro ainda concorrer de forma ampla, mesmo sendo um pardo. É isso aí.

Fonte: IBGE e Wikipedia. 

segunda-feira, 28 de julho de 2014

CHEGOU A HORA DE DAR O TROCO NOS POLÍTICOS


Pois é, mano velho - tem tempo para tudo e, depois de quatro anos “no bem-bom”, chegou o tempo dos políticos suarem a camisa, de deixar o ar-condicionado dos seus gabinetes e carrões de luxo, para passar por aquela situação “humilhante” de implorar o voto do eleitor, batendo de porta-em-porta – chegou a hora de dar o troco neles.


Sábado passado, passei por muitos cruzamentos importantes da nossa cidade e, pude presenciar muitos “figurões” e madames da alta sociedade “mamadores das tetas do governo”, todos com camisas tipo polo do “Shoping Bate Palmas”, calças jeans surradas e tênis sujos de barro, tudo para dar um ar de “pobreza” para o eleitor – eles estavam no comando de dezenas de pessoas simples, para empunharem bandeiras de candidatos, em troca de cinquenta paus.


Na “Bola do Eldorado” vi chegar um politico “top”, o cara veio com uma cambada de “puxa-sacos” – ele saiu do seu carrão 4 por 4 com cabine dupla, sem “insulfilme” para, agora, ser visto por todos e, em dez minutos o cara estava “mais suado do que tampa de marmita”! O caboco já estava desacostumado a suar a camisa e a beijar pobre!


Os novatos na política partidária ou aqueles que nunca conseguiram uma eleição, quase que não aparecem, os coitados “são lisos” tão quanto à maioria dos eleitores! Conheço alguns deles que estão endividados “até o pescoço”, mas não desistem nunca, sempre na esperança de um dia “ganhar uma” e passar a viver numa boa, pois o negócio é bom e dar retorno, com certeza!


Conheci alguns pessoas quando éramos mais jovens, depois, entraram na política, conseguiram se eleger, ficaram importantes e, deixaram de falar comigo, porém, em quatro e quatro anos, alguns deles se lembram do caboco aqui e, na maior “cara dura”, pedem o meu voto!


Chegou a hora da “onça beber água”, a hora do troco, de mostrar o peso do eleitor! Para aquele que passou quatro anos fazendo “politicagem”, caso bata a minha porta, terei o maior prazer em atendê-lo e ouvir atentamente o seu "lero-lero", quando virar as costas, darei um “cototoco” e, direi bem baixinho: - Tá qui prá ti!


Não pensem os senhores que tenho raiva de político, muito pelo contrário, tenho o maior respeito e dou muita importância pelo seu papel de fiscalizador dos atos do executivo, bem como, pela elaboração e votação das leis – no entanto, o que me revolta é a forma desonesta como a maioria exercem o seu papel, sempre pensando em ser dar bem, aumentando o seu patrimônio pessoal a cada eleição. 


Chegou a hora cabocada! Vamos dar o troco neles! Não tem essa de vender o voto por cinquentinha, de receber uns óculos, uma dentadura ou tomar um “sopão” em troca do voto. Não faça isso, não! Dê o troco, não votando nesses leprosos que estão enterrando o nosso país! É isso ai

quinta-feira, 24 de julho de 2014

INAUGURAÇÃO DO PALÁCIO RODOVIÁRIO

Existem vários palácios em Manaus (Rio Negro, Rio Branco, da Justiça e o   destruído Palácio do Governo, atual IEA) - o Palácio Rodoviário foi uma edificação suntuosa, construído para abrigar o Departamento de Estradas de Rodagem do Amazonas (DER-AM), um órgão responsável pela abertura e pavimentação de estradas do nosso Estado, mas, serviu também para residência do governador.

Foi inaugurado numa terça-feira de 26 de janeiro de 1960, na Avenida Carvalho Leal, 1777, no bairro da Cachoeirinha, no governo do Gilberto Mestrinho, recebendo o nome de “Engenheiro Edmundo Regis Bittencourt”, uma justa homenagem ao homem que muito ajudou ao Estado do Amazonas, enquanto esteve na direção do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER).

Na inauguração, o Dr. Regis Bitencourt estava presente, juntamente com a sua comitiva, a convite do Governo do Amazonas – toda a população de Manaus foi convidada para o evento – o primeiro presidente do DER-AM foi o engenheiro Elias Antônio Morkazel.

Todas as classes sociais estiveram presentes ao evento. No discurso, o governador Gilberto Mestrinho falou da importância do edifício e da justa homenagem ao Diretor do DNER, ao qual fez também um discurso de agradecimento, destacando o carinho do povo do Amazonas ao seu nome e, prometeu continuar a colaborar com os pleitos do Estado, pois deseja vê-lo progredir sempre, para maior felicidade dos seus filhos e honra do Brasil.

O prédio foi abençoado pelo Dom João de Souza Lima, arcebispo de Manaus – depois, o governador cortou a fita simbólica e descerrou à placa comemorativa da inauguração – no final, todos se dirigiram ao luxuoso auditório, no quarto andar, onde foi servido um coquetel.



A fotografia ao lado, mostra a inauguração dos primeiros 20 km da AM-10, pela parte de Manaus. Era o ano de 1960, na semana de inauguração da nova sede do DERA (como era conhecido). Foto: O Jornal.

Tempos depois, o Palácio Rodoviário serviu também para residência do Governador João Walter de Andrade (1971-1975) – com a extinção do DER-AM, passou a abrigar a Escola Superior de Ciências da Saúde (Medicina, Odontologia e Enfermagem), da Universidade Estadual do Amazonas (UEA).


Durantes muitos anos, esse imponente edifício foi considerado um dos cartões postais da nossa cidade, perdendo, com o tempo, o seu brilho de outrora. É isso ai.

Fonte: O Jornal

terça-feira, 22 de julho de 2014

VASCO VASQUES

Os mais jovens devem ficar intrigados com o nome do Centro de Convenções Vasco Vasques, acham que é alguma homenagem ao Vasco da Gama, pois foi construído ao lado da Arena da Amazônia – na realidade, foi uma justa homenagem que o governo do Estado do Amazonas fez a um grande empresário espanhol-português, o Senhor Vasco Vasques, um cidadão que fez história em nossa cidade na área de turismo e hotelaria.


Nasceu em 1913, na cidade de Las Palmas, nas Ilhas Canárias, na Espanha, mas, como era filho do cônsul português Fernando Vasques, foi registrado com a nacionalidade portuguesa.

Em 1939, formou-se em Administração de Empresas, na cidade do Porto (Portugal) e, nesse mesmo ano, o seu pai foi nomeado Cônsul na cidade de Belém, no Pará, mudando com toda a família para o Brasil.

Trabalhou na empresa J. Dias Paes e, em 1943, foi transferido para Manaus, na função de gerente da filial dessa empresa. Em 1945 casou a amazonense Zaira Moreira, com quem teve três filhos: Fernando, Jorge e Carlos, além de uma filha adotiva, a Maria Angélica.

O casal ainda criou a Zilda, uma jovem que veio de Autazes, no interior do Amazonas – ela teve um relacionamento amoroso com o mecânico Zezinho de Jesus, com o qual tiveram o José Roberto Pinheiro, uma grande pessoa, conhecidíssimo em Manaus como “Mestre Pinheiro”.

Em 1950, Vascos Vasques fundou a empresa V. Vasques & Cia, passando a agenciar a Panair do Brasil, em Manaus. Em 1962, o famoso Hotel Amazonas foi a leilão, sendo adquirido por ele, tendo como fiador o Banco do Estado do Amazonas. Foi dono do Bazar América Ltda., na Rua Guilherme Moreira, onde atuava como representante de famosas marcas de eletrodomésticos e colchoes. Em sociedade com o Samuel Benchimol, fundou a Gasônia Ltda. (Fogás), para a distribuição de gás de cozinha.

Para o bem estar social dos seus funcionários e familiares, adquiriu um balneário na Estrada do V8 (atual Avenida Efigênio Salles), chamava-se “Las Palmas”, em homenagem a sua cidade natal.

Criou a primeira agência de viagens do Amazonas, a Selvatur, bem como, o primeiro Hotel de Selva do Estado, a Pousada Janauarylândia, no Lago do Janauary.

Em seu famoso Hotel Amazonas foi criado o Mandy´s Bar, onde a nata da sociedade e os turistas curtiam o que tinha de bom e melhor na cidade e, em 1982, foi fundado a banda carnavalesca que desfilava no centro de Manaus no sábado gordo.

O Vasco Vasques faleceu em 1976, foi um homem visionário, uma pessoa que muito contribuiu para o progresso e bem estar do povo da nossa terra, dessa forma, o nome do Centro de Convenções Vasco Vasques, foi uma justa homenagem! É isso ai.


Obs.: para maiores informações sobre o Vasco Vasques, os leitores devem acesso o Blog Amor de Bica, cujo editor é o meu brother Simão Pessoa, no seguinte endereço:  http://amordebica.blogspot.com.br/2011/02/nasce-banda-do-mandys-bar.html

segunda-feira, 21 de julho de 2014

NOMES EXÓTICOS DOS CANDIDATOS DO AMAZONAS


“Chegou Chegou”, a “Mulher de Branco” outra vez! Será que é “Boneca” ou um “Dom Fernando”? “Pai Amado”! Ela anda de branco, parece com a “Enfermeira Monica”, mas, falam por ai que ela é igualzinha ao “Chicão do Novo Aleixo”.

Vou chamar o seu colega de profissão, o “Ilton do Táxi”, para dirimir as dúvidas: Será que é “Bonequinha”, “Bolinha”, “Café”, “Madona da Compensa” e “Paixão”, ou é “Felipe Caboco de Ferro”, “Leandro Papa Sopa”, “Melo Porto Táxi”. “Pão Torrado” ou o “Risca Faca”?

Caso haja muita confusão, acho melhor chamar o “Tenente Souza Jacaré” ou o “Guarda Sorriso”! Tudo é brincadeira, o “Tiririca do Amazonas” está na área para animar a festa!

Não entenderam patavina do que escrevi? Não esquenta! Os nomes exóticos que estão entre parênteses, foram os registrados no TRE para concorrer às eleições no Amazonas!

A Mulher de Branco, chama-se Rogocelia Costa – é taxista e concorre ao cargo de Deputado Federal, pelo Partido Republicano Progressista (PRP) - sempre está nas paradas (eleições), sem exceção!

Dizem os cientistas políticos que, esse pessoal serve apenas de escada para os outros do Partido Político, pois nunca ganham eleição. Um caso raro foi o Tiririca, pois ganhou de lavagem e, surpreendentemente, apresenta projetos de respeito!


Outros falam que, são por esses nomes que são conhecidos nas comunidades e, usam essa estratégia para ganhar eleição! É isso ai.

Ilustração: Junior Lima, Jornal D24

sexta-feira, 18 de julho de 2014

POR ESSE CHÃO

Por Rocha
 
Por esse chão,
passaram Vinicius de Moraes, Silvio Caldas, Jairzinho e Jamelão.
Por esse chão, 
pisaram gente famosa, bacana, pobre e peão. 
Por esse chão,
muita gente derramou cerveja, quebrou copos e chamou palavrão.
Por esse chão,
foi festejado velhos carnavais, aniversários, futebol e muita “bebemoração”.
Por esse chão,
muitos cantaram, brigaram e choraram de emoção.
Por esse chão,
muitos beberam e dançaram samba canção.
Por esse chão,
muita gente entrou assustada depois da explosão.
Por esse chão,
muitos comemoraram 14 de Janeiro a data da tradição.
Por esse chão,
fincou bandeira o Caldeira, o Bar do nosso coração!
Por esse chão...


Fotomontagem: Rocha

INSTITUTO DE BELEZA DA MESSODY HENRIQUES


Foi um estabelecimento que fez história em nossa cidade, ficava na Avenida Eduardo Ribeiro, entre a Rua Barroso e a Rua Saldanha Marino, era administrado pela parintinense Messody Henriques, uma senhora guerreira que atendia tanto uma mulher rica e chique, quanto àquela que frequentava o baixo meretrício.

Era filha do Senhor José Henriques e Dona Idalina – o seu genitor veio do Ceará, no início do século passado, era uma pessoa culta, muita dada a leitura de livros - abriu um comércio, a Casa Castelhana, porém, em 1910, foi à falência.

Resolveu tentar a vida no interior e, fixou residência na cidade de Parintins, no Baixo Amazonas, militou na politica durantes anos - por lá nasceram a maioria dos seus onze filhos, incluindo a Messody, uma cabocla talentosa da terra dos parintintins, depois, regressou com a família para Manaus.

De todos os irmãos, a Nobilil Messody Henriques, foi a mais famosa e de grande prestígio na sociedade local. Inicialmente, fundou a primeira escola de fabricação de flores de papel, num galpão construído nos fundos da sua humilde residência, na Rua Dr. Almino – era um artesanato feito de tanto gosto e perícia que, os trabalhos das alunas eram exibidos em concorridíssimas exposições nos salões dos clubes Rio Negro e Nacional.

Com a ajuda dos irmãos, iniciou outra atividade na sala de visita de sua casa, ao qual lhe garantiria êxito e prosperidade: o corte, penteado e pintura de cabelos e limpeza e pintura de unhas.

Por executar um excelente serviço, começou a ter uma clientela cada vez maior, o que o permitiu criar o primeiro Instituto de Beleza da cidade de Manaus, inaugurado com toda pompa na década de 40, em plena Avenida Eduardo Ribeiro, montado com tudo o que de melhor existia, na época, pela famosa Casa Miasi, de São Paulo.

O Instituto de Beleza Messody Henriques era um orgulho para a nossa cidade, com a casa sempre cheia da “fina flor feminina” da sociedade local. A sua presença era reclamada nos salões de gente “alta”, não somente pela envolvência da sua simpatia, mas, por ser também uma lançadora de moda.

Por ter origem humilde, o sucesso não subiu a sua cabeça, pois respeitava muito as pessoas simples, tanto que abriu o seu chique salão de beleza para as mulheres que frequentavam o baixo meretrício - esta decisão lhe rendeu muitas criticas pelas “dondocas” da alta sociedade, que achavam um ultraje frequentar um local onde poderia estar mulheres inferiores, que vendiam o seu corpo para ganhar a vida.

Certa vez, uma senhora da “nata” telefonou indignada para a Messody:

- Não é possível que as mesmas mulheres da Zona façam as unhas e cabelos no mesmo lugar que nós! – reclamando a madame.

A Messody respondeu:

- Minha filha, o teu dinheiro é igualzinho ao delas, isso em primeiro lugar. Se tu queres o Instituto só para vocês, paguem então o preço da exclusividade. O trabalho que dá para pentear, cortar e tingir o cabelo de vocês é o mesmo que o cabelo delas dá, e por sinal que cabelos bonitos eles têm. E mais outra coisa: que comportamento exemplar elas assumem aqui, quando chegam ao salão e ficam esperando a vez. De exemplar dignidade. Nenhuma delas me pediu o telefone para ficar de namoro ou marcar encontros escondidos com amantes.  Ficam esperando, silenciosas, lendo as revistas, e como saem felizes depois de se verem tão bonitas com o tratamento carinhoso que lhe damos.

Essa foi a nossa querida Messody, uma mulher guerreira, que somente aos quinze anos aprendeu a ler a escrever, mas, com o seu trabalho digno e exemplar, criou e educou todos os seus dez irmãos - fez muito sucesso na nossa cidade, mas, o tempo é cruel, onde tudo passa, modifica e acaba.

O Instituto de Beleza da Messody Henriques acabou, porém, continua vivo na mente dos mais antigos e, ficará para sempre, na história da nossa cidade. É isso ai.


Fonte: Livro: Manaus, Amor e Memória – Thiago de Mello

segunda-feira, 14 de julho de 2014

SECOS & MOLHADOS

E A PEIA COMENDO - O meu dileto amigo Jersey Nazareno, mais conhecido por “Naza”, é um cara polivalente: jornalista, poeta, fotógrafo, boêmio e ator. Nesse último quesito, fez poucas interpretações, mas, uma delas virou motivos de muitos risos nos botecos de Manaus. Ele sempre gostou de usar barba e cabelos compridos e, numa de suas viagens ao interior do Estado, para curtir a natureza e escrever para um Blog, foi contratado às pressas pelo alcaide da cidade, para substituir o ator que iria interpretar o Jesus Cristo, na via sacra, pois estava na Semana Santa. Ele já tinha tomadas umas cevadas, mas, topou na hora. O problema maior foi um caboco que interpretava o malvado romano, o cara achava que era “dos veras” e, começou a largar com força umas chicotadas nas costas do Naza. Ele pegou peia calado, mas pensava com os seus botões: - Assim que terminar, vou pegar esse FDP e largar a porrada! Na hora da crucificação, colocaram uma coroa de espinhos de verdade na cabeça do Naza, doía que não era brincadeira, depois, o caboco romano começou a espetar o peito do Naza com uma lança de madeira, ai não deu para segurar e, largou o verbo: - Vai zagaiar o caralho, seu caboco FDP! Foi um “Deus nos acuda”, pois as senhoras beatas começaram a fazer o sinal da cruz sem entender o porquê de tanto palavrão, saindo logo da boca do ator principal, aquilo não fazia parte do script. No final, o Naza pediu um cachê dobrado do Prefeito, pois apanhou feio. Passou mais um dia na cidade, caçando o caboco romano que foi o seu algoz! Depois dessa, nunca mais quis saber de teatro!
Obs.: Sou católico praticante, tenho muito respeito pela minha religião - essa postagem é apenas um causo.

NA HORA RANGO - Hoje, passei a manhã toda numa oficina de carro velho, consertando um golzinho já idoso. Pois bem, na hora do rango, entrei no Restaurante Bom Prato, na Cidade Nova – sentei e, o garçom veio com o cardápio e falou que o estabelecimento atendia somente a La Carte. Quando olhei os preços, quase que tive um infarto do miocárdio! Os preços variavam entre 110 e 70 reais para duas pessoas! Cruz Credo! Era comida somente para os bacanas. Para não fazer feio, pedi uma isca de pirarucu seco e frito, ao preço de vinte e cinco pilas - o garçom foi logo avisando que era “simples”, ou seja, não tinha nadinha para acompanhar, nem farinha! Sem chances, pedi desculpas e peguei o beco! Encontrei outro, era para pobre que nem eu – o dono falou o seguinte: - Pode se servir a vontade e, paga somente doze reais, caso deixe alguma coisa no prato, paga uma multa de três contos! Coloquei na medida do meio bucho e, para não pagar a dita multa, não deixei nenhum farelo no prato! Caramba, tinha uns caras que faziam “três andares” de comida, um tremendo “patarão”! Fiquei até com vergonha do meu, pois era um simples “patarinho”! Eu, hein!


FEIJOADA DA HELOÍSA – A professor Heloisa Maria Braga Cardoso da Silva(a terceira da esquerda para a direita da foto) abriu as portas de sua mansão, para receber os amigos para uma “bebemoração” do seu aniversário – foi servida uma feijoada da melhor qualidade, feita pelos familiares sob a supervisão da “Chef” Jô Joana Telu Sampaio D'antona. OCarbajal Gomes levou os músicos e cervejas. Eu entrei com a cara e a coragem, nem presente levei, ainda tive a ousadia de levar uma “vasilha” para agasalhar um pouco da feijoada para amanhã. Ainda bem que aSocorro Papoula levou um presentinho, comprado em Letícia. Ela é muito querida pelos filhos, netos e amigos – chegou a chorar quando os amigos cantaram algumas músicas dedicadas à professora. Outra coisa, a Heloísa é engenheira civil e professora de Latim da nossa UFAM - vai lecionar a matéria por quinze dias em Jutaí (Alto Solimões). A Heloísa fez aniversário e ainda deu presentes para os convidados, por exemplo, ganhei um Mapa Mundi apelidado de Zé Mundão, além de um vestidinho para a minha neta Duda. Parabéns e vida longa para a minha amiga Heloísa!

sábado, 12 de julho de 2014

ABDIAS “BODÓ”


O meu saudoso pai, o luthier Rochinha, tinha um amigão do peito, o nome dele era Abdias, mais conhecido pela alcunha de “Bodó” – pense numa figura, o cara era amolador de ferramentas no Mercado Adolpho Lisboa, nas horas vagas era polivalente: biriteiro, palhaço e cozinheiro.

Ele pegou esse apelido em decorrência de possuir uma boca igual ao Liposarcus pardalis, conhecido popularmente como Acari Bodó, simplesmente Bodó para os manos do Amazonas – para quem não sabe esse peixe é o “patinho feio” na preferencia dos consumidores e pescadores - muito pessoas não gostam nem um pouco dele, em decorrência do seu aspecto esquisito, bastante feio, parece de outro planeta, além do mais, o bicho é chegado a se alimentar de tudo o que aparece pela frente, não faz cerimônia, até merda ele come, na maior.

O nosso Abdias Bodó trabalhava na Rua Rocha dos Santos, na entrada de um casarão antigo que fica bem em frente ao Mercado Adolpho Lisboa – naquela época, essa profissão rendia um bom lucro, em decorrência dos inúmeros clientes marchantes e peixeiros do “Mercadão”, além de atender as pessoas que por lá passavam todo dia - ele era um grande profissional, tinha uma habilidade fora do comum para afiar facas e ferramentas.

Nos finais de semana, ele ia para a nossa casa/flutuante, a minha avó não gostava nem um pouco dele, pois foi ele quem incentivou o papai a começar a beber pinga, além do mais, por ser católica fervorosa, considerava o amigo do meu pai um puro “sapato do diabo”, quando ele chegava, ela fazia o sinal da cruz e dizia: - Lá vem o Satanás, vou passar o dia fora de casa!

O cara vestia uma bata da minha mãe, pintava os lábios, coloca uma peruca e um corpete (sutiã), se transformava na cozinheira “Bodó do Igarapé de Manaus”! Expulsava a mamãe da cozinha e, enquanto tomava aqueles “birinaites”, fazia as suas estripulias e um excelente almoço - ele era muito bom no preparo de qualquer prato.

Foi ele que me ensinou a nadar - o cara me jogava dentro do rio, dava caldo, fazia o diabro a quatro - rapidinho aprendi a nadar!

O Olavo, Rochinha e o Abdias “Bodó”, formavam o trio da “CM & P10”, ou seja, cachaça, mulher e Parque 10 de Novembro. Todos os finais de semana reuniam na Oficina do Velho, na Rua Huascar de Figueiredo com a Rua Igarapé de Manaus; lá armavam as estratégias, faziam a cotização para comprar as ampolas de cervejas XPTO, a cachaça Cocal para a batida de limão e os “bributes”; depois rumavam em direção ao balneário do P10.

Fazia parte da nossa família, era considerado o meu tio mais velho – os seus filhos, o Bira e o Agostinho eram os meus amigos do peito, esse último casou com a minha vizinha da Rua Tapajós, a Mira, um descendente de sírios, tiverem vários filhos – sou ainda amigo dos seus netos, o Acrísio e a Cíntia

Tempos bons, vez e outra me lembro do Igarapé de Manaus, do Mercadão e do Abdias Bodó! É isso ai.  

Coca-Cola | #MomentosMaiores

sexta-feira, 11 de julho de 2014

EU E O TACACÁ DA DONA MARIA (POINT DO TACACÁ)


A nossa geração de manauaras teve uma relação muito grande com as “Tacacazeiras”.  Nasci e morei no centro da cidade, comecei a tomar a minha cuia de tacacá quando ainda era um curumim, quando era comum as nossas vizinhas fazerem essa iguaria nas festas juninas.

Quando fui morar na Vila Paraíso, com acesso pela Avenida Getúlio Vargas e Rua Tapajós, tive o privilégio de degustar todo o santo dia do Tacacá da Dona Maria, conhecido por alguns por Dona Branca, onde armava a sua barraca na Avenida Ramos Ferreira, bem em frente ao Teatro Juvenil (atual Faculdade da UNIP) e da  Academia Amazonense de Letras.

O irmão da Dona Maria, o Tio Teófilo (funcionário da Receita Federal), ele era casado com a minha tia Margarida (irmã da minha mãe Nely Fernandes), por termos essa proximidade de parentesco, toda tardinha eu ia até a Banca para tomar gratuitamente o meu tacacá, além de levar alguns quitutes para a minha mãezinha.

Com o passar do tempo, comecei a trabalhar e, fazia questão de pagar a minha saborosa cuia de tacacá – lembro muito bem, quando nos finais de semana, todos os colegas das imediações se reuniam bem frente da AAL para um baterem papo regado de tacacá, depois, íamos jogar futebol de salão nas quadras do Luso Club, Instituto de Educação ou do Colégio Benjamim Constant.

A Dona Maria era auxiliada pelo seu marido, com o seu falecimento, passou a contar com a ajuda dos filhos menores e alguns conhecidos. Depois de muitos anos na labuta, teve que se aposentar, porém, o preparado do tucupi ainda passa por suas mãos, além da supervisão do preparo dos quitutes.

O tempo passa, casei e tive três filhos, fazia questão de levá-los para tomarem tacacá e comerem banana frita e tapioca com coco ralado. Eles cresceram, tiveram filhos também – vez e outra levo a minha netinha Maria Eduarda na Banca da Dona Maria – a Duda tem apenas quatro anos de idade e já começou a provar e a gostar do tucupi, além de adorar uma banana frita.

A Banca agora é tocada pelo Natinho e sua esposa Ivete, auxiliado pelos irmãos, filhos, primos e aderentes – é um negócio que dar um bom lucro, pois sempre primaram pelo cuidado na manipulação dos alimentos, além de um sabor todo especial – são muitos requisitados pelos bacanas em suas festas, principalmente nas juninas. A família está aguardando a autorização da Prefeitura de Manaus, para montar "O POINT DO TACACÁ" no Calçadão da Ponta Negra. São 45 anos de muito sucesso!

O Natinho e seus irmãos são considerados como os meus primos, em decorrência disso, conservamos uma amizade desta a nossa infância. Toda vez que chego por lá, sou muito bem recebido, com um atendimento todo especial. Muito Bom!


Isso é uma tradição do nosso povo, passa de pai para filho, pois o Tacacá do manauara é a mesma coisa que o chimarrão para o gaúcho! É isso ai.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Convite II Seminário Contra os Agrotóxicos e pela Vida


 Estimad@s

Preocupados com os prejuízos causados pelos agrotóxicos na saúde do povo do Amazonas e no meio ambiente, a Rede de Maniva Agroecologia do Amazonas (REMA) .e demais parceiros dos movimentos sociais e instituições públicas de ensino, pesquisa e extensão realizarão no Amazonas o II Seminário “Contra os Agrotóxicos e pela Vida” quando ocorrerá o lançamento do documentário “O Veneno está na Mesa 2”. O Seminário faz parte das ações da “Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e pela Vida” e ocorrerá no dia 14/07/2014, das 08 h às 16 h, no Auditório Senador João Bosco, na Assembléia Legislativa.
O objetivo do II Seminário “Contra os Agrotóxicos e Pela Vida” é propiciar á sociedade o diálogo com os tomadores de decisões e legisladores sobre a implantação e a execução das políticas públicas relacionadas à promoção da agroecologia e da soberania alimentar em contraposição aos sistemas produtivos baseados no uso de agrotóxicos e reducionistas culturalmente e ecologicamente.

Solicitamos o favor de divulgar o evento, cuja programação encontra-se anexada.

Saudações


Contatos:
- Elisa Wandelli (Embrapa / REMA)- 9114-2012, elisa.wandelli@embrapa.br
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terça-feira, 8 de julho de 2014

CASA EM ESTILO CHALÉ ALPINO


Quem passa pela Avenida Joaquim Nabuco, entre as ruas Huascar de Figueiredo e Lauro Cavalcante, centro de Manaus, depara-se com uma bonita residência em estilo alpino – ela pertence à família do Manasseh Barbosa, um amazonense apaixonado pelo Remo, um esporte aquático de tradição em nossa cidade.





Hoje, resolvi caminhar por lá e, por pura coincidência, uma pessoa que estava dentro dessa casa, a me ver passar, chamou pelo meu nome – me aproximei e o portão foi aberto. Surpresa geral: era Montanha, o famoso ex-garçom do Bar do Armando – ela está morando e vigiando o imóvel.


Tive o privilégio de entrar pela primeira vez – na realidade, sempre tive esse desejo, pois achava ela tão pequena, porém, bem planejada, com detalhes em madeira de lei. Outra surpresa: o local é bastante espaçoso, com térreo, dois quartos com suíte, cozinha planejada, piscina, uma grande área de lazer na parte externa, varandas, quase tudo em macacaúba, janelas espaçosas em vidros e muito mais.

O inquilino anterior deixou o imóvel um pouco deteriorado, demandando uma urgente reforma. Uma pena que não tiveram o devido cuidado com uma casa tão bonita. Segundo o administrador, ela disponível para aluguel, com preferência para empresas.




O “Montanha” sempre trabalhou em bares e lanchonetes e, confessou que está aguardando o recebimento de uma herança e, espera alugar a casa para transformá-la num “café regional” e restaurante.

Estou na torcida para que o “Montanha” consiga alcançar os seus objetivos, pois essa linda casa merece voltar ao seu esplendor, além de abrir a suas portas para que os manauenses e turistas possa conhecer o seu interior. É isso ai.





Fotos: Rocha

quarta-feira, 2 de julho de 2014

O SHEIK CLUB


Fundado em 1954, fruto do idealismo de um grupo homogêneo de brasileiros, sírios, filhos de sírios e libaneses, tendo como objetivo a promoção de eventos sociais para entreter e divertir os seus associados.

Foi uma entidade social que marcou toda uma geração de jovens da nossa terra, ficava na Avenida Getúlio Vargas esquina com a Avenida Ramos Ferreira – o prédio continua o mesmo, com poucas intervenções, funcionando atualmente no lugar uma academia de fitness.

Foram os seguintes os seus sócios fundadores:
José Mussa Neto
Antônio José Tuma
Calil Abdala
João Miguel Isper
AzizeMansourFraiji
Kardec Abrahim
Humberto Moreira dos Santos
Miguel MansourFraiji
Benjamin Assis Sachesde Oliveira
Rafael AzizeAbrahin
Waldemar Vieira Soares
Mansuelo Queirós
Francisco Ronci
Mário HissaAbrahim
José Hadad
Caram Abrahim
José Antônio Tuma
DahasAbrahim
BajatAbrahum
Nagib Salem José
IsperAbrahim
Jorge Abrahim
Felipe IsperAbrahim
Caram Jorge
Benjamin Mussa
Mansour Sanches Cheuan
José AzizeAbrahim
Munir MansourFraiji
Edmundo Seffair
Alberto José Antônio Tuma
Jorge Cordeiro
Vadir Hermes
Abdon Mussa
Dibo Mussa
Waldemar Abrahim
Abrahim Calil
Abrahim J. Monassa
Waldemir Peres Lustosa
Manuel Curcino Correa
HissaAbrahim
Luís Caram Abrahim
Jones IsperAbrahim
João MansourFraiji
Jorge Dib
Clible Calil Abrahim
Alberto Fraiji
Júlio José Antonio Tuma
Jorge AbilioFraiji
Miguel Zogahib
Péricles Assis Sanches Oliveira
Otávio BajatAbrahim
Jodat Sado
José Calil Assaf
João Sanches de Oliveira
Jorge Ayub Mussa
Américo Walter Mestrinho da Rocha
Zacarias Bichara
José Fadul
Rui Lima
Abdul RazacHauache
KaledHauache
Wilson AbdalaKalil
Sebastiao Haded
Amim Said
Mário Severiano Câmara
Geraldo Antônio Tuma
Jorge Alencar Abrahim
Mussa Neto
João Carlos Antônio Tuma
Jorge Caran Neto
Calil Mussa
Miguel Alencar Abrahim
Getúlio AbrahimFraiji
Franklin Abrahim Lima


A sede própria somente foi efetivada em 1969, quinze anos depois da fundação do clube, na administração do Jones Isper Abrahim, possuindo linhas arquitetônicas que embelezavam a nossa cidade, situada em um dos pontos mais importantes do centro, a Avenida Getúlio Vargas.

Na década de setenta, na minha juventude, tive o privilégio de frequentar o clube, participava das suas programações de finais de semana, incluindo os bailes carnavalescos – foi um tempo que marcou a minha vida e de muitos colegas que moravam na Avenida Getúlio Vargas.


É isso ai.